Flavio Maluf: Qual o futuro das escolas de negócios?

As escolas de negócios tem um papel importante de produção de conhecimento e contribuem de forma relevante para a transformação das organizações e da sociedade. Portanto, estão sendo cada vez mais criticadas e responsabilizadas pelas ações dos executivos treinados por elas.

Flávio Maluf, executivo brasileiro presidente do Grupo Eucatex, comenta que pesquisas mostram que as escolas estão sofrendo com uma queda de reputação que é sustentada por muitas variáveis, dentre elas a baixa preparação dos executivos no que tange à inovação, à visão em um contexto global, ao desenvolvimento de liderança e à construção do pensamento crítico-reflexivo.

escoladenegociosDiante desta realidade, é fundamental que as escolas atendam a essas necessidades pois o seu próprio futuro dependerá do triunfo diante destes desafios e da forma como lidam com suas potencialidades e fragilidades.

 

Sabe-se que, assim como outros setores da educação, as escolas de negócios mantêm as aulas tradicionais como principal método de ensino e se baseiam em grande parte na teoria. Porém, as teorias utilizadas atualmente tem o viés de aprender a partir de experiências passadas. Apesar de primária, esta é uma importante técnica para lecionar, mas as escolas de negócios precisam ir além. É preciso pensar o futuro, pois tudo indica que ele será intrinsecamente diferente do passado, afirma Flávio Maluf.

O executivo Flávio Maluf argumenta que as escolas de negócios enfrentarão profundas mudanças e terão de se reinventar, principalmente no que tange à inovação de metodologias e processos de aprendizagem, focando não apenas na teoria, mas fazendo uma conexão entre o discurso e a prática. Elas terão de repensar seus propósitos e valores, de forma a se alinhar com os novos desafios impostos pela sociedade, pela educação, pela tecnologia, pelo mundo.

Flávio Maluf diz que a educação para os negócios deve, na visão de muitos empreendedores e empresários, se tornar operacionalmente mais efetiva, por meio de jornadas de aprendizagem, experiências práticas, estudos de casos ou simulações que apresentem situações reais de tomada de decisão, proporcionando a reflexão sobre o que foi aprendido e possíveis reconstruções e adaptações no resultado dessas situações.

As escolas devem também ensinar a melhor compreensão do contexto onde os executivos trabalham, devem ajudá-lo a desenvolver habilidades para lidar com os desafios pertencentes a este espaço. Um foco estratégico das escolas de negócios é o próprio executivo e suas mudanças internas. Mas será que ele está preparado para essas mudanças, para se reinventar, para entender a realidade sobre uma perspectiva mais profunda e mais real? – questiona Flavio Maluf.

Em suma, o futuro das escolas de negócios dependerá da própria capacidade de se sustentar no mercado e compreender a necessidade de formar alunos com pensamentos visionários e inovadores, características que são imprescindíveis para o sucesso do negócio, aponta Flávio Maluf.

Outro assunto que está em pauta no mundo corporativo é o da sustentabilidade, conceito que vem sendo amplamente discutido pelas organizações. E nota-se cada vez mais as dificuldades que a educação enfrenta para desenvolver profissionais capazes de fomentar transformações que estejam alinhadas aos desafios atuais de sustentabilidade e de organizações conscientes. Portanto, refletir sobre as questões de sustentabilidade é um dos passos na caminhada para o futuro das escolas de negócios.

Um comentário sobre “Flavio Maluf: Qual o futuro das escolas de negócios?

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s