A crise como propulsora do sucesso – Flavio Maluf fala das lições que se deve tirar da situação atual

crise

Grandes oportunidades surgem nas maiores crises. Veja como é possível tirar lições da crise tornando-a propulsora para o sucesso e êxito nos negócios. Isso é o que Flávio Maluf comenta citando exemplos e estímulos de outros empreendedores no evento Ceo Summit SP.

É possível notar um número maior de empreendedores recuarem seus investimentos e deixarem de alavancar os negócios pela influência da crise. De fato, a crise existe, isso não se pode negar. O que não se pode fazer é deixar que a crise seja uma desculpa para não inovar no mercado, comenta Flávio Maluf.

Porém, se formos olhar o outro lado da moeda, é possível também ver inúmeros deles enxergarem a crise que assola o Brasil e mundo como oportunidade para extrair os melhores talentos. E não apenas isso, mas em buscar novos ares e novas estratégias e, assim, fazer com que essa situação seja propulsora para o sucesso. Na verdade, a crise é um ótimo estímulo para a criatividade, inovação e a saída da zona de conforto!

Enquanto muitos desistem, ficam desanimados, o empreendedor que deseja obter sucesso em meio a crise, continua avançando, sem desistir, é o que incentiva Flávio Maluf. Grande número de profissionais brasileiros qualificados estão saindo do Brasil. Cerca de 1,5 mil profissionais brasileiros qualificados deixaram o Brasil entre 2014 e 2015 para trabalharem no exterior. Esse fato curioso determina que uma das maiores motivações, certamente, é a crise que se instalou nesse período e que ainda se encontra.

Esses dados foram coletados por meio de uma pesquisa nas empresas multinacionais que existe feita pela Global Line em parceria com Worldwide ERC, informa Flávio Maluf. De acordo com um dos sócios da Global Line, Marcelo Ribeiro, esse reflexo só pode ser por causa crise, pois todos os anos são feitos esse tipo de pesquisa, mas esse ano foi o único que trouxe dados tão intensos.

Para que fique mais claro, Flávio Maluf descreve alguns dados importantes que foram obtidas dessa pesquisa conforme a seguir:

  • As respostas foram obtidas da área de Recursos Humanos de 220 multinacionais;
  • As multinacionais referidas enquadram-se instaladas no Brasil tanto as empresas estrangeiras com sedes no Brasil como as que fazem operações globais;
  • São multinacionais grandiosas com cerca de 53% com mais de 10 mil colaboradores;
  • 76% dessas multinacionais possuem sedes no exterior.

Ainda se tratando das razões que levaram a exportar esses colaboradores mais qualificados do Brasil para o exterior há pelo menos duas, segundo Natacha La Farciola, analista de uma empresa multinacional no segmento de montadora atuando em Recursos Humanos, que Flavio Maluf repassa:

  1. Esses profissionais buscam carreira mais sólida, estrutural e internacional, já que não veem futuro no país;
  2. As empresas querem economizar. Ao enviar um profissional, o seu custo vai junto, o que traz economia para a empresa local no país nesse momento de crise e recessão.

Então, pode-se notar que foram adotadas medidas a fim de minimizar os impactos da crise nas multinacionais, conclui Flavio Maluf.  O que as empresas não queriam era demitir esses talentos tão essenciais para o desenvolvimento dos negócios, e por isso, exportá-los tornou-se possível encorajar a carreira deles ao mesmo tempo em que não iria perdê-los, o que seria desvantajoso para as multinacionais, acrescenta Flavio Maluf.

Quais lições podem ser tiradas em meio a crise? É o que comenta Flavio Maluf! Os eventos ocorridos nestes últimos dias, Ceo Summit São Paulo, geraram grande impacto sobre um dos temas mais abordados atualmente, a crise econômica que assola o Brasil. Não se fala em outro assunto entre as empresas e empreendedores, diz Flavio Maluf, que buscam alternativas para reverter os efeitos desastrosos da recessão econômica no país.  E por isso esse foi um dos temas mais relevantes a fim de encorajar e estimular ao crescimento dos negócios, mesmo enfrentando a crise global. Assim, nada mais justo que tirar lições de empresas que passaram por situações semelhantes e conseguiram obter êxito e sucesso.

O que se pode tirar de grande lição com essa crise? Pergunta Flavio Maluf.

Vejamos mais detalhes de grandes empreendedores!

  1. “A crise traz muitas oportunidades” – Guibert Englebienne

O argentino Guibert Englebienne começa seu discurso com essa frase acima incentivando os gestores, empreendedores a não desanimarem, mas a verem como oportunidade. Ele é co-fundador da Globant, uma empresa atuante no segmento de tecnologia. Durante esse evento do Summit, ele relembra o início da fundação da empresa, a qual foi em um período de grande crise também na Argentina, informa Flavio Maluf. E para contê-la, tiveram que buscar mercados globais como falar 100% inglês e entrar em um avião conectando-os ao mercado meritocrático, algo que para eles era um enorme desafio!

Em se tratando da multinacional Globant, essa empresa atua em sete países tendo clientes renomados como Fox, Petrobrás e Coca-cola, além de terem ações nas bolsas de Nova Iorque. Ele, Englebienne, ainda anima os brasileiros, comenta Flavio Maluf, dizendo que devem investir na sua equipe, ou seja, torná-la firme e sólida, pois dificilmente ela se acabará.  Também acrescenta a saírem da sua zona de conforto buscando novos horizontes e oportunidades, diz Englebienne.

  1. “O empreendedor deve acreditar nele, apesar de todos contra e mesmo que apanhe dez anos” – Bernardo Ouro Preto

Ouro Preto começou seu discurso injetando ânimo aos empreendedores. Ele é fundador da St. Marche, uma rede de mercados focado na classe média e que possui 18 lojas. A sua história é interessante ao começar a jornada no empreendedorismo, pois não tinha experiência nenhuma nisso e nem mesmo no varejo e tudo era novo para ele, informa Flavio Maluf. Mas mesmo assim, Ouro Preto foi avançando e não levou isso como um desestímulo, pelo contrário, foi aprendendo, tirando lições com os erros, com o que dava certo e não dava, e também com um pé após o outro, sem pressa e desespero, comenta ele. Afirma que para atingir sucesso e satisfazer seus clientes no atendimento e demais atribuições, sempre olha o mercado e as situações com outras perspectivas, Flavio Maluf repassa a sua informação. Ouro Preto cita ainda que seu primeiro gerente contratado na empresa nunca havia tido experiência no varejo, pelo contrário, era habilidoso e estudava artes, finaliza.

  1. “A crise econômica te faz escolher os melhores para sua empresa” – Julia Hartz

Julia também foi uma das que participou do evento Summit em São Paulo e contribuiu abordando fatos ocorridos na empresa.  Ela é cofundadora do app Eventbrite, um aplicativo que foi criado para gerenciar e descobrir os eventos que acontecem mantendo o usuário informado. Esse aplicativo está presente no Brasil e em 20 países.  Flavio Maluf retrata que essa empreendedora relembra o enfrentamento que a Eventbrite passou em 2008, com a recessão econômica nos E.U.A, e relata que foi um grande desafio tentar injetar uma ideia de um app focado não apenas em eventos de grande porte ou em um evento específico. Essa startup precisava de capital e contratar pessoas para se junta à equipe nesse período em que muitos não estavam estimulados para investir em algo novo e relata que não foi fácil. Nesse ano de 2008, não foi um ano em que Eventbrite recebeu investimento. Somente após 2009 e com algumas estratégias consistentes, além de persistência para consolidar a ideia foi que obtiveram sucesso, tendo 6,5 milhões de dólares do primeiro parceiro que investiu, é o que Flavio Maluf informa a todos.

Julia Hartz dá algumas dicas e sugestões aos empreendedores, tais como:

  • Essa é a hora de contratar e manter talentos

Enquanto muitas empresas estão demitindo, aproveitar esse momento para contratar pessoas talentosas, porém mantendo as existentes. Isso soa como um preparo para o que possa vir, contando com uma equipe altamente profissional e comprometida com a empresa.  Ela ainda afirma, diz Flavio Maluf, que foi uma época (época de tremenda crise) em que mais descobriu talentos para sua equipe, e que em outro momento poderia ser que não haveria tido essa mesma experiência e nem como contratá-los posteriormente.

  • Uma maneira de manter os talentos na empresa sempre motivados é criar uma cultura comunicativa.

Julia também conta que não é tão fácil manter esses talentos na empresa e por isso, criou uma cultura com base na comunicação entre gestores, diretores como um todo e vice-versa. O perfil desses talentos é profissional da geração Y, o que se torna crucial manter esse tipo de abordagem já que fazem parte da era da tecnologia digital e internet.

A empresa que se moderniza focando mais na comunicação, que constantemente está se modificando, tende a atingir mais êxito. Muito mais que a entrega de cadernos listando uma gama de informações que nunca muda a respeito da cultura da empresa, comenta Flavio Maluf. Uma cultura comunicativa permite que tanto a empresa como eles possam estar acompanhando as tendências no mercado que se alteram e modificam rapidamente e constantemente, informa Flavio Maluf. Também cria uma responsabilidade individual, ou seja, em que todos participam ativamente e se comprometem em manter sempre as atividades funcionando adequadamente. Dessa forma, ficam mais à vontade para se desenvolverem, termina o discurso de Julia Hartz.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s