Dicas de liderança com Flavio Maluf

Ser um líder, aquele capaz de fazer as coisas com eficácia e eficiência, não é uma responsabilidade nada simples e que qualquer um pode exercer. Destarte, Flavio Maluf, conceituado empresário brasileiro, dá dicas para empresários e empreendedores em geral não tropeçarem quando o assunto for a melhor forma de conduzir suas organizações. Aliás, ele já começa dizendo que esse não é apenas um simples quesito, mas sim o principal, pois um conjunto de liderados que não seja assim tão eficiente, pode torna-se altamente produtivo se gerido da forma correta. Entretanto, é praticamente impossível que uma boa equipe desenvolva suas atividades da melhor maneira se não tiver o respaldo de um comandante competente.

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O líder deve ser um mediador de conflitos e ao mesmo tempo chamar para si certas responsabilidades, pois assim ele se transforma em um conciliador, e não um criador de problemas como alguns se tornam quando conduzem seus times de forma equivocada. Por isso, é fundamental para um bom condutor ter bem definido em sua cabeça o que ele espera de si mesmo e da sua equipe e quais os objetivos a serem buscados por todos, fazendo com que seus comandados o respeitem e o admirem no sentido de se engajarem totalmente nas questões relativas aos interesses da organização, tornando os demais seguidores de suas ideias e opiniões. Contudo, destaca Flavio Maluf, isso não representa uma espécie de total submissão dos comandados ao gestor, mas sim uma forma de fazê-los se sentirem parte essencial do processo, inclusive lhes dando liberdade para compartilhar ideias, opiniões e até para apresentarem alternativas quando julgarem inadequada ou imprecisa uma questão ou um plano levantado pelo líder, o que não vai de forma alguma criar atritos, mas sim potencializar os resultados.

Flavio Maluf chama a atenção para alguns “estágios” da liderança. O primeiro é o líder que atrai seguidores exclusivamente pelo cargo que exerce, ou seja, é uma liderança unicamente hierárquica e restringe-se apenas a necessidade do desenvolvimento de certos trabalhos e a exigência de alguém para comandar esse desenvolvimento. O segundo tipo é o que chama a atenção de seus comandados por passar confiança, o que faz com que os outros lhe sigam por que gostam realmente dele e da forma como ele desenvolve os trabalhos e se relaciona com os demais. O próximo nível é atingido graças aos resultados, pois consolida uma boa relação pelo fato de terem sido conquistados objetivos em parceria, tornando o líder admirado por seu papel de vital relevância. Por fim, há aquele gestor que se torna fundamental não apenas enquanto profissional, mas também no quesito pessoal, já que atinge este estágio por potencializar seus seguidores a ponto de torná-los capazes de liderar também, e isso pode significar uma ajuda que transcende a relação profissional.

Muitas vezes, diz o empresário, uma boa relação entre o líder e o resto da equipe esbarra também no fato de que é relativamente pequeno o número de pessoas que se dispõem a serem seguidoras, pois a grande maioria tem uma falsa ideia de que isso significa ser vassalo ou um simples receptor de ordens. Mas Flavio Maluf afirma que esses conceitos podem ser derrubados justamente através da forma como o chefe lida com seu grupo, pois passa essencialmente por ele a viabilização de uma convivência harmônica, sincera e onde todos se sintam à vontade e percebam que são parte fundamental para o correto desenvolvimento dos trabalhos. Isso também faz com que sejam reduzidas as chances de serem cometidos erros que prejudiquem a instituição, pois é natural que qualquer um tenha atitudes ou ideias que não representem o que pode ser feito de melhor em determinadas situações, o que é corrigido quando se trabalha de forma conjunta, sem egoísmos ou com o líder querendo ser o dono da razão e passando por cima de todos. Ou seja, é parte de extrema importância no exercício de liderar saber ouvir o que pensam os demais.

Essa questão é tão relevante, que merece um pouco mais de explanação, diz Flavio Maluf. Saber ouvir não é simplesmente escutar o que o outro está dizendo, mas sim se tornar parte pertencente do processo. É como se o que interessasse naquele momento fosse exclusivamente o que está sendo dito, o que permite entender e compreender a situação. Atropelar quem está com a palavra apresentando formas rápidas de resolver os problemas ou dando ideias para sua solução imediata transmite uma impressão de que aquilo de fato não está sendo relevante e que se livrar o mais rápido possível daquele diálogo é a intenção.

Ouvir com atenção, demonstrar realmente interesse pelo que está sendo dito e se comprometer com a situação é o que se chama de escuta ativa, algo fundamental para o bom exercício da liderança segundo Flavio Maluf.

O empresário também diz que alguns fatores demonstram claramente a atenção que o receptor está dando a conversa, seja através de gestos ou verbalmente. Para começar, quaisquer possíveis empecilhos devem ser deixados de lado. O olhar direcionado para quem está falando, as expressões faciais e os gestos devem estar em consonância com o que está sendo proferido, isso passa uma ideia de comprometimento. Fazer pequenas perguntas ou comentários sobre certos acontecimentos relatados fazem com que o outro perceba uma boa interação e seja capaz de confiar totalmente em seu ouvinte, possibilitando diálogos cada vez mais sinceros. Contudo, Flavio Maluf diz que esse geralmente é um processo lento e difícil, já que a maioria das pessoas tende a apressar as coisas e isso faz com que o outro não se sinta à vontade e não reconheça em seu ouvinte alguém realmente disposto a ajudar. Nesse sentido, Flavio Maluf dá destaque especial para estudos recentes que evidenciaram que pessoas capazes de se mostrarem empenhadas na situação que está sendo descrita através de expressões e gestos condizentes com os acontecimentos relatados tornam-se para quem está revelando os fatos algo essencial para melhorar a forma de como lidar com aquilo e buscar os melhores meios de solucionar os problemas.

Outro ponto que Flavio Maluf faz questão de destacar e que é fundamental para se alcançar sucesso na busca por uma liderança eficaz e eficiente é a correta utilização do tempo. E isso engloba não apenas os horários do gestor, mas também de todos os componentes de uma organização, já que isso permitir o melhor funcionamento de todos os órgãos envolvidos no processo de trabalho. Ele diz que é fato recorrente ver pessoas, independentemente do cargo que exercem, se perguntando ao final do dia, da semana ou do mês o que de fato fizeram naquele espaço de tempo, já que não conseguiram cumprir boa parte das metas traçadas para aquele período. Flavio Maluf diz que isso acontece, sobretudo, pela má utilização do tempo, já que a grande maioria perde minutos e até horas preciosas em atividades que poderiam ser feitas em bem menos tempo ou até mesmo não realizadas, pois algumas são totalmente dispensáveis.

Flavio Maluf cita dois grandes vilões nessa questão, as reuniões e os e-mails. As primeiras são consideradas negativas ou desnecessárias a partir do momento que se tornam ociosas, seja no sentido do rendimento em si ou por ocuparem o tempo de quem não precisaria de fato participar delas, já que é comum nessas reuniões a presença de pessoas que não têm nada a acrescentar ou simplesmente passam todo o tempo com a atenção voltada para qualquer outro assunto, o que é fator de grande relevância para que a produtividade das reuniões seja afetada de forma drástica, além de tirá-las de suas atividades naturais, o que representa mais uma diminuição na produção da organização.

Já com os e-mails, Flavio Maluf esclarece que a situação não é muito diferente, pois lidar com eles da forma correta pode ajudar bastante na otimização do tempo. O empresário destaca que aqui existem dois pontos a serem analisados. O primeiro é referente aos contatos vindos de fora das organizações, pois estes são feitos sem nenhum tipo de cuidado em relação a volumes muito grandes ou se tomarão menos ou mais tempo. Por isso, é importante definir quais contatos merecem um feedback e qual o nível de relevância daqueles, já que em alguns casos demandam respostas mais detalhadas, em outros apenas algo muito breve e uma boa parte sequer devem ser lidos, principalmente aqueles relacionados a assuntos nada relevantes para a organização.

Já nas comunicações internas, Flavio Maluf suscita que o grande problema está no fato de serem dadas respostas para e-mails que deveriam apenas serem lidos, ou aquelas serem demasiadamente longas, quando na verdade deveriam ser dadas de forma bastante objetiva. Flavio Maluf diz que isso ocorre porque alguns empregados acham que deixar seus colegas sem uma resposta pode ser entendido como falta de comprometimento, e isso leva alguns a não apenas fazerem comunicações desnecessárias, mas também escreverem textos imensos na tentativa de mostrar interesse e conhecimento do assunto. Nesse ponto, Flavio Maluf finaliza dizendo que esse problema pode ser resolvido com a utilização de aplicativos desenvolvidos para evitarem esses excessos e otimizarem a utilização do tempo.

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