Flavio Maluf comenta a redução das vendas no mercado de carros na China

Ao pensarmos em China elevamos os números ao patamar macro. Isso não é à toa, estamos falando do país mais populoso do mundo, cerca de 1,4 bilhões de habitantes. Em relação ao Brasil – quinto país no ranking dos mais populosos – a China é seis vezes mais habitada.

China car numbersDe olho nessa grande fatia de mercado muitas empresas focam suas estratégias para suprir o consumo interno dos chineses. A indústria automobilística não ficou para trás, na década passada gigantes como a Ford Motor CO. e a Volkswagen AG concentraram suas energias para produção no país. Flavio Maluf – empresário brasileiro – relata que a ascensão econômica da China elevou o poder aquisitivo de uma parcela significativa da população. Assim, abriu-se espaço para entrada das montadoras internacionais, a nova classe média chinesa demandava carros.

Depois de anos consecutivos com o PIB chinês crescendo uma média anual de dez pontos percentuais a economia do país deu sinais de redução no ritmo. O crescimento continua, mas não a pleno vapor como nos anos anteriores. O mercado de carros na China também dá seus primeiros indícios de redução, os últimos meses tem sido de queda nas vendas. Flavio Maluf aponta que há diversos motivos para essa queda, segundo especialistas relatados por ele, uma das questões a se analisar é que muitos chineses detentores de poder de compra já possuem carros e, nesse momento, visam comprar outros bens de consumo mais caros. Também, há de se considerar os problemas relacionados a congestionamentos pelo excesso de automóveis circulando.

A queda nas vendas de carros no mercado Chinês parece estar mais de acordo com um processo natural de transição do que relacionado a uma crise no setor. Flavio Maluf cita que a indústria automotiva ainda tem um grande nicho no país, comparando-se com o Brasil a quantidade de carros para cada mil habitantes é a metade. Ao compararmos com os Estados Unidos temos uma relação de oito para um.

Mesmo compreendendo que a desaceleração no crescimento econômico não está diretamente ligada à queda nas vendas de carros, Flavio Maluf conta dados demonstram que provavelmente existe uma influência subjacente. Bens de consumo como automóveis novos estão muito vinculados à confiança do consumidor, nessas épocas é esperado que aqueles que pretendem adquirir um carro aguardem para efetuar esse tipo de compra ou optem por um carro mais barato.

Outro diagnóstico a ser posto em pauta são as novas leis chinesas no emplacamento dos automóveis. Devido ao alto fluxo de carros circulando foi necessário impor algumas restrições de tráfego. A considerável maioria dos automotores concentra-se nas grandes metrópoles.

Flavio Maluf traz algumas comparações reiterando que o momento parece se referir mais a um ciclo natural. A siderurgia na China também experimenta uma redução de fabricação de aço nos últimos meses. Fato é que na sociedade de consumo atual ainda há espaço para muita venda de carro aos chineses. O mercado interno é amplo e as montadoras internacionais vêm se consolidando juntamente com as marcas nacionais. Não podemos esquecer que o freio no crescimento Chinês não é tão brusco, ainda é um país que avançou sete pontos percentuais (PIB) no último trimestre.

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