O futuro do automóvel na visão de Flavio Maluf

Em um mundo cada vez mais dominado pelo alto padrão tecnológico, que além de estar presente em absolutamente tudo, apresenta uma evolução que ganha mais velocidade a todo instante, os produtos que têm a capacidade de permanecer como algo fundamental e ao mesmo tempo acompanham o progresso tecnológico, se mantêm forte no mercado e continuam sendo alvo da cobiça dos usuários. Isso, explica o empresário brasileiro Flavio Maluf, significa que a exigência pelo que é inovador e capaz de potencializar as mais diversas funcionalidades de qualquer coisa da qual fazemos uso é muito grande e, em certos casos, até ultrapassa a própria serventia daquele produto e se torna indispensável para viabilizar sua melhor utilização.

Flavio diz que um dos maiores exemplos disso são os automóveis. De vital importância para a grande maioria das pessoas, eles são objeto de desejo de muita gente. Buscando acompanhar as demandas, sejam elas por segurança, praticidade, mobilidade ou conforto, o mercado de automóveis inova e apresenta melhores possibilidades a cada novo modelo lançado. Nesse campo, os dois pontos mais trabalhados são a autonomia e a conectividade dos veículos, duas coisas que estão fundamentalmente ligadas, já que se trabalhadas em conjunto podem apresentar excelentes resultados. Destarte, aqueles mais conectados com os avanços tecnológicos, quando pretendem fazer a aquisição de um carro, analisam diversos fatores que vão além da simples possibilidade de locomoção, pensam não apenas em seu conforto em geral através dos avanços tecnológicos, mas também em outros fatores relacionados ao ato de dirigir, inclusive no que isso reflete no meio ambiente. Por isso, carros elétricos e/ou que são capazes de não afetar a natureza já são considerados como uma obrigação, ressalta Flavio.

De olho nessas possibilidades, empresas que já são referências mundiais quando o assunto é tecnologia, estão se esforçando ao máximo para ganharem destaque nesse mercado, principalmente por perceberem que seus produtos, em especial os smartphones, são utilizados com muita frequência pelos motoristas por apresentarem resultados mais satisfatórios que as tecnologias implantadas nos veículos. Flavio Maluf cita como exemplos disso o Google Maps e o Waze, utilizados por muitas pessoas que os consideram mais eficientes que os sistemas de navegação de seus carros, já que eles apresentam mais rapidez, praticidade e são mais confiáveis. Para Flavio, isso parece ser uma questão totalmente livre de discussões e controvérsias, pois é natural que o desenvolvimento de softwares seja feito com mais competência por quem tem isso como principal produto a ser ofertado do que por quem tem que se preocupar antes de qualquer coisa em fabricar automóveis que se tornem alvo do desejo das pessoas.

Nesse sentido, algumas parcerias buscam aprimorar o uso dos navegadores ao possibilitarem a utilização dos aplicativos dos telefones inteligentes nos veículos. E isso vai além da simples navegação em busca de melhor mobilidade, destaca Flavio. O Android Auto é um grande exemplo desse avanço. O software do Google, utilizado inicialmente pelo Hyundai Sonata, possibilita que o motorista conecte seu smartphone com sistema operacional Android ao veículo através de uma entrada USB, depois basta desfrutar das diversas funcionalidades do celular. Para quem utiliza o tão famoso iPhone da Apple, a opção semelhante é o CarPlay, que possibilita a utilização do Apple Maps, também reconhecido por apresentar resultados satisfatórios.

Flavio enfatiza que esses aplicativos são fundamentais também em outras funções. No quesito segurança, evitam que o motorista se distraia lendo ou escrevendo uma mensagem de texto, tirando uma das mãos do volante para segurar o telefone, buscando a melhor opção de caminho para seguir, já que isso pode ser realizado através do controle de voz, entre outras coisas que podem ser feitas sem que a atenção no trânsito seja afetada. Muito buscado atualmente, mesmo para quem está dirigindo, aliás, em alguns casos, principalmente para quem está ao volante, já que em certos lugares isso é uma tarefa extremamente estressante, o entretenimento também é uma função dessas ferramentas, já que elas permitem ter acesso, por exemplo, as músicas que se encontram no celular de forma bastante simples. O diagnóstico de problemas e a consequente resolução destes também é outro fator relevante, pois os aplicativos são capazes de resolver pequenas falhas on-line, e isso pode evitar problemas maiores, até mesmo relacionados à segurança do motorista, suscita Flavio Maluf.

O Google se destaca não apenas por seus softwares utilizados em carros de diversas montadoras, mas também por seus próprios carros. A grande ênfase é certamente para os carros autodirigidos. Contudo, a empresa, após conseguir projetar esses veículos, se deparou com algumas situações que tornaram necessária uma espécie de humanização das máquinas, já que estas apresentam certo excesso de precaução. Chris Urmson, responsável pelo projeto da empresa para desenvolver carros autônomos, admitiu que estão sendo testadas maneiras de fazer os carros dirigirem de uma forma mais semelhantes a como as pessoas dirigem, pois os veículos são mais cuidadosos do que o necessário. Flavio Maluf diz que o principal fator que levou a empresa a tentar viabilizar essa analogia foi o fato de 75% dos 16 acidentes envolvendo os veículos autodirigidos do Google nos últimos anos terem sido ocasionados possivelmente devido aos carros frearem em situações nas quais se pessoas estivessem ao volante provavelmente o ato não teria acontecido, evitando que outros motoristas lhes atingisse na traseira. Embora a empresa não compartilhe dessa opinião, já que diz que os autodirigidos não tiveram nenhuma culpa nos acidentes, parece não ser nenhum absurdo dizer que o fato dos carros frearem em situações de pequenos riscos lhes impute alguma culpa, esclarece Flavio.

carro google

A grande questão nesse sentido parece estar relacionada ao fato dos veículos terem sido desenvolvidos com uma espécie de “pensamento” que não lhes permite achar que possíveis colisões possam ser evitadas com uma simples mudança de trajetória, já que eles acionam os freios constantemente ao detectarem algum perigo e isso pode levar outros motoristas a fazer o mesmo e ocasionar algum acidente. Na busca pela melhoria nesse sentido, Flavio destaca o que disse Jen-Hsun Huang, que é diretor-presidente de uma empresa responsável pelo desenvolvimento de processadores gráficos de alto padrão tecnológico com o propósito de possibilitar o reconhecimento de objetos por parte dos carros do Google. Huang falou que é possível solucionar o problema utilizando práticas de “aprendizagens intensas”, já que estas podem ajudar os computadores a fazerem uma melhor interpretação de imagens e objetos, o que além de evitar certos incidentes, também possibilitará que eles façam curvas mais fechadas e ultrapassem em faixas contínuas.

carro appleOutra empresa que também já é reconhecida mundialmente por sua alta tecnologia também está tentando dar seus primeiros passos nesse ramo e isso pode significar muita coisa, destaca Flavio Maluf. A Apple, que já revolucionou o mercado ao entrar no setor tecnológico, acredita que pode dar uma valiosa contribuição também no setor automotivo. Esse desejo da empresa é alimentado pela grande necessidade que o setor tem de apresentar avanços em todos os segmentos do ramo, já que cada vez mais é tarefa árdua dirigir nos grandes centros urbanos, e a entrada da Apple no mercado poderia significar uma grande evolução não apenas nos veículos em si, mas também na maneira de se locomover. Contudo, Flavio também diz que esse pode ser um processo demorado e de resultados incertos. É óbvio que os dispositivos móveis, especialidade da marca, serão os maiores responsáveis pela evolução do mundo dos automóveis, mas também é fato que isso é algo complexo e que necessita de muito estudo antes de ser implantado e disponibilizados para trafegarem em nossas ruas.

A empresa parece focar não apenas em produzir carros autodirigidos com total eficiência, mas também em potencializar o ato de se locomover através do design dos veículos. Embora a entrada concreta da marca nesse mercado ainda seja um enigma, se isto acontecer, seja brevemente ou um pouco mais a frete, a expectativa pelos resultados certamente será enorme, já que é bem possível que um carro da Apple não se limite a simples avanços, mas sim alcance um novo patamar, assim como a empresa fez com os computadores e os dispositivos móveis em geral. Até porque, ressalta Flavio Maluf, a entrada definitiva da marca no meio possivelmente só se dará daqui alguns anos, e isso pode significar que ela tenha que apresentar algo que vá bem além de um meio de transporte. E ser apenas mais um entre vários não é algo pretendido pela empresa, acostumada a ser destaque e oferecer o que há de melhor.

Diante de tudo isso, Flavio Maluf diz que, embora alguns avanços sejam de difícil implantação e outros ainda tenham que passar por inúmeras etapas de testes, o que o futuro nos reserva é certamente algo que represente não apenas a melhor forma de se locomover, mas que ofereça possibilidades capazes de viabilizar um trânsito, mesmo nos grandes centros urbanos, seguro e confortável, fazendo com que o motorista tenha que fazer o menor esforço possível e não seja vítima do estresse causado por engarrafamentos, lentidão ou acidentes que, na maioria dos casos acontecem por motivos minimamente aceitáveis, mas que causam enormes transtornos para todos os envolvidos.

 

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