Espanha pretende aumentar investimentos no Brasil, observa Flavio Maluf

Em recente visita de quatro dias ao território brasileiro, o advogado e economista José Manuel García Margallo, Ministro de Relações Exteriores e Cooperação da Espanha, falou sobre as intenções comerciais de seu país no que tange ao Brasil.  Como informa o engenheiro Flavio Maluf, o representante do governo espanhol disse que pretende incentivar a presença de empresas de seu país em terras tupiniquins.

São diversas as empresas espanholas de grande porte que já estão operando por aqui – Deten Química, Repsol, CEG, Telefónica e Santander são alguns exemplos citados por Flavio Maluf – e a vinda de outras corporações desse gabarito seria vista com bons olhos pelo governo espanhol. Fontes afirmam que o Palácio da Moncloa enxerga um futuro bastante seguro para o Brasil e para a América Latina em geral.

Presidente da Eucatex, empresa brasileira cujas primeiras exportações para a Europa remontam ao ano de 1965, Flavio Maluf relata que, após ter sido recebido em Brasília (DF) por Michel Temer e Mauro Vieira, respectivamente Vice-Presidente e Ministro das Relações Exteriores do Brasil, García Margallo se reuniu em São Paulo (SP) e Salvador (BA) com diplomatas, empresários e jornalistas a fim de reforçar o intuito da Espanha de expandir seus investimentos naquela que é, em termos econômicos, a mais importante potência da América do Sul.

Flavio Maluf cita a opinião de especialistas: “Nós somos o segundo país, no mundo todo, que mais recebe investimentos espanhóis. A título de informação, vale destacar que, só no ano passado, fomos o destino de mais de 4 bilhões de euros (ou cerca de 13,6 bilhões de reais) provenientes de lá”.

E não é só: após cinco anos de estagnação, a economia da Espanha, maior país da Península Ibérica, parece começar, ainda que timidamente, a dar sinais de vida – a taxa estimada de elevação do Produto Interno Bruto espanhol ronda os 3,3%, por exemplo. Por conta dessa retomada e de eventos como, entre outros, as movimentações empreendidas no mercado pelo grupo Telefónica para a compra da GVT – a operadora de telecomunicações brasileira outrora pertencente ao grupo francês Vivendi – ou a vultuosa investida prometida pelo grupo Santander em sua tentativa de adquirir as operações brasileiras do banco HSBC, são boas as chances de 2015 fechar com um saldo ainda mais positivo do que o de 2014.

Outro fator que contribui para esse prognóstico otimista é o plano de concessões lançado pelo governo brasileiro, em junho deste ano, envolvendo projetos de construção de aeroportos, ferrovias, rodovias e portos, que certamente atrairá com a participação da iniciativa privada espanhola.

Segundo reporta Flavio Maluf, o Chanceler espanhol assegurou que o fato de o Brasil não ter apoiado a candidatura da Espanha para o Conselho de Segurança da ONU são águas passadas e que esse episódio diplomático não irá afetar a disposição dos espanhóis de investir no país. A maior preocupação do Ministro García Margallo, no momento, parece ser a demora na conclusão das negociações entre Mercosul e União Europeia, estacionadas há dois anos.

Leia também a reportagem, na íntegra:  O avanço da economia espanhola; Flavio Maluf noticia.

 

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