Confira, com Flavio Maluf, os eventos agro que acontecerão pelo Brasil no mês de março

Marcar presença nos eventos do agronegócio é uma prática importante para quem quer estar atualizado em relação às novas tecnologias que beneficiam o setor. Assim como para quem deseja ganhar visibilidade e angariar novos contatos para a sua rede de relacionamentos, e para quem quer gerar aproximação com o cliente e aumentar a conversão de vendas da sua empresa.

Pensando nisso, o presidente das empresas Eucatex, o empresário e executivo Flavio Maluf, apresenta alguns dos principais eventos agro para o mês de março — são três no Estado do Rio Grande do Sul e um em São Paulo. Confira.

Festa Nacional da Uva

A Festa Nacional da Uva acontece, anualmente, no Estado do Rio Grande do Sul, no Parque de Exposições Mário Bernardino Ramos, em Caxias do Sul. O evento que, este ano, está previsto para ocorrer entre os dias 22 de fevereiro e 10 de março, reúne centenas de expositores que apresentam seus produtos e lançamentos — desde artigos típicos coloniais, até serviços e produtos de alta tecnologia, destaca Flavio Maluf.

O evento é uma das principais festas do Rio Grande do Sul e do Brasil e se trata de uma celebração histórica e da cultura dos imigrantes italianos. “Em 2019, com o tema ‘viva una bela giornada’, a festa resgatará a tradição de um povo. Com muita gastronomia típica e uma agenda cultural que envolve apresentações regionais e nacionais, a festa da uva também se destaca pelos corsos alegóricos, contando a epopéia da imigração com música e muita alegria”, manifestou o site do evento.  

Informações do evento

  • Local: Parque de Exposições Mário Bernardino Ramos, em Caxias do Sul ((RS)
  • Data: De 22 de fevereiro a 10 de março
  • Contato: (54) 3207-1166
  • Site do evento: festanacionaldauva.com.br

Expodireto Cotrijal

Voltada para o campo da tecnologia e negócios, a Expodireto Cotrijal trata-se de uma das maiores feiras do agronegócio internacional. Ela acontece na cidade de Não-Me-Toque, também no Rio Grande do Sul — este ano, entre os dias 11 e 15 de março — e atrai visitantes de mais de 70 países.

“O principal objetivo é aproximar o produtor do conhecimento, das informações, da tecnologia consagrada e sacramentada nos órgãos de pesquisa ou nas empresas privadas, de ótimas oportunidades de negócios e também de importantes debates ligados ao meio rural”, ressaltou o site do evento (www.expodireto.cotrijal.com.br).

Cerca de 250 mil pessoas passam pelo parque em cinco dias de evento, para ver os cerca de 500 expositores das áreas de máquinas e equipamentos agrícolas, produção vegetal, produção animal, agricultura familiar, meio ambiente, pesquisa e serviços voltados ao campo, reporta Flavio Maluf.

A Expodireto Cotrijal acontece desde o ano 2000, ou seja, esse ano já chega a sua 20º edição.

Informações do evento

AnuFood Brazil

A Anufood Brazil é uma feira internacional exclusiva para o setor de alimentos e bebidas. Este ano, ela será realizada entre os dias 12 e 14 de março, no São Paulo Expo, na cidade e Estado de São Paulo.

A feira é inspirada na Anuga, a maior feira de alimentos e bebidas do mundo, e  apresenta um conceito de setorização que abrange toda a diversidade da indústria alimentícia sul-americana. O evento irá abordar temas como as inovações em produtos, o desenvolvimento da indústria, as tendências de consumo e o futuro da segurança alimentar.

Informações do evento

  • Local: São Paulo Expo, em São Paulo (SP)
  • Data: De 12 a 14 de março
  • Contato: (11) 3874-0030
  • Site do evento: www.anufoodbrazil.com.br

Expoagro Afubra

A Expoagro Afubra está prevista para os dias 26, 27 e 28 de março, em Rio Pardo, no Rio Grande do Sul.  Todos os anos, a feira desenvolve uma programação técnica que atenda às necessidades dos produtores rurais e mostre as novidades do setor agropecuário, através de manejos, demonstrações práticas, exposição e informação em áreas temáticas. Tais como: animais, dinâmica de máquinas, agroindústrias, avicultura colonial, dia do arroz, espaço cultural, hortaliças, energias renováveis e viveiro de mudas. Este ano, o evento chega a sua 19º edição.

Afubra significa “Associação dos Fumicultores do Brasil”, salienta o empresário e executivo Flavio Maluf. A entidade surgiu em 1955, com sede em Santa Cruz do Sul (RS), no Rio Grande do Sul, a partir da união de agricultores que tinham como objetivo amenizar o prejuízo causado pelo granizo em suas lavouras de tabaco. Desde sua fundação, a Afubra busca o fortalecimento dos agricultores, o equilíbrio ambiental e a diversificação das atividades agrícolas.

O site da entidade (afubra.com.br) explicou que, quando a Associação surgiu, primeiramente, ela foi chamada de Associação dos Plantadores de Fumo em Folha no Rio Grande do Sul, e tinha foco apenas nos agricultores do Estado. No entanto, os benefícios de se ter uma associação de agricultores despertaram interesse em produtores também dos Estados de Santa Catarina e do Paraná.

“Por isso, no dia 24 de julho de 1963, durante a assembleia geral, ficou definido que a organização atuaria nos três estados Sul do País, tornando-se a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra). Neste mesmo ano, a Afubra foi reconhecida como utilidade pública pelo decreto 8.304, do dia 6 de dezembro, na época assinado pelo governador do Rio Grande do Sul, Ildo Meneghetti”, explicou a Associação.

Informações do evento

Gostou de conhecer os eventos agro do mês de março? Quer ficar por dentro das feiras e exposições que acontecerão no Brasil também nos próximos meses de 2019? Então, acompanhe o blog de Flavio Maluf, programe-se e aproveite!

 

Flavio Maluf fala sobre o faturamento das lavouras brasileiras em 2018 — em especial, do café

Em 2018, o faturamento bruto total das lavouras brasileiras chegou ao montante de R$ 383,87 bilhões. O cálculo desse faturamento, especificamente para as lavouras, contempla 21 produtos agrícolas, reporta o presidente das empresas Eucatex, o empresário e executivo Flavio Maluf. Vale salientar, também, que esse cálculo considera os preços médios recebidos pelos produtores rurais.

O ranking dos cinco produtos que apresentaram maior faturamento no ano passado é o seguinte:

  1. Soja, com R$ 142,36 bilhões, que equivale a 37% do faturamento total;
  2. Cana-de-açúcar, com R$ 61,08 bilhões, que equivale a 16% do faturamento total;
  3. Milho, com R$ 47,12, que equivale a 12% do faturamento total;
  4. Algodão herbáceo, com R$ 33,99 bilhões, que equivale a 9% do faturamento total; e
  5. Café, com R$ 24,92 bilhões, que equivale a 6,5% do faturamento total.  

Flavio Maluf ressalta que, a respeito do café, os R$ 24,92 bilhões são referentes tanto ao café conilon, que teve receita de pouco menos R$ 5 bilhões, o que representa em torno de 20% do faturamento total do produto; quanto ao café arábica, que atingiu cerca de R$ 20 bilhões, o que significa em torno de 80% do total do faturamento do café.

Vale destacar que os dados e números do chamado Valor Bruto da Produção (VBP) de cada produto agrícola são coletados e sistematizados pela Secretaria de Política Agrícola (SPA), do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), desde 2005.

Em relação, especificamente, aos Cafés do Brasil, desde de julho de 2014 as edições do VBP passaram a ser disponibilizadas no Observatório do Café, do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café. Esses dados possibilitam a realização de diversas análises e comparações da evolução da cafeicultura, pontua o Flavio Maluf.

Ainda, para a safra 2019 de café, as estimativas preliminares apontam para uma queda de 10% no faturamento bruto da lavoura cafeeira, que deverá atingir, este ano, o montante de R$ 20,77 bilhões. Tal redução é justificada pelo efeito da bienalidade negativa que aponta uma queda de 10,8% na produção em 2019 quando comparada com a safra colhida ano passado, reporta o presidente das empresas Eucatex.

Previsão para a safra de 2019 — Outros produtos

Estudos realizados por analistas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgados em agosto de 2018, indicaram as tendências das principais culturas agrícolas para a safra 2019. Em especial, soja, milho e arroz.

Para a soja

No que se refere à próxima safra de soja, a análise da Conab aponta para os dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), destaca o executivo Flavio Maluf. A estimativa do USDA é de que, em 2019, a safra mundial do produto em grãos deve ser a maior da história, com 367 milhões de toneladas. Desse total, os Estados Unidos devem plantar 124 milhões, já o Brasil, 120 milhões de toneladas.

Quanto à China, o documento pontuou “Como a China produz apenas 14,5 milhões de toneladas de grãos e esmaga 95,00 milhões de toneladas, para safra 2018/19 deverá continuar como maior importador de soja mundial, com cerca de 61,54% de toda soja em grãos importada. Segundo o USDA, a China deve reduzir as suas importações mundiais em 2,06%. O principal fator desta redução é a guerra comercial entre Estados Unidos e China, pois os chineses taxaram em 25% a soja dos Estados Unidos, o segundo maior exportador de soja para este país”.

O analista de mercado de soja da Conab, Leonardo Amazonas, explicou que “os chineses estão taxando em 25% a soja em grãos americana e, com isso, as exportações de soja no Brasil deverão manter-se aquecidas no próximo ano”. “Somos o único país capaz de vender o produto e ocupar o espaço deixado pelos norte-americanos”, acrescentou o analista, “por isso, a área de soja brasileira para a safra 2018/2019 deve aumentar”, completou.

Para o Milho

Flavio Maluf reporta que, conforme as estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento, o produtor tende a encontrar nessa próxima safra um cenário mais confortável tanto no abastecimento do milho no mercado quanto nos preços domésticos.

Entretanto, o documento que foi publicado em agosto do ano passado, antes das eleições, já fazia a seguinte ressalva: “Deve-se levar em consideração que a depender do resultado das eleições presidenciais e seus efeitos na economia nacional, o dólar pode variar significativamente, afetando as condições de paridade, bem como os preços internos”.

Ainda segundo as análises da Conab, as questões do frete também serão fundamentais para o direcionamento do mercado de milho. “De qualquer maneira, é primordial que o produtor brasileiro observe as oportunidades de mercado não só para atendimento do mercado externo, como, principalmente, para a demanda interna que, nas últimas safras, em alguns momentos do ano, tem se permitido pagar um pouco mais do que as tradings”, acrescentou o documento.

“No cenário externo, oportunidades como China e México não devem ser deixadas de lado, ressaltando, todavia, que os Estados Unidos devem continuar, ao que tudo indica pelo desenvolvimento das lavouras do Meio Oeste, com uma excelente produção e que não estarão dispostos a perder participação de mercado para Brasil e Argentina, mesmo com a atual política comercial de Donald Trump”, completou a Conab sobre a próxima safra de milho.

Para o arroz

“É importante destacar a evolução do mercado orizícola brasileiro no competitivo mercado internacional, apesar de todas as dificuldades enfrentadas pela cadeia produtiva”, frisou o documento da Companhia Nacional de Abastecimento.

Os estudos da Conab explicaram que “o grão brasileiro tem sido direcionado principalmente para o mercado latino-americano e africano e, ao se considerar a alta qualidade do produto brasileiro, há potencial de expansão das exportações brasileiras. Entretanto, o alto custo de produção em razão da elevada carga tributária brasileira é o principal fator que diminui a competitividade do arroz brasileiro e dificulta uma maior ampliação de mercado”.

O empresário e executivo Flavio Maluf acentua que o documento na íntegra pode ser acessado no site da Conab.

Números: Flavio Maluf fala sobre as exportações do agronegócio brasileiro

Somente nos primeiros oito meses de 2018 — ou seja, de janeiro a agosto — as exportações do agronegócio brasileiro chegaram a um faturamento de US$ 68,52 bilhões. Trata-se de uma alta de 4,7% em comparação com os primeiros oito meses de 2017, destaca o presidente das empresas Eucatex, o empresário e executivo Flavio Maluf. Os dados são da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), divulgados ainda em setembro, dia 14. Segundo a pasta, o aumento do volume exportado — que subiu 3,8% nos oito meses analisados — é o principal motivo da elevação nas receitas.

Já as importações no setor tiveram queda de 0,7% este ano, e totalizaram US$ 9,47 bilhões até agosto. Desta forma, entre janeiro e agosto de 2018, o saldo da balança comercial do agronegócio foi de US$ 59 bilhões.

O complexo soja

Flavio Maluf reporta que o principal segmento exportador do agronegócio brasileiro continua sendo o complexo soja, que é composto por três produtos: o grão, o farelo e o óleo. Entre janeiro e agosto de 2017, as exportações desses produtos somaram US$ 25,79 bilhões. Este ano, no mesmo período, elas passaram para US$ 31,25 bilhões — trata-se de uma alta de 21,2%. O grão foi o principal produto exportado nesse segmento, com vendas externas que chegaram a US$ 25,72 bilhões.

O aumento da quantidade exportada de soja em grão registrado do ano passado para este ano — analisado o período entre janeiro e agosto — foi de 7,7 milhões de toneladas. Ou seja, nos primeiros oito meses de 2017, foram exportadas 56,9 milhões de toneladas de grão de soja, e nos primeiros oito meses deste ano, esse número subiu para 64,6 milhões de toneladas. Conforme levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado em setembro, essa quantidade representa 54% das 119,3 milhões de toneladas colhidas na safra 2017/2018.

Já quanto às exportações do farelo de soja, os números chegaram a US$ 4,69 bilhões nos primeiros oitos meses de 2018. Trata-se também de um volume recorde de exportação do produto — com 11,8 milhões de toneladas. De acordo com as informações divulgadas pela SRI, foram esmagados em torno de 15 milhões de toneladas de grão para exportar os quase 12 milhões de toneladas de farelo, pontua Flavio Maluf.

Outras exportações

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento também salientou o desempenho das exportações de carne bovina. Conforme os dados do MAPA, foram registrados números recordes em agosto — a quantidade de carne bovina in natura comercializada no exterior chegou a 144,42 mil toneladas no mês. A China, com 33,3 mil toneladas, e Hong Kong, com 26,6 mil toneladas, foram os principais destinos da carne bovina in natura do Brasil.

O empresário e executivo Flavio Maluf ressalta, ainda, que outro produto que teve destaque entre os meses de janeiro a agosto de 2018 foi a celulose. Ela chegou a recordes de venda em termos de valor (US$ 5,63 bilhões em alta de 37,9%) e quantidade (10,3 milhões de toneladas em alta de 9,9%).

O mercado Chinês

O país da Ásia oriental representou quase 30% do valor total exportado pelo Brasil em produtos do agronegócio. Só para a China foram exportadas 50,9 milhões de toneladas de soja em grão, entre os meses de janeiro e agosto deste ano. Isso significa que somente a China adquiriu, nos oito meses, 42,7% da safra de soja em grão brasileira 2017/2018 — que foi de 119,3 milhões de toneladas, reporta Flavio Maluf. Ainda, o país também adquiriu 41,7% da quantidade total de celulose exportada pelo Brasil, e quase 20% da quantidade exportada de carne bovina in natura.

Somente no mês de agosto

Conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic), compilados pelo Ministério da Agricultura, e divulgados no dia 14 de setembro, as receitas do agronegócio brasileiro com as exportações cresceram 3,6% em agosto de 2018, em relação ao mesmo período do ano passado — o valor alcançado no mês foi de US$ 9.3 bilhões. As exportações do agronegócio em agosto representaram 41,5% de todas as vendas externas feitas pelo Brasil durante o intervalo em questão.

Já as importações no mês de agosto de 2018 registraram recuo 1,6% — US$ 1.1 bilhão — em comparação com o mesmo período de 2017. Desta maneira, o superávit do agronegócio ficou em US$ 8.2 bilhões — 5,1% mais que o que foi registrado em agosto do ano passado, reproduz o presidente da Eucatex, Flavio Maluf.

No que diz respeito aos itens mais exportados no último mês de agosto, o complexo soja foi um dos únicos que registrou crescimento em comparação com 2017 — ele apresentou uma alta de 43,4%, e foi para US$ 4 bilhões.  A subida no número é uma resposta à crescente demanda da China por esses produtos, visto que o país está em meio a uma guerra comercial com os Estados Unidos.

Vale salientar que apenas as exportações de soja em grão totalizaram US$ 3.2 bilhões — o valor é 43,7% maior que o de agosto de 2017. Flavio Maluf acentua que as vendas de farelo de soja também apresentaram melhora: subiram 46%, para US$ 621.8 milhões. Assim como as exportações de óleo de soja, que aumentaram 28,6%, para US$ 148 milhões.

Com exceção do complexo soja, quase todos os demais produtos de maior destaque na pauta exportadora do agronegócio brasileiro registraram queda no último mês de agosto, reforça e finaliza o empresário e executivo Flavio Maluf.

Vamos falar de desperdício de alimentos? No Brasil, arroz, carne e feijão são líderes nesse ranking, reporta Flavio Maluf

Arroz, carne bovina, feijão e frango são os alimentos mais desperdiçados pelos brasileiros, segundo uma pesquisa sobre hábitos de consumo e desperdício de alimentos, do projeto Diálogos Setoriais União Europeia – Brasil. Tal projeto é liderado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV). O levantamento foi apresentado no último dia 20 de setembro, no Seminário Internacional Perdas e Desperdício de Alimentos em Cadeias Agroalimentares: Oportunidades para Políticas Públicas, na sede da Embrapa, em Brasília (DF). Quem traz mais informações sobre o assunto é o presidente das empresas Eucatex, o empresário e executivo Flavio Maluf.

 

Conforme o estudo, o arroz, a carne bovina, o feijão e o frango ocupam 73% do total de alimentos desperdiçados no Brasil. Separados, eles representam, respectivamente, 22%, 20%, 16% e 15% de toda a comida que é jogada fora.

“A família brasileira desperdiça, em quantidade relativamente grande”, ressaltou o professor de marketing da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da FGV, Carlos Eduardo Lourenço. “A grande surpresa foram as carnes aparecerem com um índice tão alto de desperdício, um produto de alto valor agregado, de alto valor nutricional e que é desperdiçado. E destaco ainda o leite, que é o quinto grande grupo mais jogado fora”, acrescentou ele.

Flavio Maluf reporta que a média de alimentos desperdiçados por domicílio brasileiro chega a 353 gramas, diariamente. Já a média por pessoa é de 114 gramas por dia. Conforme os pesquisadores responsáveis pelo estudo, entre os motivos de tanto desperdício, estão: a busca pelo sabor, a cultura da abundância, e o não aproveitamento das sobras das refeições.

Conforme os resultados do levantamento da Embrapa, 61% das famílias dá prioridade a uma grande compra mensal de alimentos, além de duas a quatro compras menores ao longo do mês. E é esse hábito, segundo os pesquisadores, que leva ao desperdício. Isso porque a prática aumenta a propensão de comprar itens desnecessários — principalmente se não houver o planejamento das refeições.

Contradições

Um percentual que chega a 94% dos pesquisados disse considerar importante evitar o desperdício de comida, entretanto, 59% do mesmo público não se importa em ter comida em abundância na mesa ou na despensa. Ainda, 68% das famílias valoriza o fato de ter uma despensa e geladeira cheias de comida, pontua Flavio Maluf. “O brasileiro gosta de abundância, é muito comum na nossa cultura”, acentuou Carlos Eduardo Lourenço.

O que fazer?

De acordo com o ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, é preciso uma atuação em todos os elos da cadeia — desde evitar que o produto fique no campo, contando com as tecnologias e as capacitações tecnológicas capazes de aumentar a produtividade, preservando o meio ambiente; até garantir que os produtos cheguem na mesa do consumidor; e educar a população a respeito do consumo, para que seja possível evitar tanto desperdício.

“Um terço de toda a produção agrícola está sendo desperdiçada, seja no pós-colheita, seja em toda a cadeia de alimentos. Se combatêssemos isso com efetividade, estaríamos combatendo a fome e diminuindo a pressão sobre nossas florestas e nossos recursos naturais”, avaliou Duarte.

A pesquisa em três fases

O estudo da Embrapa foi realizado em três etapas. Primeiramente, o levantamento teve uma fase qualitativa, na qual foram ouvidos 62 consumidores em supermercados, lojas de conveniência e feiras livres.

O empresário e executivo Flavio Maluf salienta que a coleta de dados dessa primeira etapa envolveu um grupo de pós-graduandos europeus das universidades de Bocconi (Itália), St Gallen (Suíça), Viena (Suíça) e Groningen (Holanda). A intenção, com isso, foi avaliar os hábitos de compra e consumo de alimentos dos brasileiros, a partir do olhar de estrangeiros.

“Os europeus ficaram impressionados com a quantidade dos alimentos adquiridos pelos brasileiros. As compras informadas como semanais, alimentariam a família por cerca de um mês. Nas lojas de conveniência, onde normalmente se adquire poucos volumes, os carrinhos utilizados eram enormes e enchiam-se com facilidade”, enfatizou o professor Carlos Eduardo Lourenço.

Já na segunda etapa da pesquisa, os pesquisadores usaram um painel com mais de 600 mil consumidores brasileiros. Entre eles, após triagem, 1.764 famílias de todas as regiões brasileiras e de diferentes classes sociais foram ouvidas. Ainda, dentro dessas famílias, 638 participaram também do preenchimento de um diário alimentar, que contou com dados sobre as quantidades desperdiçadas e, também, com fotos dos alimentos que iam fora.

Essa segunda fase apontou que, para os brasileiros, o sabor e aparência dos alimentos são mais importantes do que o consumo de alimentos saudáveis ou com poucas calorias, reporta Flavio Maluf. “Temos uma cultura de expor em excesso, de exaltar o visual. Quando entramos no supermercado é ótimo ter gôndolas cheias de alimentos bonitos e polidos, consumimos primeiro com os olhos para depois pensar na consequência desse consumo”, ponderou o presidente da Embrapa, Maurício Lopes.

Outro ponto importante ressaltado por Lopes é que quando se fala em desperdício, não se fala só de alimento. Nessa cadeia, há também o desperdício de água, energia e mão de obra — além da emissão de gases de efeito estufa.

Na terceira e última fase da pesquisa, por fim, foi realizado um levantamento de dados em blogs e redes sociais — como é o caso do Facebook e do Twitter. A ideia, nessa etapa, foi avaliar como o tema do desperdício de alimentos estava sendo propagado na internet nos últimos meses. De acordo com os resultados do levantamento da Embrapa, o assunto é abordado mais por instituições públicas e privadas do que pelos cidadãos brasileiros. Flavio Maluf destaca que as instituições chegam a abranger 75% do total das propagações relacionadas a tal tópico.

Pensar em estratégias de comunicação com o objetivo de sensibilizar e engajar o público nessa causa é necessário, pontuou Carlos Eduardo Lourenço.  “Há um esforço institucional que não reverbera nas pessoas, elas não reportam, não fazem a viralização, então a informação não se propaga (…) Nos surpreendeu como ainda não conseguimos engajar o brasileiro num assunto que é tão relevante”, disse o professor de marketing da FGV.

Oportunidade agro: Flavio Maluf reporta alguns dos principais eventos do setor ainda para este ano

Participar de eventos do agronegócio é uma prática fundamental que beneficia as empresas do setor de diversas formas. Entre elas está a atualização quanto às novas tecnologias, o ganho em visibilidade, a inclusão de novos contatos à rede de relacionamentos, o aumento da taxa de conversão de vendas e, ainda, a aproximação com o consumidor, lista o presidente das empresas Eucatex, o empresário e executivo Flavio Maluf.

São muitos os benefícios, não é mesmo? Mas você já participou de algum evento este ano? Calma…ainda dá tempo! Confira alguns dos principais eventos do calendário.

13 de setembro – Piracicaba (SP)

 

  • XI Encontro em Marketing, Alimentos e Agronegócios: Desafios do Marketing na Era Digital  

 

Flavio Maluf reporta que o evento promove palestras, painéis e apresentações de cases de profissionais e empresas do setor, bem como apresenta algumas soluções inovadoras em diversas áreas.

O XI Encontro em Marketing, Alimentos e Agronegócios é desenvolvido pelo grupo de marketing e gestão em alimentos e agronegócios MarkESALQ, em parceria com a EsalqFood — grupo gerido pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, unidade da Universidade de São Paulo (Esalq/USP) — e com o Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Educação no Campo (Gepec).

Ainda, durante o encontro também acontecerão o IV Congresso Acadêmico em Marketing em Alimentos e Agronegócio (COMA), que reúne os trabalhos científicos e acadêmicos de estudantes, pesquisadores e professores de todo o país; e o IV Workshop sobre Comunicação e Marketing da Agência “Luiz de Queiroz” (LQA), que, em formato de talks, apresenta os temas relevantes do momento para os profissionais do agronegócio.  

Data: 13 de setembro de 2018.

Horário: das 8h às 18h.

Local: Anfiteatro do Pavilhão de Engenharia.

Para conferir a programação do XI Encontro em Marketing, Alimentos e Agronegócios: Desafios do Marketing na Era Digital, acesse o link fealq.org.br/informacoes-do-evento/?id=629. Mais informações pelo site agrimarketing.com.br/site/.

26 e 27 de setembro – Foz do Iguaçu (PR)

 

  • 8ª PorkExpo

 

Trata-se de um evento dedicado, exclusivamente, a debater sobre o futuro da suinocultura brasileira — em especial, sobre as técnicas de produção e comercialização de carne suína de alta qualidade.

São reunidos, na ocasião, os principais produtores, líderes e técnicos da suinocultura mundial. Como expositores, estão empresas nacionais e internacionais que atuam, diretamente, na Suinocultura, reproduz o empresário Flavio Maluf.

 Segundo o portal oficial da 8ª edição do PorkExpo (porkexpo.com.br), o encontro promove aos participantes a troca de experiências, bem como inspiração e conhecimento sobre mercado, marketing, gestão, agregação de valor, qualidade, tradição, cultura e inovação.

Data: 26 e 27 de setembro.

Horário: das 9h às 20h.

Local: Hotel Recanto Cataratas Thermas Resort & Convention.

A programação do evento pode ser conferida pelo link porkexpo.com.br/programacao/. Mais informações pelo site porkexpo.com.br.

23 e 24 de outubro – São Paulo (SP)

  • 3º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio

O tema deste ano é “2030 – O Futuro agora, na Prática”. Conforme o site www.mulheresdoagro.com.br o encontro “trará especialistas para falar sobre temas considerados do futuro, mas que já podem e devem ser praticados, como big data, previsão climática, nanotecnologia e agroenergia, por exemplo”.

“Será apresentado o que há de mais novo em desenvolvimento pelos jovens empreendedores com as Startups, além dos inovadores métodos do design thinking para gestão”, acrescentou o portal.

Flavio Maluf destaca que o 3º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio tem chancela da Transamerica Expo Center na sua promoção, organização e realização — além do apoio institucional da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG).

Data: 23 e 24 de outubro.

Horário: dia 23, das 7h30min. até cerca de 18h; dia 24, das 8h30min até cerca de 19h.

Local: Transamérica Expo Center.

A programação pode ser conferida através do link mulheresdoagro.com.br/programação. Mais informações no site www.mulheresdoagro.com.br,

09 a 11 de outubro – Piracicaba (SP)

  • Esalqshow

Com eventos realizados pela Esalq/USP, o objetivo do fórum é estimular inovações e empreendedorismo na agricultura. Ele conta com a colaboração e presença de profissionais de diferentes segmentos variados — bem como de acadêmicos e pesquisadores consagrados, líderes de empresas renomadas e de Startups, e, ainda, estudantes de diferentes partes do Brasil e, também, do exterior.

Data: 9,10 e 11 com eventos variados.

Horário: dia 9, das 9h em diante; dia 10, das 8h30min. em diante; dia 11, das 8h30min. em diante.

Local: ainda não definido.

A programação do Esalqshow pode ser consultada através do link fealq.org.br/esalqshow/programacao. Mais informações no site fealq.org.br/esalqshow.

21 a 23 de novembro – São Paulo (SP)

  • InterCorte – Etapa São Paulo

Promovida pelo Terraviva Eventos, do Grupo Bandeirantes de Comunicação, e parte da “Integrar para Crescer” — plataforma de comunicação que envolve eventos e ações com a finalidade de disseminar informação de qualidade — o evento trata da cadeia produtiva da carne bovina brasileira e reúne iniciativas para promover o desenvolvimento da área.

A ideia do encontro é levar informações e conhecimentos tecnológicos para todos os envolvidos no segmento, reporta Flavio Maluf.

Data: 21, 22 e 23 de novembro.

Horário: Não pode ser acessado.

Local: Não pode ser acessado.

Este ano, o InterCorte já teve etapa em Cuiabá (MT), nos dias 12 e 13 de abril, e em Marabá (PA), nos dias 22 e 23 de maio.  Mais informações pelo site intercorte.com.br.

Outros eventos que acontecem pelo Brasil dentro do setor agro podem ser conferidos através do link www.calendariodoagronegocio.com.br/Evento/listar/portugues/0/0/0/4/10. Basta escolher os que mais se encaixam no seu setor de atuação e aproveitar a oportunidade de atualização e conhecimento, e de promover o crescimento do seu negócio, aconselha o presidente das empresas Eucatex, o empresário e executivo Flavio Maluf.

Flavio Maluf reporta método de análise de solo sugerido pela Embrapa Soja

Todo produtor sabe que avaliar a fertilidade do solo é essencial para garantir os melhores resultados em termos de produtividade da terra. Com tal análise, é possível entender qual é a condição real da área em questão e tomar as providências necessárias para corrigi-la, se for o caso, salienta o presidente das empresas Eucatex, o empresário e executivo Flavio Maluf.

Considerando a importância do assunto, a unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária que é voltada para a Soja (Embrapa Soja) publicou, em junho do ano passado, um documento denominado “Diagnóstico Rápido das Estruturas do Solo (DRES) ”. Trata-se de um material que descreve um método de campo, de execução simples e rápida, para avaliar a qualidade estrutural do solo.  A ideia da publicação é, justamente, instruir os produtores sobre como avaliar a capacidade física do solo. Quer conferir?

Na lista dos materiais indicados para serem utilizados, estão:

  • Enxadão;
  • Pá de corte (pá reta);
  • Bandeja plástica (25 cm de largura x 50 cm de comprimento x 15 cm de altura);
  • Canivete e/ou faca, para auxílio na manipulação das amostras;
  • Régua de 30 cm para medição da espessura das camadas;
  • Três separadores de camadas com dimensões do comprimento da bandeja, para isolar as camadas identificadas na amostra, quando houver;
  • Prancheta, formulários (a exemplo do Anexo 1), lápis e borracha, para anotação dos resultados;
  • Lupa pequena, para melhor identificar feições de degradação ou conservação (opcional);
  • Máquina fotográfica (opcional);
  • Receptor GPS para marcação dos locais de amostragem (opcional);
  • Etiquetas adesivas e canetas para retroprojetor, para identificar as amostras antes da obtenção da fotografia (opcional).

Quanto aos procedimentos para amostragem

 

  • Delimitação da área

 

Flavio Maluf reporta que, de acordo com o diagnóstico da Embrapa, o que se deve fazer, antes da avaliação, é identificar glebas ou regiões homogêneas no empreendimento rural que possuam no máximo 100 hectares, estabelecidas conforme os seguintes critérios:

  • Histórico do manejo de, no mínimo, os últimos três anos, considerando, entre outros fatores: utilização ou não de preparo do solo (aração, gradagem, escarificação, subsolagem), sequência de culturas, práticas vegetativas e mecânicas de conservação do solo, adubação e produtividade das culturas;
  • Estádio de desenvolvimento da cultura (se houver);
  • Variabilidade na textura do solo;
  • Em áreas com declividade perceptível (igual ou maior que 3%), dividir a encosta em terços: superior (topo), médio e inferior (baixada);
  • Classe de solo (se for possível identificar).

 

 

  • Número de amostras

 

“Mesmo dentro de regiões homogêneas, definidas conforme os critérios anteriores, a variabilidade espacial da estrutura do solo existe e deve ser considerada”, salientou o DRES. O documento acentuou, ainda, que é fundamental estar atento em relação à representatividade da amostragem, avaliando-se um número mínimo de pontos que seja capaz de representar tal variabilidade.

Nesse sentido, destaca Flavio Maluf, a sugestão da Embrapa Soja para avaliar a qualidade estrutural do solo é definir como referência um número mínimo de pontos por gleba homogênea, de acordo com o tamanho da mesma. O estudo pontua:

  • Até 10 hectares: 3 a 5 pontos de amostragem;
  • De 11 a 50 hectares: 6 a 10 pontos de amostragem;
  • De 51 a 100 hectares: 11 a 15 pontos de amostragem.

 

 

  • Época de avaliação

 

Quanto a época de avaliação, a Embrapa atentou para o fato de que tal aspecto influencia os resultados do diagnóstico, visto que “as operações de manejo do solo, bem como a presença e o estádio de desenvolvimento das culturas, são fatores chave que interferem diretamente nos critérios observados para atribuição das notas de qualidade estrutural no DRES”.

 

  • Coleta de amostras de solo

 

A orientação da Embrapa é que a coleta de solo siga os mesmos cuidados que são usados em uma amostragem de solo para avaliação de outros atributos — como a química de solo, por exemplo.

De acordo com o documento, a coleta da amostra (bloco de solo) trata-se de uma operação crítica — já que é preciso manter o bloco de solo inteiro, preservando a estrutura o mais próximo possível da condição original do solo a campo.

As orientações da Embrapa Soja, aqui, são as seguintes:

  • Inicia-se com a retirada cuidadosa da cobertura vegetal existente sobre o solo, cortando e retirando a vegetação viva e os demais resíduos vegetais da superfície. Lembrando que se deve evitar arrancar as plantas, considerando que a retirada das raízes causa a desestruturação e desagregação do solo, reporta Flavio Maluf;
  • Em seguida, usando o enxadão e a pá de corte reta, deve-se abrir uma minitrincheira come 40 cm comprimento, 30 cm de largura, e 30 cm de profundidade, no sentido transversal às operações agrícolas;
  • Depois da abertura da minitrincheira, “pode ser feito um reconhecimento das condições da parede na qual será retirada a amostra, observando-se a ocorrência de variações de cor e de resistência ao toque da pontada faca ou canivete, fatores que podem indicar mudanças bruscas no teor de matéria orgânica (MO) ou, no segundo caso, indícios de compactação do solo. Essa avaliação inicial também poderá auxiliar na identificação de camadas homogêneas que, posteriormente, serão separadas com a manipulação da amostra”.

Vale salientar que o bloco de solo — que deve ter espessura de 10 cm, largura mínima de 20 cm, e profundidade de 25 cm — deve ser extraído de uma das paredes (a que se manter intacta) de maior comprimento com uma pá de corte reta.

“Após estar completamente enterrada, a pá deve ser inclinada para a frente ao se iniciar a retirada do bloco. Utilizando uma espátula ou faca, cortar os excedentes nas laterais e no comprimento (Figura 4A) para deixar o bloco com 25 de comprimento (Figura 4B) e 20 cm de largura (Figura 4C). Não retirar blocos com espessura inferior a 10 cm (Figura 4D), pois isso interfere diretamente no resultado do DRES, já que limita o tamanho dos agregados”, acrescenta, ainda, o documento da Embrapa Soja.

Todos esses procedimentos estão descritos mais detalhadamente e com imagens ilustrativas a partir da página 16 do Diagnóstico Rápido das Estruturas do Solo. Flavio Maluf enfatiza que o DRES aborda, também, aspectos como o preparo e manipulação da amostra de solo, e a atribuição de notas de qualidade estrutural. A publicação da Embrapa Soja pode ser conferida na íntegra através do link https://www.embrapa.br/soja/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1071114/diagnostico-rapido-da-estrutura-do-solo—dres.

Além de sobrevivência, sustentabilidade também é marketing — Veja com Flavio Maluf

A atual disponibilidade de informações tem dado poder ao consumidor que, hoje em dia, dá mais importância ao consumo consciente. Marcas engajadas com a proposta de não serem tão agressivas ao meio ambiente, bem como na criação de uma cultura de preservação costumam ganhar atenção positiva diante dos compradores e das mídias. É o chamado marketing sustentável ou marketing verde, como também é conhecido, destaca o presidente das empresas Eucatex, o empresário e executivo Flavio Maluf.

Uma pesquisa realizada no segundo semestre de 2017 pelo IBOPE/Rede Conhecimento Social, a pedido do Observatório do Código Florestal, apontou, por exemplo, que 82% dos consumidores de grandes cidades brasileiras gostariam que os produtos que adquirem seguissem o Código Florestal — que é a principal lei ambiental brasileira. Além disso, um percentual de 60% dos entrevistados afirmou que pagaria um pouco mais por esse tipo de produto.

O levantamento foi realizado com 600 pessoas, nas capitais Brasília, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo, reporta Flavio Maluf. O estudo contou, também, com dois encontros, realizados nos últimos meses de outubro e janeiro, para uma análise qualitativa, com representantes de Belém, Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, São Luís e Vitória.

Ainda entre as tantas vantagens do marketing sustentável, em geral, pode-se dizer que ele é muito abrangente. Dentro do agronegócio existem muitas formas simples de investir nesse tipo de marketing, no qual todos saem ganhando. Flavio Maluf destaca que entre as iniciativas estão, por exemplo, priorizar produtos orgânicos, quando possível; criar embalagens biodegradáveis; apostar em recursos de reciclagem; nos processos de produção economizar água, que é um recurso natural não-renovável e fundamental para a vida na Terra; e fazer a rotação de culturas, que implica em alternar o que é cultivado em determinada área.

A adubação verde é, também, outra maneira de produção sustentável, acentua Flavio Maluf. A prática refere-se à utilização de espécies vegetais específicas capazes de melhorar, por exemplo, a capacidade produtiva do solo, e aumentar a sua fertilidade e produtividade. A ideia, com a técnica é minimizar o uso de produtos químicos na produção. Por consequência, diminui-se os gastos e também se evita que esses resíduos sejam descartados de maneira inadequada na natureza.

O número de empresas adeptas à produção sustentável está em constante crescimento e cada uma delas faz questão de estampar onde for possível os seus selos de aprovação ecológica e suas ações em prol do meio ambiente. Entretanto, vale salientar que os benefícios dos investimentos na sustentabilidade não são só para angariar novos clientes e uma imagem positiva.  

No caso do agronegócio, empregar práticas sustentáveis de cultivo e descarte de produtos e embalagens, por exemplo, é uma necessidade para crescer a médio ou longo prazo, enfatiza Flavio Maluf. A poluição da água, o desgaste e a perda de nutrientes do solo, a redução da área cultivável das fazendas, entre outras tantas deteriorações ambientais, são apenas algumas das consequências de uma produção despreocupada em relação às responsabilidades com o meio ambiente. Os prejuízos, nesse caso, estão diretamente ligados ao próprio produtor rural.

 

Vamos falar de agricultura e preservação do meio ambiente? Com Flavio Maluf

As expectativas da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) não são boas para os próximos 30 anos, conforme um relatório divulgado pela instituição, ainda em abril. O documento aponta que a emissão de gases do efeito estufa proveniente da agricultura deve estar 30% mais alta em 2050. Isso se o setor seguir no ritmo atual de crescimento e nada for feito para frear essa difusão, destaca o presidente das empresas Eucatex, o empresário e executivo Flavio Maluf.

“Projeta-se um aumento das emissões globais da agricultura em 2030 e 2050 entre 18% e 30%, respectivamente”, salientou a FAO no relatório.

Conforme o documento, a exalação de gases do efeito estufa proveniente da agropecuária, silvicultura e pesca praticamente dobraram nos últimos 50 anos. Em dez anos — no período entre 2001 e 2011 — as emissões derivadas somente dos cultivos e da criação de animais chegaram a subir 14%.

A maior fonte de emissão do setor agrícola, segundo o relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, é a agropecuária, que respondeu por 39% da produção dos gases estufa do setor em 2011. A maioria dos poluentes são derivados do que se chama de “fermentação entérica”, destaca Flavio Maluf. Esta acontece no estômago dos animais — principalmente do gado de corte — que liberam, sob forma de arrotos e flatulência, o gás metano, altamente poluente. Este tipo de emissão subiu 11% entre os anos de 2001 e 2011.

No geral, a exalação de gases do efeito estufada derivadas do cultivo e da criação de animais subiram, entre 2001 e 2011, 14% acentuou a FAO.

No Brasil

O empresário e executivo Flavio Maluf reporta que em cenário nacional, a agropecuária é, também, uma das líderes de emissões de gases do efeito estufa no país — junto com ela aparecem ainda o manejo da terra e consumo de combustíveis. A expansão do rebanho bovino e o aumento do uso de fertilizantes nitrogenados são os causadores dos altos índices de emissão no segmento.

Contudo, existem iniciativas criadas com o objetivo de reduzir esses números.  Em 2010, por exemplo, o governo brasileiro lançou o programa chamado de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC). A ideia é reduzir entre 36,1% e 38,9% as emissões de gases do efeito estufa no país até 2020, com base nos números de 1990. Entre os principais objetivos da ação está a recuperação de 15 milhões de hectares de pastagens degradadas.

Flavio Maluf ainda acentua que Índia e Brasil são, respectivamente, os maiores criadores de rebanhos bovinos do mundo.

Outros responsáveis pela emissão de gases estufa

Outro grande contribuinte para o aumento da emissão de gases do efeito estufada proveniente da agricultura foi o uso de fertilizantes industrializados. De acordo com o relatório da FAO, eles representaram 13% das emissões agrícolas em 2011. Trata-se de um aumento que chega a mais de um terço quando os números são comparados aos níveis de 2001, afirma a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura. Entre 2001 e 2011, as emissões provenientes da aplicação de fertilizantes sintéticos subiram 37%.  

Os arrozais, por sua vez, foram os responsáveis por 10% do total da emissão de gases estufa da agricultura — isso porque eles geram metano através de processos biológicos. Já a queima de pastagens de savana respondeu por 5% do total do setor agrícola, reproduz o empresário Flavio Maluf.

O estudo da FAO ainda apontou que, na última década, a emissão dos gases de efeito estufa derivada da mudança do uso do solo e do desmatamento caíram quase 10%.

No que se refere às origens geográficas, vale salientar que a maioria dos gases do efeito estufa da agricultura são provenientes da Ásia — que concentrou um percentual de 44% da emissão agrícola — seguida pelas Américas (25%), África (15%), Europa (12%) e Oceania (4%).

Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO)

Criada no ano de 1945, a FAO — que possui sede em Roma, capital da Itália — é uma agência especializada da Organização das Nações Unidas (ONU) que trabalha no combate à fome e à pobreza, através da melhoria da segurança alimentar e do desenvolvimento agrícola.

Flavio Maluf acentua que também é compromisso da entidade — que conta com mais de 190 países-membros — promover o desenvolvimento agrícola, bem como a melhoria da nutrição, a busca da segurança alimentar e o acesso de todos aos alimentos necessários para que se tenha uma vida ativa e saudável.

“Nós ajudamos os países a aperfeiçoar e modernizar suas atividades agrícolas, florestais e pesqueiras, para assegurar uma boa nutrição a todos e o desenvolvimento agrícola e rural sustentável. Desde sua fundação, a FAO tem dado atenção especial ao desenvolvimento das áreas rurais, onde vivem 70% das populações de baixa renda, e que ainda passam fome”, enfatizou o portal das Nações Unidas no Brasil (ONUBR) (nacoesunidas.org).

Organização das Nações Unidas (ONU)

Fundada em 1945, a ONU trata-se de uma organização internacional, formada por países que se reuniram, de forma voluntária, com o objetivo de trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais.

O portal das Nações Unidas no Brasil destaca que “as Nações Unidas são regidas por uma série de propósitos e princípios básicos aceitos por todos os Países-Membros da Organização”.

Entre eles estão: manter a paz e a segurança internacionais; desenvolver relações amistosas entre as nações; realizar a cooperação internacional para resolver os problemas mundiais de caráter econômico, social, cultural e humanitário, promovendo o respeito aos direitos humanos e às liberdades fundamentais; e ser um centro destinado a harmonizar a ação dos povos para a consecução desses objetivos comuns.

Atualmente, mais de 190 países são membros da ONU. O Brasil, por sua vez, desde o ano de 1948, participou de mais de 30 operações de manutenção de paz promovidas pela entidade.

O empresário Flavio Maluf reporta que o país integrou operações na África, como, por exemplo, no Congo, na Angola, em Moçambique, na Libéria, em Uganda e no Sudão; também na América Latina e Caribe, que englobam El Salvador, Nicarágua, Guatemala e Haiti; na Ásia, em Camboja e Timor-Leste; e na Europa, no Chipre e Croácia.

Confira, com Flavio Maluf, os desafios da exportação no agronegócio

De acordo com informações divulgadas em janeiro pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, as exportações brasileiras do agronegócio cresceram 13% em 2017. A entidade ainda informou que o setor foi responsável por 44,1% das vendas do país para o exterior. Todavia, apesar do bom desempenho, a área também enfrenta alguns desafios para se desenvolver. Quem apresenta alguns deles é o presidente das empresas Eucatex, o empresário e executivo Flavio Maluf.

Ampliar a infraestrutura

Para que o agronegócio brasileiro melhore a escoação da sua produção e exportação é necessário, por exemplo, o desenvolvimento de uma infraestrutura eficiente. Entre as formas de melhoria está o investimento na malha rodoviária e o estímulo da alternativa ferroviária.

Tomar cuidado com as mudanças do mercado internacional

Atualmente, dois dos principais compradores dos produtos brasileiros são a China e Estados Unidos. O cliente oriental possui cerca de 1,3 bilhão de habitantes e vive em constante crescimento econômico, o que o torna um atraente destino para as mercadorias do Brasil, reporta Flavio Maluf. No entanto, uma desaceleração na economia chinesa pode impactar, significativamente, a produção agropecuária do Brasil. Sendo assim, diminuir a dependência desse mercado, seria algo a se considerar.

Os Estados Unidos, por sua vez, têm Donald Trump na presidência desde o início de 2017 e vive um momento de mudanças e incertezas. Um dos discursos do político é, justamente, em relação à proteção da produção norte-americana — o que pode afetar a entrada de produtos brasileiros no país.  

Pensar, cada vez mais, na produção sustentável

Hoje em dia, o número de consumidores que se preocupam com as questões ambientais só aumenta. Sendo assim, pensar em sustentabilidade nos processos de produção e demais atividades do empreendimento é cada vez mais relevante em termos de competitividade empresarial — tanto para o mercado nacional quanto internacional, enfatiza o empresário Flavio Maluf.

Exportar produtos frescos

A qualidade é essencial para qualquer tipo de progresso. E no agronegócio não é diferente — é preciso manter a qualidade dos produtos em todos os momentos, inclusive, claro, na exportação. Para isso, o planejamento é fundamental. Analisar a logística e qual o tipo de transporte será mais eficiente para escoar determinada produção, bem como qual a melhor época de embarque, são formas de manutenção de qualidade.

Flavio Maluf acentua que é importante, também, estudar quais são as tecnologias mais adequadas, por exemplo, para conservação da temperatura, umidade e condições específicas de cada carga — e garantir um desembarque sem complicações.

Acertar na embalagem

A escolha da embalagem é um aspecto que influencia tanto na questão da sustentabilidade quanto em manter a qualidade dos produtos. O tipo de material no qual encontra-se a mercadoria está entre os principais resíduos que prejudicam o meio ambiente. “A tendência do comércio exterior a cada dia que passa é ter tolerância zero com produtos e embalagens que não seguem os padrões ecológicos. Um dos exemplos mais recentes foi a decisão da China, em outubro de 2017, de não importar mais produtos que não possuam embalagens ecologicamente corretas”, explicou o gestor do Núcleo de Comércio Exterior da Câmara de Comércio do Mercosul e União Latino America (CCM-ULA), Edson Saito.

Ainda, é preciso pensar na embalagem como um dos instrumentos auxiliares do agronegócio capaz de, no ato da exportação, aumentar ou preservar a qualidade, bem como a validade, da mercadoria em questão, salienta o presidente das empresas Eucatex. O executivo Flavio Maluf também reforça a importância de estudar a legislação do país de destino em relação à exportação — e isso inclui regras e orientações a respeito das embalagens internas e externas dos produtos. Seguir as especificações à risca é a melhor forma de impedir que a exportação seja inviabilizada por algum motivo referente a esse aspecto.

Além de sobrevivência, sustentabilidade também é marketing — Veja com Flavio Maluf

A atual disponibilidade de informações tem dado poder ao consumidor que, hoje em dia, dá mais importância ao consumo consciente. Marcas engajadas com a proposta de não serem tão agressivas ao meio ambiente, bem como na criação de uma cultura de preservação costumam ganhar atenção positiva diante dos compradores e das mídias. É o chamado marketing sustentável ou marketing verde, como também é conhecido, destaca o presidente das empresas Eucatex, o empresário e executivo Flavio Maluf.

Uma pesquisa realizada no segundo semestre de 2017 pelo IBOPE/Rede Conhecimento Social, a pedido do Observatório do Código Florestal, apontou, por exemplo, que 82% dos consumidores de grandes cidades brasileiras gostariam que os produtos que adquirem seguissem o Código Florestal — que é a principal lei ambiental brasileira. Além disso, um percentual de 60% dos entrevistados afirmou que pagaria um pouco mais por esse tipo de produto.

O levantamento foi realizado com 600 pessoas, nas capitais Brasília, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo, reporta Flavio Maluf. O estudo contou, também, com dois encontros, realizados nos últimos meses de outubro e janeiro, para uma análise qualitativa, com representantes de Belém, Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, São Luís e Vitória.

Ainda entre as tantas vantagens do marketing sustentável, em geral, pode-se dizer que ele é muito abrangente. Dentro do agronegócio existem muitas formas simples de investir nesse tipo de marketing, no qual todos saem ganhando. Flavio Maluf destaca que entre as iniciativas estão, por exemplo, priorizar produtos orgânicos, quando possível; criar embalagens biodegradáveis; apostar em recursos de reciclagem; nos processos de produção economizar água, que é um recurso natural não-renovável e fundamental para a vida na Terra; e fazer a rotação de culturas, que implica em alternar o que é cultivado em determinada área.

A adubação verde é, também, outra maneira de produção sustentável, acentua Flavio Maluf. A prática refere-se à utilização de espécies vegetais específicas capazes de melhorar, por exemplo, a capacidade produtiva do solo, e aumentar a sua fertilidade e produtividade. A ideia, com a técnica é minimizar o uso de produtos químicos na produção. Por consequência, diminui-se os gastos e também se evita que esses resíduos sejam descartados de maneira inadequada na natureza.

O número de empresas adeptas à produção sustentável está em constante crescimento e cada uma delas faz questão de estampar onde for possível os seus selos de aprovação ecológica e suas ações em prol do meio ambiente. Entretanto, vale salientar que os benefícios dos investimentos na sustentabilidade não são só para angariar novos clientes e uma imagem positiva.  

No caso do agronegócio, empregar práticas sustentáveis de cultivo e descarte de produtos e embalagens, por exemplo, é uma necessidade para crescer a médio ou longo prazo, enfatiza Flavio Maluf. A poluição da água, o desgaste e a perda de nutrientes do solo, a redução da área cultivável das fazendas, entre outras tantas deteriorações ambientais, são apenas algumas das consequências de uma produção despreocupada em relação às responsabilidades com o meio ambiente. Os prejuízos, nesse caso, estão diretamente ligados ao próprio produtor rural.