Vamos falar de agricultura e preservação do meio ambiente? Com Flavio Maluf

As expectativas da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) não são boas para os próximos 30 anos, conforme um relatório divulgado pela instituição, ainda em abril. O documento aponta que a emissão de gases do efeito estufa proveniente da agricultura deve estar 30% mais alta em 2050. Isso se o setor seguir no ritmo atual de crescimento e nada for feito para frear essa difusão, destaca o presidente das empresas Eucatex, o empresário e executivo Flavio Maluf.

“Projeta-se um aumento das emissões globais da agricultura em 2030 e 2050 entre 18% e 30%, respectivamente”, salientou a FAO no relatório.

Conforme o documento, a exalação de gases do efeito estufa proveniente da agropecuária, silvicultura e pesca praticamente dobraram nos últimos 50 anos. Em dez anos — no período entre 2001 e 2011 — as emissões derivadas somente dos cultivos e da criação de animais chegaram a subir 14%.

A maior fonte de emissão do setor agrícola, segundo o relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, é a agropecuária, que respondeu por 39% da produção dos gases estufa do setor em 2011. A maioria dos poluentes são derivados do que se chama de “fermentação entérica”, destaca Flavio Maluf. Esta acontece no estômago dos animais — principalmente do gado de corte — que liberam, sob forma de arrotos e flatulência, o gás metano, altamente poluente. Este tipo de emissão subiu 11% entre os anos de 2001 e 2011.

No geral, a exalação de gases do efeito estufada derivadas do cultivo e da criação de animais subiram, entre 2001 e 2011, 14% acentuou a FAO.

No Brasil

O empresário e executivo Flavio Maluf reporta que em cenário nacional, a agropecuária é, também, uma das líderes de emissões de gases do efeito estufa no país — junto com ela aparecem ainda o manejo da terra e consumo de combustíveis. A expansão do rebanho bovino e o aumento do uso de fertilizantes nitrogenados são os causadores dos altos índices de emissão no segmento.

Contudo, existem iniciativas criadas com o objetivo de reduzir esses números.  Em 2010, por exemplo, o governo brasileiro lançou o programa chamado de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC). A ideia é reduzir entre 36,1% e 38,9% as emissões de gases do efeito estufa no país até 2020, com base nos números de 1990. Entre os principais objetivos da ação está a recuperação de 15 milhões de hectares de pastagens degradadas.

Flavio Maluf ainda acentua que Índia e Brasil são, respectivamente, os maiores criadores de rebanhos bovinos do mundo.

Outros responsáveis pela emissão de gases estufa

Outro grande contribuinte para o aumento da emissão de gases do efeito estufada proveniente da agricultura foi o uso de fertilizantes industrializados. De acordo com o relatório da FAO, eles representaram 13% das emissões agrícolas em 2011. Trata-se de um aumento que chega a mais de um terço quando os números são comparados aos níveis de 2001, afirma a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura. Entre 2001 e 2011, as emissões provenientes da aplicação de fertilizantes sintéticos subiram 37%.  

Os arrozais, por sua vez, foram os responsáveis por 10% do total da emissão de gases estufa da agricultura — isso porque eles geram metano através de processos biológicos. Já a queima de pastagens de savana respondeu por 5% do total do setor agrícola, reproduz o empresário Flavio Maluf.

O estudo da FAO ainda apontou que, na última década, a emissão dos gases de efeito estufa derivada da mudança do uso do solo e do desmatamento caíram quase 10%.

No que se refere às origens geográficas, vale salientar que a maioria dos gases do efeito estufa da agricultura são provenientes da Ásia — que concentrou um percentual de 44% da emissão agrícola — seguida pelas Américas (25%), África (15%), Europa (12%) e Oceania (4%).

Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO)

Criada no ano de 1945, a FAO — que possui sede em Roma, capital da Itália — é uma agência especializada da Organização das Nações Unidas (ONU) que trabalha no combate à fome e à pobreza, através da melhoria da segurança alimentar e do desenvolvimento agrícola.

Flavio Maluf acentua que também é compromisso da entidade — que conta com mais de 190 países-membros — promover o desenvolvimento agrícola, bem como a melhoria da nutrição, a busca da segurança alimentar e o acesso de todos aos alimentos necessários para que se tenha uma vida ativa e saudável.

“Nós ajudamos os países a aperfeiçoar e modernizar suas atividades agrícolas, florestais e pesqueiras, para assegurar uma boa nutrição a todos e o desenvolvimento agrícola e rural sustentável. Desde sua fundação, a FAO tem dado atenção especial ao desenvolvimento das áreas rurais, onde vivem 70% das populações de baixa renda, e que ainda passam fome”, enfatizou o portal das Nações Unidas no Brasil (ONUBR) (nacoesunidas.org).

Organização das Nações Unidas (ONU)

Fundada em 1945, a ONU trata-se de uma organização internacional, formada por países que se reuniram, de forma voluntária, com o objetivo de trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais.

O portal das Nações Unidas no Brasil destaca que “as Nações Unidas são regidas por uma série de propósitos e princípios básicos aceitos por todos os Países-Membros da Organização”.

Entre eles estão: manter a paz e a segurança internacionais; desenvolver relações amistosas entre as nações; realizar a cooperação internacional para resolver os problemas mundiais de caráter econômico, social, cultural e humanitário, promovendo o respeito aos direitos humanos e às liberdades fundamentais; e ser um centro destinado a harmonizar a ação dos povos para a consecução desses objetivos comuns.

Atualmente, mais de 190 países são membros da ONU. O Brasil, por sua vez, desde o ano de 1948, participou de mais de 30 operações de manutenção de paz promovidas pela entidade.

O empresário Flavio Maluf reporta que o país integrou operações na África, como, por exemplo, no Congo, na Angola, em Moçambique, na Libéria, em Uganda e no Sudão; também na América Latina e Caribe, que englobam El Salvador, Nicarágua, Guatemala e Haiti; na Ásia, em Camboja e Timor-Leste; e na Europa, no Chipre e Croácia.

Confira, com Flavio Maluf, os desafios da exportação no agronegócio

De acordo com informações divulgadas em janeiro pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, as exportações brasileiras do agronegócio cresceram 13% em 2017. A entidade ainda informou que o setor foi responsável por 44,1% das vendas do país para o exterior. Todavia, apesar do bom desempenho, a área também enfrenta alguns desafios para se desenvolver. Quem apresenta alguns deles é o presidente das empresas Eucatex, o empresário e executivo Flavio Maluf.

Ampliar a infraestrutura

Para que o agronegócio brasileiro melhore a escoação da sua produção e exportação é necessário, por exemplo, o desenvolvimento de uma infraestrutura eficiente. Entre as formas de melhoria está o investimento na malha rodoviária e o estímulo da alternativa ferroviária.

Tomar cuidado com as mudanças do mercado internacional

Atualmente, dois dos principais compradores dos produtos brasileiros são a China e Estados Unidos. O cliente oriental possui cerca de 1,3 bilhão de habitantes e vive em constante crescimento econômico, o que o torna um atraente destino para as mercadorias do Brasil, reporta Flavio Maluf. No entanto, uma desaceleração na economia chinesa pode impactar, significativamente, a produção agropecuária do Brasil. Sendo assim, diminuir a dependência desse mercado, seria algo a se considerar.

Os Estados Unidos, por sua vez, têm Donald Trump na presidência desde o início de 2017 e vive um momento de mudanças e incertezas. Um dos discursos do político é, justamente, em relação à proteção da produção norte-americana — o que pode afetar a entrada de produtos brasileiros no país.  

Pensar, cada vez mais, na produção sustentável

Hoje em dia, o número de consumidores que se preocupam com as questões ambientais só aumenta. Sendo assim, pensar em sustentabilidade nos processos de produção e demais atividades do empreendimento é cada vez mais relevante em termos de competitividade empresarial — tanto para o mercado nacional quanto internacional, enfatiza o empresário Flavio Maluf.

Exportar produtos frescos

A qualidade é essencial para qualquer tipo de progresso. E no agronegócio não é diferente — é preciso manter a qualidade dos produtos em todos os momentos, inclusive, claro, na exportação. Para isso, o planejamento é fundamental. Analisar a logística e qual o tipo de transporte será mais eficiente para escoar determinada produção, bem como qual a melhor época de embarque, são formas de manutenção de qualidade.

Flavio Maluf acentua que é importante, também, estudar quais são as tecnologias mais adequadas, por exemplo, para conservação da temperatura, umidade e condições específicas de cada carga — e garantir um desembarque sem complicações.

Acertar na embalagem

A escolha da embalagem é um aspecto que influencia tanto na questão da sustentabilidade quanto em manter a qualidade dos produtos. O tipo de material no qual encontra-se a mercadoria está entre os principais resíduos que prejudicam o meio ambiente. “A tendência do comércio exterior a cada dia que passa é ter tolerância zero com produtos e embalagens que não seguem os padrões ecológicos. Um dos exemplos mais recentes foi a decisão da China, em outubro de 2017, de não importar mais produtos que não possuam embalagens ecologicamente corretas”, explicou o gestor do Núcleo de Comércio Exterior da Câmara de Comércio do Mercosul e União Latino America (CCM-ULA), Edson Saito.

Ainda, é preciso pensar na embalagem como um dos instrumentos auxiliares do agronegócio capaz de, no ato da exportação, aumentar ou preservar a qualidade, bem como a validade, da mercadoria em questão, salienta o presidente das empresas Eucatex. O executivo Flavio Maluf também reforça a importância de estudar a legislação do país de destino em relação à exportação — e isso inclui regras e orientações a respeito das embalagens internas e externas dos produtos. Seguir as especificações à risca é a melhor forma de impedir que a exportação seja inviabilizada por algum motivo referente a esse aspecto.

Além de sobrevivência, sustentabilidade também é marketing — Veja com Flavio Maluf

A atual disponibilidade de informações tem dado poder ao consumidor que, hoje em dia, dá mais importância ao consumo consciente. Marcas engajadas com a proposta de não serem tão agressivas ao meio ambiente, bem como na criação de uma cultura de preservação costumam ganhar atenção positiva diante dos compradores e das mídias. É o chamado marketing sustentável ou marketing verde, como também é conhecido, destaca o presidente das empresas Eucatex, o empresário e executivo Flavio Maluf.

Uma pesquisa realizada no segundo semestre de 2017 pelo IBOPE/Rede Conhecimento Social, a pedido do Observatório do Código Florestal, apontou, por exemplo, que 82% dos consumidores de grandes cidades brasileiras gostariam que os produtos que adquirem seguissem o Código Florestal — que é a principal lei ambiental brasileira. Além disso, um percentual de 60% dos entrevistados afirmou que pagaria um pouco mais por esse tipo de produto.

O levantamento foi realizado com 600 pessoas, nas capitais Brasília, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo, reporta Flavio Maluf. O estudo contou, também, com dois encontros, realizados nos últimos meses de outubro e janeiro, para uma análise qualitativa, com representantes de Belém, Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, São Luís e Vitória.

Ainda entre as tantas vantagens do marketing sustentável, em geral, pode-se dizer que ele é muito abrangente. Dentro do agronegócio existem muitas formas simples de investir nesse tipo de marketing, no qual todos saem ganhando. Flavio Maluf destaca que entre as iniciativas estão, por exemplo, priorizar produtos orgânicos, quando possível; criar embalagens biodegradáveis; apostar em recursos de reciclagem; nos processos de produção economizar água, que é um recurso natural não-renovável e fundamental para a vida na Terra; e fazer a rotação de culturas, que implica em alternar o que é cultivado em determinada área.

A adubação verde é, também, outra maneira de produção sustentável, acentua Flavio Maluf. A prática refere-se à utilização de espécies vegetais específicas capazes de melhorar, por exemplo, a capacidade produtiva do solo, e aumentar a sua fertilidade e produtividade. A ideia, com a técnica é minimizar o uso de produtos químicos na produção. Por consequência, diminui-se os gastos e também se evita que esses resíduos sejam descartados de maneira inadequada na natureza.

O número de empresas adeptas à produção sustentável está em constante crescimento e cada uma delas faz questão de estampar onde for possível os seus selos de aprovação ecológica e suas ações em prol do meio ambiente. Entretanto, vale salientar que os benefícios dos investimentos na sustentabilidade não são só para angariar novos clientes e uma imagem positiva.  

No caso do agronegócio, empregar práticas sustentáveis de cultivo e descarte de produtos e embalagens, por exemplo, é uma necessidade para crescer a médio ou longo prazo, enfatiza Flavio Maluf. A poluição da água, o desgaste e a perda de nutrientes do solo, a redução da área cultivável das fazendas, entre outras tantas deteriorações ambientais, são apenas algumas das consequências de uma produção despreocupada em relação às responsabilidades com o meio ambiente. Os prejuízos, nesse caso, estão diretamente ligados ao próprio produtor rural.

Confira, com Flavio Maluf, algumas estimativas da produção de café e soja no Brasil

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, no último dia 12 de junho, o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola. De acordo com as estimativas da pesquisa, a produção nacional de café — assim como a de seja — deve ser recorde em 2018. Em geral os números de maio são positivos e superam os do mês anterior. Quem reporta os dados é o presidente das empresas Eucatex, o empresário e executivo Flavio Maluf.

Quanto ao café

Espera-se uma colheita de 3,4 milhões de toneladas, ou 57,1 milhões de sacas de 60 kg — o que significa uma elevação de 3,2% em relação à estimativa de abril. O rendimento médio, por sua vez, subiu 3,3% em maio, isso por conta do clima favorável.

Já a estimativa da produção do café arábica — uma das espécies do produto mais cultivadas no mundo e a mais cultivada no Brasil — chegou a soma de 2,6 milhões de toneladas, ou 43,4 milhões de sacas de 60 kg. O número representa 2,9% a mais em relação a abril, com avanço de 3,2% no rendimento médio, salienta Flavio Maluf.

Quando o assunto é o café canephora (conillon) — outra espécie do produto — a estimativa da produção é de 822 mil toneladas, ou 13,7 milhões de sacas de 60 kg. O que corresponde a um aumento que chega a 4,1% em relação ao mês de abril. A área plantada de maio também cresceu, destaca o presidente das empresas Eucatex — 0,8% em relação ao mês anterior. A área colhida, por sua vez, aumentou 0,7%, ressalta Flavio Maluf. O rendimento médio elevou 3,3%.

A Bahia foi quem se destacou com essa espécie — o Estado subiu para 117 mil toneladas (1,9 milhão de sacas) sua estimativa da produção, uma alta de 38,2% em comparação a abril. O rendimento médio, aqui, teve um aumento de 29,5%, com 2.438 kg/há — isso, principalmente puxado pela boa quantidade e distribuição das chuvas.

“A produção de café é recorde na série histórica do IBGE, tanto para arábica quanto para o conillon. Esse ano é o de bienalidade positiva; é um ano que se esperava que o café (arábica) produzisse bastante. E o clima tem beneficiado as lavouras. Houve recuperação importante da produção do Espírito Santo, depois de três anos de seca”, enfatizou, ainda, o gerente na Coordenação de Agropecuária do IBGE, Carlos Barradas.

Quanto à soja

Também com estimativa recorde, a expectativa para a produção de soja subiu para 115,8 milhões de toneladas em maio — o que significa 0,1% a mais que a de abril. O executivo Flavio Maluf reporta que houve atualização das estimativas dos Estados de Mato Grosso (+0,7% ou 220,3 mil toneladas, para 31,4 milhões de toneladas), Goiás (+0,1% ou 7,0 mil toneladas, para 11,7 milhões de toneladas) e Tocantins (-3,5% ou 92,5 mil toneladas, para 2,6 milhões de toneladas).

Em comparação ao ano passado, a produção brasileira de soja cresceu 0,7%, pontua o presidente das empresas Eucatex — isso por conta do aumento de 2,6% da área plantada. Ao todo, foram cultivados 34,8 milhões de hectares. Trata-se de 56,9% de toda a área do país cultivada com cereais, leguminosas e oleaginosas, acentua Flavio Maluf.

A gente caminha para ser no futuro o maior produtor de soja do mundo. Nos próximos dois ou três anos a expectativa é que o Brasil consiga passar a produção americana, atualmente o maior produtor. Nós somos o maior exportador”, acrescentou Barradas.

ABF divulga a lista de marcas coroadas com o Selo de Excelência em Franchising (SEF) de 2018. Confira com Flavio Maluf

 

Recentemente, a Associação Brasileira de Franchising (ABF) divulgou a lista com 218 marcas contempladas com o “Selo de Excelência em Franchising (SEF)” em 2018. Esta já é a 28ª edição da Chancela.  

O objetivo do SEF é carimbar a aprovação dos franqueados às suas respectivas marcas, após uma pesquisa detalhada de satisfação, envolvendo aspectos relevantes da rede de franquias. Ou seja, para entrar na lista de marcas contempladas com o Selo de Excelência em Franchising, estas passam pelo crivo dos próprios franqueados.

Contudo, para receber o Selo, é necessário que a marca possua, pelo menos, dez unidades franqueadas — com dez franqueados diferentes — e tenha um mínimo de dois anos de operação no franchising. Além disso, é preciso que ela esteja filiada à ABF.  Baseado no porte das redes, o SEF as divide nas categorias pleno, sênior e máster.

Performance operacional, como capacidade logística e de abastecimento; relacionamento com o franqueado, como comunicação e abertura ao diálogo; aspectos globais, ou seja, se existe satisfação dos franqueados com a franquia, de uma maneira geral; e a performance econômica, como o retorno do investimento e o desempenho em relação ao plano de negócios são os principais aspectos avaliados pelo Selo de Excelência em Franchising da ABF. Também é dada uma titulação bônus para as marcas que têm ações de sustentabilidade.

São coroadas com o Selo de Excelência as redes que atingem uma nota mínima baseada nos quatro critérios estabelecidos pela Associação Brasileira de Franchising.

Confira as marcas comtempladas com o Selo de Excelência em Franchising 2018

Categoria pleno: mínimo de dez franqueados e dois anos de operação

  • GLOBAL STUDY
  • GORDÃO LANCHES
  • DOCTOR MED CLÍNICA MÉDICA PARTICULAR
  • ESPAÇOLASER
  • PINGU´S ENGLISH CENTER
  • HINODE
  • DIOLASER
  • EVIDENTE
  • PELO ZERO DEPILAÇÃO
  • SP IMPLANTES TRATAMENTOS ODONTOLÓGICOS
  • TEVAH
  • VIVENDA DO CAMARÃO
  • ACQIO
  • ACTIONCOACH BRASIL
  • ALPHAGRAPHICS
  • ANACAPRI
  • ARTEX
  • ARTWALK
  • AUTHENTIC FEET
  • BALONE
  • BELLA GULA
  • BILLY THE GRILL BURGER & GRILL
  • BOALI
  • CAFÉ DO FEIRANTE
  • CAPODARTE
  • CASA BAUDUCCO
  • CASA PILÃO
  • CATA-VENTO
  • CAVERNA DO DINO
  • CENTRO DE ENSINO GRAU TÉCNICO
  • CETELBRAS EDUCACIONAL
  • CONSTANCE
  • CULTURA INGLESA
  • DR JARDIM
  • DUMOND
  • ESPETTO CARIOCA
  • EURODATA INTERATIVA
  • EXPENSE REDUCTION ANALYSTS – E.R.A BRASIL
  • FARMÁCIA ARTESANAL
  • FARMÁCIA ROVAL
  • FORUM
  • FRANQUIA REDE ORTOESTÉTICA
  • GENDAI JAPANESE FAST FOOD
  • ICE CREAMY SORVETES
  • IGA
  • INSPIRAR
  • INSTITUTO BRASILEIRO DE LÍNGUAS
  • LEZ A LEZ
  • LINK MONITORAMENTO
  • L’OCCITANE EN PROVENCE
  • LOFT
  • LOJAS CALCI
  • LOUYT
  • MAGIC FEET
  • MANIA DE CHURRASCO! PRIME STEAK HOUSE
  • MARIA BRASILEIRA
  • MERCADÃO DOS ÓCULOS
  • MIL MILK SHAKES
  • ORTHOCRIN
  • ORTHOPRIDE
  • OUTER. SHOES
  • PEZINHO E CIA
  • PROCOB
  • PUC
  • RISOTTO MIX GASTRONOMIA
  • RONALDO ACADEMY
  • SESTINI
  • SORRISUS CLÍNICAS ODONTOLÓGICAS
  • SR. SORVETE
  • STALKER
  • STERNA CAFÉ
  • TOUCH
  • VIZINHANDO GASTRONOMIA DE BAR
  • YOGGI

Categoria Sênior: mínimo de 30 franqueados e cinco anos de operação

  • ONODERA ESTÉTICA
  • PHARMAPELE
  • A FÓRMULA
  • VATIM
  • EXPERIMENTO
  • HAVAIANAS
  • MR. MIX – MILK SHAKES
  • PELLO MENOS DEPILAÇÃO
  • SOBRANCELHAS DESIGN
  • TUTORES
  • APOLAR IMÓVEIS
  • NÃO+PÊLO
  • 10 PASTÉIS
  • ALPHABETO
  • ARQUIVAR – GESTÃO DE DOCUMENTOS
  • AUXILIADORA PREDIAL
  • BEBELU SANDUÍCHES
  • BIBI
  • BONO PNEUS
  • CAFÉ DO PONTO
  • CAMARÃO & CIA
  • CASA DE BOLOS
  • CHIQUINHO SORVETES
  • CLUBE MELISSA
  • CÓDIGO GIRLS
  • COLCCI
  • CROASONHO
  • DAMÁSIO EDUCACIONAL
  • DOCTOR FEET
  • DROGARIAS MAX
  • ENSINA MAIS
  • EVOLUTE CURSOS PROFISSIONALIZANTES
  • FARMELHOR
  • FASTFRAME – MOLDURA NA HORA
  • FIRST CLASS
  • GOU
  • GRILETTO
  • GUIA-SE NEGÓCIOS PELA INTERNET
  • HERING KIDS
  • HOME ANGELS
  • IE INTERCAMBIO NO EXTERIOR
  • IGUI
  • INSTITUTO MIX
  • JORGE BISCHOFF
  • LANCHÃO & CIA
  • LIG LIG DELIVERY
  • LUBRAX +
  • MINDS ENGLISH SCHOOL
  • MOLDURA MINUTO
  • NTW CONTABILIDADE E GESTÃO EMPRESARIAL
  • ODONTOCOMPANY
  • ON BYTE
  • ORTOPLAN – ESPECIALIDADES ODONTOLÓGICAS
  • OUTLET LINGERIE
  • PARK IDIOMAS
  • PARMEGGIO GRELHADOS E LANCHES
  • POSÉ
  • RAGAZZO
  • REDEORTO
  • REMAX
  • ROCKFELLER LANGUAGE CENTER
  • SILUETS
  • SPÉ O SPA DO PÉ
  • SUCO BAGAÇO
  • TIP TOP
  • TRATA IGUI BEM
  • VAZOLI
  • VIA MIA
  • WERNER COIFFEUR
  • WORLD STUDY
  • WORLD TENNIS
  • YES RENT A CAR

Categoria Máster: mínimo de 60 franqueados e dez anos de operação

  • 5ÀSEC
  • ÁGUA DOCE CACHAÇARIA
  • AREZZO
  • ASTRAL
  • BOB´S
  • CARMEN STEFFENS
  • CASA DO CONSTRUTOR
  • CCAA
  • CEBRAC – CENTRO BRASILEIRO DE CURSOS
  • PBF – INGLÊS E ESPANHOL
  • FEDERAL INVEST
  • MR. CAT
  • MULTICOISAS
  • CHILLI BEANS
  • CHINA IN BOX
  • CI
  • CNA
  • COIFE ODONTO
  • DEKRA
  • DEPYL ACTION
  • DIVINO FOGÃO
  • DOMINO`S PIZZA
  • EMAGRECENTRO
  • FISK CENTRO DE ENSINO
  • FLASH COURIER
  • FLYTOUR FRANCHISING
  • GIRAFFAS
  • HABIB´S
  • HERING STORE
  • HOPE LINGERIE
  • IMAGINARIUM
  • INFLUX ENGLISH SCHOOL
  • INSTITUTO EMBELLEZE
  • JIN JIN
  • KONI STORE
  • KOPENHAGEN
  • KUMON
  • LILICA & TIGOR
  • LOCALIZA RENT A CAR
  • MCDONALD´S
  • MEGAMATTE
  • MICROLINS
  • MMARTAN
  • MONTANA GRILL EXPRESS
  • MORANA
  • MR. PRETZELS
  • NUTTY BAVARIAN
  • O BOTICÁRIO
  • ODONTOCLINIC
  • ORTHODONTIC
  • ÓTICAS CAROL
  • PATRONI PIZZA
  • PEOPLE COMPUTAÇÃO
  • PORTOBELLO SHOP
  • PREPARA CURSOS PROFISSIONALIZANTES
  • PUKET
  • QUALITY LAVANDERIA
  • REI DO MATE
  • RESTAURA JEANS
  • S.O.S COMPUTADORES
  • SANTA LOLLA
  • SKILL INGLÊS E ESPANHOL
  • SODIÊ DOCES
  • SORRIDENTS
  • SPOLETO
  • SUPERA – GINÁSTICA PARA O CÉREBRO
  • THE KIDS CLUB – INGLÊS SÓ P/ CRIANÇAS
  • UNIDAS ALUGUEL DE CARROS
  • UPTIME CONSULTANTS – COMUNICAÇÃO EM INGLÊS
  • WIZARD BY PEARSON
  • YÁZIGI
  • YES! – CURSO DE IDIOMAS

Já pensou em abrir uma franquia? Veja dicas com Flavio Maluf

Definição de franquia: Trata-se de um sistema de comércio pelo qual o proprietário de uma marca (ou seja, o franqueador), cede à outra pessoa (nesse caso, ao franqueado) o direito de vender e distribuir seus produtos, sua marca e sua patente. E as vantagens dessa modalidade de negócio? Bom, segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), entre os principais benefícios dessa categoria para quem está pensando em abrir um empreendimento está a possibilidade de contar com a credibilidade de um nome ou marca já conhecida no mercado, bem como com a orientação e treinamento do franqueador.  

O Sebrae destacou que, em geral, o franqueador já testou seus produtos e marcas no mercado, já planejou a sua expansão e já é conhecedor do perfil dos clientes. O franqueador também já possui informações relevantes quanto ao processo de produção e de venda, bem como sobre as estratégias de seus concorrentes, ressaltou a entidade, reporta o empresário e executivo da Eucatex, Flavio Maluf.

Não esqueça, no entanto, que você, como franquia, é independente jurídica e financeiramente. A sua empresa terá a própria razão social e todas as operações financeiras serão de sua responsabilidade individual.

Ainda, a diretora de microfranquias da Associação Brasileira de Franchising (ABF), Adriana Auriemo, alertou que para investir nesse modelo de empreendimento o é preciso pesquisar sobre a empresa do franqueador. “O franqueado deve conhecer bem as regras do jogo, tirar dúvidas, ligar para outros franqueados. Franquia não é um investimento financeiro. O franqueado tem que se identificar com o negócio tanto como cliente quanto como empresário“, explicou ela.

Se você, todavia, gostou da ideia de abrir uma franquia, fique atento às oportunidades. Em fevereiro, o Portal UOL listou opções para quem quer investir nessa modalidade de negócios — segundo o canal de notícias, todos os dados foram fornecidos pelas próprias empresas. Confira algumas delas.

 

  • Ahoba Viagens

 

Trata-se de um empreendimento que atua como uma agência online de viagens — no qual é possível trabalhar de qualquer lugar, através de um notebook, tablet ou smartphone com conexão à internet. O objetivo do franqueado é vender pacotes e serviços de viagens, tais como estadias, passagens, passeios, traslados e aluguel de carro.

Investimento inicial: R$ 3.950 (inclui taxa da franquia);

Royalties: 1% a 2% do faturamento ou R$ 100/mês (o que for maior);

Faturamento médio mensal: R$ 30 mil;

Lucro médio mensal: R$ 3.000;

Retorno do investimento: de três a 12 meses.

 

  • Sigbol Fashion

 

Envolve cursos profissionalizantes na área de moda. São 56 cursos na grade da rede. Aqui, existe um modelo chamado “home based”, direcionado para quem já costura em casa. A ideia da empresa é, justamente, transformar essa costureira em franqueada. Desta forma — após passar por treinamento, com metodologia e material da Sigbol Fashion — ela torna-se apta a dar aulas de corte e costura e administrar a franquia. São seis opções de cursos no home based.

Investimento inicial: a partir de R$ 17 mil (home based) e a partir de R$ 49.503 (loja física). Inclui taxa de franquia, capital para instalação, capital de giro e estoque inicial de material didático;

Faturamento médio mensal: R$ 13 mil (home based) e R$ 24 mil (loja física);

Lucro médio mensal: até 30% sobre o faturamento;

Retorno do investimento: a partir de cinco meses (home based) e a partir de 11 meses (loja física);

 

  • Mary Help

 

Envolve o agenciamento de profissionais como diaristas, faxineiras, lavadeiras, passadeiras, cozinheiras e babás. Conforme a UOL, “a franquia ajuda, por exemplo, na montagem no negócio, na seleção, recrutamento e treinamento de profissionais e gerenciamento do negócio por meio de software próprio”.

Investimento inicial: R$ 40 mil (inclui taxa de franquia, taxa de instalação e capital de giro). Este modelo é para cidades com até 50 mil habitantes;

Royalties: R$ 1.639,75/mês;

Faturamento médio mensal: de R$ 30 mil a R$ 150 mil;

Lucro médio mensal: de 15% a 25% sobre o faturamento;

Retorno do investimento: de 12 a 14 meses.

Se interessou pelo modelo de negócios? Você pode conferir mais opções de franquia através do link: https://economia.uol.com.br/empreendedorismo/noticias/redacao/2018/02/02/franquias-modelos-de-negocios-investimento-inicial.htm.

Vamos falar de empreendedorismo na aposentadoria? Confira, com Flavio Maluf

Você é aposentado ou está perto de chegar lá? Já pensou o que fazer com essa situação. Pois bem, muitos aposentados não querem — ou, mesmo, não podem, por conta dos compromissos financeiros — parar com as atividades profissionais e o empreendedorismo surge como uma boa opção nesse sentido. Quem apresenta os dados e reporta a notícia é o presidente das empresas Eucatex, o empresário e executivo Flavio Maluf.

A Secretaria da Previdência Social informou que, em 2017, o Brasil registrou 19 milhões de aposentados. Estes em uma faixa etária média de 58 anos. O que acontece, no entanto, é que, muitas vezes, como destacou o portal empreendedor.com.br, a renda da aposentadoria é insuficiente para cobrir todas as despesas familiares.

Para a co-fundadora do Hype60+ — empresa de marketing especializada no público sênior — Layla Vallias, a imagem do aposentado também mudou. Segundo ela, “não existe mais aquela ideia do velhinho de bengala, da senhorinha fazendo crochê”. “Estas pessoas ainda estão ativas. Pela primeira vez na história do mundo, as pessoas ganharam tempo de vida”, acrescentou Layla.  

Ainda conforme a cofundadora, a aposentadoria, para algumas pessoas, pode significar depressão. “O trabalho em nossa sociedade representa muito da nossa vida, da nossa personalidade, de quem a gente é. Quando se aposentam, muitos vão para casa e se deprimem”, enfatiza Layla Vallias.

Bom, não por acaso o último levantamento da Global Entrepreneurship Monitor (GEM), divulgado ainda em 2016, mostrou que 48,1% das pessoas que estão entre 45 a 64 anos mantêm um empreendimento estabelecido — ainda, só na faixa dos 55 a 64 anos, são 23,9%. Todavia, vale salientar que, quando o recorte é para o empreendedorismo em estágio inicial, apensas 15% das pessoas entre os 55 a 64 anos investem em um novo negócio. “A busca por novos negócios, em uma aposentadoria ativa é desafiadora, mas necessária para quem deseja manter a qualidade de vida e a saúde financeira estável”, acentuou o CEO José Augusto Minarelli, da empresa Lens & Minarelli, especializada em outplacement.

Uma pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) — na qual, foram ouvidas mais de 1,2 mil pessoas com mais de 50 anos — por sua vez, verificou que um em cada dez dos entrevistados que estão perto da aposentadoria afirmaram que desejam abrir seu próprio negócio a curto prazo, aponta Flavio Maluf. “Geralmente são pessoas que nos procuram com um propósito de vida, desde ajudar os outros até aplicar o conhecimento que possuem em novos negócios, diferentes do que atuaram a vida toda”, contou a consultora do Sebrae-PR, Adriana Kalinowski.

Mas como começar?

Fazer um panorama das suas habilidades e conhecimentos é uma boa reflexão inicial. Segundo Layla Vallias, pessoas com idade mais avançada “já passaram por muita coisa, diferentes governos e momentos da nossa história, viram tecnologias surgirem e desaparecerem, e todos estes anos de experiência contam muito na hora de abrir um novo negócio”.

A cofundadora do Hype60+ acrescentou que procurar mentoria ou coaching é um passo importante, visto que isso ajuda o futuro empreendedor a identificar expertises e um possível perfil para empreender. “Muitos trabalharam a vida inteira desenvolvendo uma mesma habilidade. É importante saber identificar o que sabe e gosta de fazer e, a partir daí, começar com o que se sente mais confortável, o que tira de letra, e ir se aprofundando no que precisa aprender”, explicou Layla.

Outros pontos importantes, segundo Adriana Kalinowski, é ativar a rede de contatos — que é destacada pela consultora como um diferencial para os aposentados, por conta de todos os anos de trabalho — e buscar informações e mais conhecimento. “Cursos de planejamento de negócios, finanças, marketing, design. Tudo isso é importante que um empreendedor saiba. Muitos abrem sem o conhecimento do mercado em que desejam empreender, querem fazer algo completamente novo e não fazem uma pesquisa. Entender e conhecer o mercado é fundamental para ter sucesso”, alertou Kalinowski.

Quais negócios os aposentados mais procuram?

Segundo o Sebrae, um percentual de 78,7% dos aposentados que almejam abrir um novo negócio já sabe o que quer fazer. O estudo apontou, ainda, que 59,6% destes desejam trabalhar com o comércio, principalmente nos segmentos de alimentação (25,2%) e lojas de roupas e calçados (6,8%). Outro setor que faz sucesso entre os aposentados é o serviço, que aparece como a preferência de 30,1% dos possíveis novos empreendedores. Consultoria (4,6%), serviços voltados à construção civil e reparo (2,8%) estão entre as principais atividades desejadas.

47% dos donos de pequenos negócios não pensam na aposentadoria, diz pesquisa do Sebrae – Com Flavio Maluf

Quem aqui não pensa em se aposentar um dia, não é mesmo? Bom, se você é um empreendedor brasileiro, as possibilidades de, realmente, não estar pensando nisso são maiores. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), quase metade dos donos de pequenos negócios no Brasil não pensam em se aposentar – o percentual chega a 47% . Quem apresenta os dados e reporta a noticia é o presidente das empresas Eucatex, o empresário e executivo Flavio Maluf.

Segundo o levantamento, os empreendedores brasileiros estão mais preocupados em manter a empresa do que com o sustento após o fim das atividades no mercado profissional. Para o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos “a crise e uma possível reforma da Previdência podem ser alguns dos fatores que influenciaram esse resultado”. Ainda de acordo com o estudo, 8% dos empresários já são aposentados e 45% deles pensam em se aposentar algum dia, aponta Flavio Maluf.

A pesquisa do Sebrae também ressalta números bastante diferentes – 57% é o percentual de quem acredita que será o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) quem pagará a sua aposentadoria, isso entre as pessoas que planejam parar de trabalhar algum dia. Esse número, no entanto, é quase três vezes superior ao percentual entre os donos de pequenos negócios – a propósito, 19% desses pensam em contar com uma aposentadoria privada, acentua o executivo Flavio Maluf. Ainda, outros 18% acreditam que investimentos próprios serão suficientes para mantê-los após o fim das atividades profissionais.

O presidente das empresas  Eucatex, Flavio Maluf, destaca também que quem mais espera receber a aposentadoria pelo INSS é microempreendedor individual (MEI). O estudo do Sebrae mostra que 61% dos entrevistados dessa categoria têm expectativas quanto ao benefício da previdência pública. “A possibilidade de ser um segurado da Previdência Social é um estímulo para esses empreendedores que faturam até R$ 60 mil por ano se formalizarem, por isso percebemos um interesse maior em relação ao INSS nessa categoria”, pontua Afif Domingos.

Microempreendedor individual (MEI)

O Microempreendedor Individual (MEI) é aquela pessoa que trabalha por conta própria e que se legaliza como pequeno empresário. Contudo, o valor máximo de faturamento dessa categoria deve ser R$ 60.000,00 por ano, lembra o presidente das empresas Eucatex. O MEI também não pode ter participação em outra empresa como sócio ou titular.

Mas por que, então, ser um MEI? É através da Lei Complementar nº 128, de 19/12/2008, que foram criadas condições especiais para que o trabalhador conhecido como informal possa se tornar um MEI legalizado – só assim ele assegura as vantagens da categoria. Entre elas está o registro no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) – o que facilita a abertura de conta bancária, o pedido de empréstimos e a emissão de notas fiscais, por exemplo.

Outro benefício e um dos mais importantes é em relação aos tributos federais – que trata-se do Imposto de Renda, PIS, Cofins, IPI e CSLL. O empresário Flavio Maluf explica que o MEI será enquadrado no Simples Nacional e ficará isento dessas obrigações. Desta forma, ele pagará apenas o valor fixo mensal de R$ 47,85, para comércio ou indústria; R$ 51,85 para prestação de serviços; ou R$ 52,85 para comércio e serviços, que será destinado à Previdência Social e ao ICMS ou ao ISS.

Essas quantias serão atualizadas anualmente, de acordo com o salário mínimo e com elas o Microempreendedor Individual garante acesso a benefícios como auxílio maternidade, auxílio doença, aposentadoria, entre outros.

 

 

 

Conheça, com Flavio Maluf, o Projeto “Favela Legal”, do Sebrae

Imagine R$ 80 milhões “girando” nas mãos de donos de pequenos negócios – negócios esses, porém, localizados nas comunidades brasileiras. Esse é o número em reais que os mais de 12 milhões de moradores das favelas do país movimentam, segundo pesquisa Data Popular utilizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) como base para idealização do projeto Favela Legal. O presidente das empresas Eucatex Flavio Maluf é o empresário e executivo quem noticia a iniciativa.

A ideia do projeto, que estará ativo a partir da primeira semana de maio, é estimular o empreendedorismo nas duas maiores favelas de São Paulo – Paraisópolis e Heliópolis – justamente por conta do alto fluxo de pequenos negócios localizados lá, explica Flavio Maluf. “Você olha na favela tem farmácia, mercearia, tem tudo lá dentro. É uma cidade, mas uma cidade na informalidade”, pondera o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos.

A questão da informalidade é um ponto importante. Um dos principais objetivos do Favela Legal é mudar essa situação e incluir na Previdência Social os donos de pequenos negócios locais, contando tempo para aposentadoria. “Nós estamos trazendo todos para a formalidade através do programa Microempreendedor Individual [MEI] ou da microempresa. Nós vamos ajudá-los a organizar”, diz o Afif Domingos. Flavio Maluf informa que a iniciativa também é uma forma de contribuir para a arrecadação do Estado.

Ainda segundo Guilherme Afif Domingos, o Sebrae fará mutirão dentro das comunidades de Paraisópolis e Heliópolis para realizar a regularização das empresas. “Eles estão à margem do processo, eles não têm cobertura previdenciária e, por meio do MEI, eles passam a ter essa cobertura. Isso é bom para a Previdência também, porque aumenta a arrecadação”, reforçou o presidente da entidade.

Uma das medidas do projeto é capacitar os empresários moradores das favelas, através de programas de qualificação do MEI. A intenção é levar diretamente soluções do Sebrae, como é o caso dos programas de qualificação do MEI – por exemplo, o SEI Vender, o SEI Controlar o Meu Dinheiro e o SEI Planejar – e o programa Super MEI, lançado pelo Sebrae de São Paulo em 2016, ilustra o empresário Flavio Maluf.

O empreendedor Flavio Maluf ainda ressalta a opinião do presidente Michel Temer a respeito da iniciativa, por meio do assessor especial da Presidência da República, o jurista Gastão Toledon – “O presidente gostou muito dessa ideia. Acha que é uma nova maneira de incluir os empreendedores, até agora desconhecidos, no universo da formalidade.”, disse Toledo, que ainda acrescentou – “O passado de todos os empreendedores grandes foi no início uma pequena empresa. Devemos estimular isso. Não só nas favelas, mas em todos os rincões.”

O projeto Favela Legal deve atuar como um piloto nas favelas de São Paulo, mas a ideia é expandi-lo para outros locais do pais.

Presidente do Sebrae, Afif Domingos, fala sobre a regulamentação da terceirização – por Flavio Maluf

“A terceirização é um fator de geração de emprego. É uma oportunidade para o surgimento de muitas atividades para novos empreendedores que hoje são trabalhadores”. A frase é do presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Guilherme Afif Domingos, que ainda pontua que, no Brasil, o operário vira empresário. Bem por isso, no último dia 22 de março, ele comemorou a aprovação, pela Câmara dos Deputados Federais, do Projeto de Lei (PL) nº 4.302/1998, que regulamenta a terceirização em todas as atividades das empresas.

Afif Domingos é defensor do modelo e acredita que a contratação de empresas terceirizadas é uma das saídas para a crise. O presidente das empresas Eucatex Flavio Maluf é o empresário e executivo que destaca o assunto.

Permitir a terceirização em todas as atividades das empresas, sem limitá-la a um tipo específico (meio e fim) é, justamente, um dos principais pontos aprovados no PL. Outro ponto importante, porém, é a definição da responsabilidade subsidiária da empresa contratante em relação ao pagamento das obrigações trabalhistas dos empregados da empresa contratada, acentua Flavio Maluf. Além disso, ficam mantidos todos os direitos do trabalhador.

O percentual de donos de pequenos negócios que acreditam que poderão aumentar o faturamento com o fornecimento de serviços terceirizados chega a 41%, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae. Para o presidente da entidade “a terceirização irá permitir que as empresas participem de cadeias produtivas como prestadoras de serviços especializados ou tenham contratos de trabalho que sejam adequados às modernas relações que a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) não contempla e traz insegurança jurídica.”

O executivo da Eucatex, Flavio Maluf ressalta que, também segundo a pesquisa do Sebrae, menos da metade dos empreendedores pensam em terceirizar a sua própria mão de obra, ainda que a terceirização seja uma possibilidade para aumentar o faturamento das empresas. Conforme o levantamento, duas em cada três micro e pequenas empresas com empregados não têm interesse em terceirizar parte das suas atividades-fim.

“Esse resultado reforça mais ainda a minha tese: a regulamentação da terceirização não deve ser confundida com a precarização da força de trabalho. Precarização é a falta de trabalho”, enfatiza Afif Domingos.

Os empreendimentos de reparação de veículos e de equipamentos, de promoção de eventos, de serviços de transporte e hospedagem, e os ligados à construção civil estão entre os pequenos negócios que veem oportunidades em oferecer serviços para as médias e grandes empresas, salienta Flavio Maluf. Também são vistas como promissoras para oferecer serviços terceirizados as atividades ligadas à educação.

O presidente das empresas Eucatex reporta que o trabalho terceirizado é utilizado em todo o mundo e a regulamentação dele é fundamental para ampliar a segurança jurídica para empresas e trabalhadores. A medida fortalece o setor produtivo nacional e estimula tanto o investimento quanto a geração de empregos e a ampliação dos níveis de competitividade das empresas, conclui Flavio Maluf.