Flavio Maluf revela as perguntas feitas por grandes executivos em entrevistas de emprego

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Em tempos de crise e previsões para lá de pessimistas quanto às taxas de desemprego, é imprescindível para todo profissional ficar atento a como se comportar em uma entrevista de emprego, explica Flavio Maluf. Com o grande aumento do acesso da população às universidades um curso de graduação já não é suficiente para garantir uma boa vaga no mercado de trabalho. Às vezes, nem mesmo um currículo recheado de cursos, como MBA, pós-graduação e etc, não é o bastante.

Hoje, muitas empresas estão procurando profissionais que possuem qualidades além daquelas demonstradas nos seus títulos e cursos. Qualidades estas que são adquiridas ao longo da experiência profissional e pessoal de cada um. Por isso, Flavio Maluf separou uma série de perguntas famosas que alguns dos grandes executivos do mundo coorporativo costumam fazer para seus candidatos em entrevistas de emprego.

Se daqui a um ano estivermos aqui comemorando o bom desempenho da empresa, o que teremos atingido juntos?

Esta é uma pergunta que costuma ser feita por Randy Garutti, CEO da Shake Shack, diz Flavio Maluf. O objetivo de tal questionamento é identificar se o profissional tem consciência do posto que almeja e, principalmente, se entende o papel da empresa no mercado.

Diga algo que seja verdade, mas que todos costumam discordar de você.

Segundo Flavio Maluf, este questionamento é frequentemente feito pelo fundador do PayPal, Peter Thiel, que gosta de contar na sua equipe com pessoas de personalidade forte e que não têm medo de falar o que pensam.

Com quantos anos você teve o seu primeiro trabalho remunerado?

Esta pergunta é feita frequentemente por Hannah Paramore, presidente da agência Paramore. Para ela, candidatos que iniciaram cedo no mercado de trabalho, especialmente se por necessidade, demonstram ter maior determinação e responsabilidade do que aqueles que começaram a trabalhar mais tarde.

O que você deixou de incluir no seu currículo?

É claro que um bom currículo é uma porta de entrada para boas entrevistas, mas para Richard Branson, o fundador do Virgin Group, é importante saber o que ficou de fora das qualidades descritas do currículo. Para o executivo, seria uma perda de tempo contratar alguém baseado somente no que a pessoa escreveu sobre ela mesma, cita Flavio Maluf.

Você já precisou resolver um problema complexo? Se sim, qual foi?

Essa é a pergunta costumeiramente feita pelo chefe de Recursos Humanos do Google, Laszlo Bock. Para ele é necessário saber das experiências pessoais de cada candidato e, ainda, entender como ele lida com os seus próprios problemas. Além disso, segundo Bock, a pergunta serve também para inferir o que o candidato à vaga entende por dificuldade.

Qual a sua frase favorita?

Por último, Flavio Maluf cita a pergunta usada muitas vezes por Karen Davis, vice-presidente da Hasbro. Para Davis, é importante não apenas conhecer as qualidades profissionais do candidato e os objetivos que ele possui sobre a sua carreira. Mas também, é necessário compreender a sua fonte de inspiração pessoal e que o move para atingir aquilo que almeja profissionalmente. Karen Davis diz não haver uma resposta certa para esta pergunta, desde que a resposta transmita o senso de paixão e propósito do candidato.

Fonte: Época Negócios

Segundo Flavio Maluf, navegação offline do Google Maps agora está disponível para Androids e iOS

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Anunciada pelo Google em maio deste ano, a navegação offline nos aplicativos do Google Maps já está disponível para usuários de Android e iOS. Com a atualização, o app passa a permitir a busca por lugares sem que haja qualquer conexão com a Internet. O empresário Flavio Maluf ressalta a importância empregada pela empresa em atender diferentes segmentos de mercado.

O recurso é destinado aos usuários de regiões onde o sinal de Internet é fraco. Uma pesquisa promovida pela empresa e feita com 1000 usuários brasileiros constatou que cerca de 40 % já tiveram problemas de conexão durante o uso do aplicativo. Flavio Maluf destaca que muitas pessoas não possuem planos de internet móvel com capacidade de dados suficiente para utilizar o Google Maps, e portanto a atualização atende necessidades do público.

Segundo Flavio Maluf, o app não só permite a visualização dos mapas como também permite as funcionalidades mais relevantes para o usuário, como solicitação de rotas, zoom e a navegação por GPS e orientações de voz. Quando a versão brasileira do app foi lançada, a empresa introduziu a ferramenta Local Business Center, onde qualquer empresa pode se cadastrar para ser encontrada e avaliada no Google Maps. Isso permite um grande acervo de estabelecimentos e empresas que possam interessar o usuário. Para o empresário, o serviço do Google traz o espírito da inovação e atende as principais demandas do público que preza por um produto de pesquisa e visualização de mapas de qualidade.

Flavio Maluf ainda informa que, apesar da funcionalidade para uso offline, é requerida uma conexão prévia com a internet, seja por plano de dados ou por Wi-Fi. É necessário baixar os mapas da região para qual o usuário consultará posteriormente, sendo 50 quilômetros quadrados o limite. Basta pesquisar o endereço e efetuar o download no próprio aplicativo. Cada mapa baixado dura por até 30 dias no armazenamento do smartphone para uso offline, exigindo renovação após o período. Isto ocorre para que possíveis dados desatualizados não prejudiquem a experiência do usuário. Flavio Maluf cita a falta de informações sobre o trânsito em tempo real como a principal diferença de usabilidade entre as versões conectadas e offline. Porém, para o empresário, a ausência da ferramenta não representa um ponto negativo significativo comparando-o às outras inúmeras funcionalidades presentes na nova versão.

Lançado em 2005, o aplicativo tem o Brasil como um dos seus cinco maiores mercados no mundo. Segundo a própria empresa, diversos usuários capturavam as telas dos mapas para utilização sem dados de internet. O Google Maps com funcionalidades offline está disponível para download gratuito nas lojas online Apple App Store, para usuários de iPhone, e Google Play App Store, para usuários Android. O Google é hoje uma das marcas mais poderosas do mundo e seus produtos estão entre os mais consumidos e elogiados em todo o planeta, cita Flavio Maluf. A empresa tem, além do Maps e de sua ferramenta de pesquisa, redes sociais, ferramentas de comunicação e serviços de publicidade, entre outros.

Fonte: Exame

Flavio Maluf apresenta o smartphone da Xiaomi

Com um plano de negócio centrado em vendas apenas pela internet e com marketing nas redes sociais e fóruns, Xiaomi quer atrair público brasileiro oferecendo smartphones a preços mais baixos do mercado. Flavio Maluf traz as informações.

xiaomi

Empresa chinesa no segmento de tecnologia móvel chega ao Brasil pretendendo conquistar público oferecendo smartphones de alto nível, mas com um diferencial: preços mais acessíveis que seus concorrentes como a Apple, conforme reporta Flavio Maluf. É a Xiaomi fundada por Lei Jun em 2010 (mas que lançou seu primeiro aparelho no mercado apenas em 2011) trazendo inovação nos aparelhos móveis e que tem se destacado no mercado. A empresa chinesa garante que o sucesso das altas vendas não vem de propaganda e nem das lojas parceiras. Já em 2014, noticia Flavio Maluf, lidera o mundo com vendas superior ao esperado sendo a terceira fabricante maior no mundo de smartphones:

  • 17,3 milhões de unidades no ano de 2014 (terceiro trimestre).
  • Fechou o ano com 60 milhões de aparelhos vendidos e com receita de aproximadamente US$ 12 bilhões.

Esse grande sucesso é proveniente das vendas realizadas apenas pelo seu site e com respostas aos consumidores em redes sociais e fóruns de discussões, diz o empresário brasileiro Flavio Maluf.  Assim, os clientes tem tido grande satisfação por serem atendidos prontamente, sem demora. Se o usuário quiser um de seus smartphones ou acessórios da marca terá que se dirigir apenas no site.

Flavio Maluf ainda destaca que é importante considerar que o foco central da empresa chinesa Xiaomi é o investimento de acessórios, itens para celulares, hardwares, objetos de entretenimento como jogos eletrônicos e os aparelhos de celulares como os smartphones são apenas uma plataforma de chegar até os usuários servindo como ponte. Mas, os maiores lucros na empresa é oferecer produtos com esse perfil e, por isso, o sucesso de vendas tem sido tão gigantesco chegando a liderar o ranking em toda a Ásia com seus produtos de alta qualidade a preços bem acessíveis.

Dessa forma, com um modelo totalmente original e pioneiro, Xiaomi tem sido a preferência na Ásia, Índia, Indonésia, Taiwan, Filipinas, Cingapura, Hong Kong, Malásia e agora que desbancar as suas vendas no Brasil e espera que o público tenha uma boa aceitação de sua marca, informa Flavio Maluf, o empresário brasileiro.

A Xiaomi se posiciona no 2° lugar no mundo como uma das “empresas mais inteligentes”, segundo a pesquisa realizada pela MIT Technology Review.  A 1ª empresa que lidera o ranking é a Tesla, dos carrões elétricos.

Lei Jun: quem é o fundador da Xiaomi na Ásia

Com um espírito inovador e altamente original, Lei Jun é o fundador da empresa chinesa de smartphone e acessórios da Xiaomi na Ásia. Nasceu em Xiantao, Hubei, na China no dia 16 de dezembro de 1969, mas atualmente reside em Pequim, na China. Tornou-se em 2014 um dos empresários mais ricos da China recebendo a 8ª posição de destaque. Segundo dados da Wikipédia, seu patrimônio líquido de junho de 2015 chegou a US$ 13,5 bilhões é o que revela Flavio Maluf.

Dentre as suas ocupações, destaca Flavio Maluf, de trabalho e experiências estão destacadas:

  • Fundador, presidente e CEO da Xiaomi Inc.
  • Diretor Executivo da Kingsoft
  • Presidente do UCWeb Inc.
  • Fundador da Amazon China
  • Presidente do YY.com
  • Presidente da Grande Muralha Clube.

O patrimônio líquido de Lei Jun é estimado em 35 bilhões de dólares nos EUA desde quando detém 77,8% do Xiaomi, que é uma empresa de US$ 45 bilhões, noticia Flavio Maluf.  Em 2011, Lei Jun foi classificado como 201 na lista da Forbes da China entre os 400 homens mais ricos. Em 2014 , ele foi nomeado como o empresário do ano pela revista Forbes. Tem assim se destacado sobremaneira na Revista Forbes, uma das mais reconhecidas mundialmente. Lei Jun recebeu muitos prêmios de prestígio em sua vida, informa Flavio Maluf. Em 1999, 2000 e 2002 ele foi premiado com o Top 10 como uma das figuras mais brilhantes de TI. Ele foi escolhido como o Top 10 entre as figuras de Games mais bem visto em 2005; Ele foi selecionado pela Televisão Central da China como um dos Top 10 dos Líderes de Negócios do Ano em 2012. Também em 2013 ele foi nomeado como um dos 11 mais poderosos empreendedores de negócios e pessoas na Ásia pelo canal de comunicação famoso, a revista Fortune bem como o prêmio de Empreendedor mais notável pelo seu estilo. Diante de tanta notoriedade, Lei Jun tornou-se um dos homens mais ricos do mundo tendo uma fortuna incrível e um dos empreendedores mais influentes de sua história, destaca Flavio Maluf.

Hugo Barra, o representante da marca Xiaomi no Brasil

Desde muito cedo, Hugo Barra, o representante da marca asiática Xiaomi se interessou pela tecnologia digital se destacando na escola, noticia Flavio Maluf. A partir daí, seu progresso nesse segmento só cresceu investindo seu tempo e energia tendo em conjunto grandes habilidades como boa redação, raciocínio rápido e um cara de pouca conversa. E, assim, nasceu um dos mais importantes líderes nas operações internacionais dos acessórios e smartphones da Xiaomi no Brasil. Ele é o responsável de apresentar a marca e seus produtos para os consumidores e atender ao público de modo geral. Na Ásia, a empresa chinesa já lidera o ranking de vendas e se espera que no Brasil tenha o mesmo efeito de sucesso, destaca Flavio Maluf.

5 indicadores de sucesso da marca Xiaomi na Ásia

Quais os motivos pelos quais a marca chinesa obteve grande preferência dos asiáticos? Flavio Maluf destaca abaixo 5 indicadores que levaram Xiaomi a liderar o ranking de vendas:

  1. Oferece tecnologia similar aos seus concorrentes, mas com um preço bem mais baixo atraindo pessoas a consumir por ser acessível;
  1. O smartphone é apenas uma ponte, mas o que faz a empresa ter bastante lucro é os acessórios periféricos como carregadores e fones de ouvido e serviços como jogos e itens que personalizam o celular;
  1. Redes sociais e participações de fóruns são os únicos meios de veiculação da marca. O seu marketing é centrado em atender seus fãs e dando suporte via mídia social;
  1. Custos bem baixos vendendo apenas em seu site pela internet e nunca faz propaganda em nenhum meio de comunicação e publicidade;
  1. Cresceu 227% com seu plano de negócio peculiar e original.

Assim, é possível observar que o modelo de negócio da empresa chinesa Xiaomi é bem diferenciado e altamente revolucionário contrapondo muitas ideias de que para injetar uma marca é preciso fazer propaganda, publicidade, divulgação acirrada, comenta Flavio Maluf.

Como será o modelo de negócio da Xiaomi no Brasil

Segundo Hugo Barra, representante da marca e mini CEO, o modelo de negócio será semelhante ao usado na Ásia. Flavio Maluf informa que dentre os destaques de como será a gestão é possível listar:

  • Modelos de smartphones com tecnologia e acabamento em um nível igualitário da Samsung e Apple, porém com um valor de um terço mais barato;
  • Vendas feitas exclusivamente (ou quase sempre) pelo site da Xiaomi reduzindo custos com lojas físicas e varejistas;
  • Catálogo com poucos produtos, porém mais específicos e focados a um determinado objeto como fones de ouvidos, carregadores etc
  • A publicidade é feitas somente nas mídias sociais como redes sociais e fóruns;
  • A equipe é enxuta tendo no máximo 20 pessoas operacionalizando as negociações e tramitações dos serviços.

Com isso, percebe-se que a empresa chinesa tem como resultado de tudo isso o melhor custo benefício focando, principalmente, em não custear a produção e nem gastar com divulgações, argumenta Flavio Maluf, empresário brasileiro.

Os maiores desafios que a Xiaomi encontrará no Brasil

Mesmo com todas as vantagens de modelo de negócios para atrair os brasileiros, a empresa chinesa encontrará muitos obstáculos para que suas vendas decolem assim como foi na Ásia.  Dentre os pontos a considerar dos desafios, Flavio Maluf cita:

  • A crise no Brasil pode dificultar a compra já que a previsão de crescimento nesse segmento teve uma caída brusca de 15% para 0%;
  • A associação que o público faz da marca chinesa ser de baixa qualidade tendo uma resistência para comprar os seus produtos;
  • Limitação da venda sendo realizada apenas por via internet já que brasileiros tem uma média de compra apenas de 10%. Há ainda pouca aceitação de compras online;
  • Os brasileiros se apegam às marcas mais renomadas tendo cerca de 80% deles nas mãos de 5 empresas famosas e bem destacadas no mercado.

Os grandes desafios para que a marca Xiaomi cresça no Brasil da mesma forma que cresceu na Ásia é enorme, destaca Flavio Maluf, mas como os chineses são bem espertos e altamente visionários, em especial, o Lei Jun, certamente, nada os impedirá de atrair a clientela e realizar altas vendas conquistando, assim, o mercado de smartphones e acessórios diversos e focados entre os brasileiros.

Fonte: Exame

Flavio Maluf destaca: como funciona a automação da força de trabalho?

Já pensou em uma fábrica automatizada? Com robôs recortando, pintando, montando, pregando parafusos, enfim, atividades que hoje são atribuídas ao ser humano. Para Flavio Maluf, essa realidade está cada vez mais próxima, pelo menos em algumas companhias que já apostam na tecnologia para tarefas geralmente delegadas aos funcionários que realizam atividades manuais.

A SoftWear Automation Inc., “startup” em que engenheiros promete modificar o segmento de vestuário. A produção é automatizada, assim as peças serão feitas em unidades fabris por robôs, controlados por uma pequena equipe de supervisores. Atualmente, os robôs realizam tarefas mais simples, a exemplo da costura de bordas de tapetes ou ao redor dos botões. Trata-se do SewBots, que ainda não é capaz de realizar tarefas um pouco mais complexas como juntar tecidos e costurá-los em uma peça ainda não são possíveis. Segundo a SoftWear, o sistema ainda não pode produzir uma roupa completa, contudo a startup pretende chegar a este ponto já em 2016. Flavio Maluf enfatiza o interesse do setor na tecnologia, entretanto elas ainda estão tímidas. O que vale também para outras aplicações tecnológicas como impressoras 3D e outras formas de automação. Apesar do progresso seja experimental, nos próximos anos, os ganhos podem representar uma redução expressiva necessidade de trabalhadores em diferentes áreas.

Em um relatório apresentado em 2013 pela Gartner Inc, os analistas afirmaram que: “Em 2030, 90% dos trabalhos que conhecemos hoje serão executados por máquinas inteligentes”. Para Flavio Maluf, as máquinas vão evoluir para níveis acima da automação de tarefas básicas, se tornando sistemas avançados de autoaprendizagem que copiam as ações e o cérebro humano. Já o professor Vivek Wadhwa da Universidade de Stanford é mais preciso e afirma que até 2050 as máquinas poderão, provavelmente, realizar todas as tarefas que fazemos manualmente. “Quanto mais olho para frente, mais me convenço que os empregos não terão mais a ver com subsistência.”

Entre as ferramentas mais comuns que os robôs industriais desempenham estão suspender cargas pesadas, aplicar cola, pintar, aplicar revestimentos entre outras. Para Flavio Maluf, apesar da desvantagem de não poder tomar decisões, os robôs levantam cargas mais pesadas que os humanos podem carregar, além de serem mais precisos. Diferente de algumas pessoas, os robôs fazem exatamente o que lhes ordenam e sem contar que podem trabalhar por 24 horas sem parar.

O fácil acesso a produtos como smartphones, videogames e demais eletrônicos reduziu custos de componentes e demais partes de robôs, além de sensores, câmeras e dispositivos capazes de aumentar a capacidade de processamento de grandes volumes de informação, afirma Larry Sweet, professor de robótica do Instituto de Tecnologia da Georgia. Ele enfatiza que ferramentas como o reconhecimento de voz dos gadgets irão permitir que os robôs, em um futuro próximo, possam a receber ordens ditas por uma pessoa, sem necessidade de códigos.  Flavio Maluf ressalta que os principais desafios são as limitações tecnológicas, sobretudo em um cenário em que os robôs colaboradores possam atuar junto com pessoas. Enquanto os robôs realizam as atividades que exigem mais força e precisão, as pessoas entram com a destreza para unir peças e a capacidade senso para resolver problemas.

Fonte: Wall Street Journal

Flavio Maluf: por dentro da Lego

Maior empresa de brinquedos do planeta, a Lego tem total domínio sobre o ramo, pois além de ser a marca mais valiosa do setor e a líder do mercado, também obtém o maior lucro entre as empresas que atuam no segmento em todo o mundo atualmente. Além disso, como ressalta o empresário brasileiro Flavio Maluf, a organização é fonte de inspiração para muitos designers ao redor do mundo, já que eles usam a imaginação e as peças da marca para criarem cópias fiéis.

Lego

Entretanto, também acontecem fatos negativos envolvendo a empresa, já que, até pelo seu tamanho e representatividade, ela chama a atenção de ladrões, que roubam e vendem ilegalmente na internet os blocos criados pela Lego. Flavio Maluf destaca que a empresa tenta evitar que coisas do gênero aconteçam, pois situações assim dão prejuízo direto para a marca e mancham seu nome. Em 2014, nos Estados Unidos, foram encontradas milhões de peças de Lego que haviam sido roubadas, todos esses blocos recuperados pela polícia foram avaliados em cerca de 300 milhões de dólares.
Flavio Maluf dimensiona a grandeza da organização dizendo que são tantas peças criadas e comercializadas, que se fossem divididas igualmente para cada habitante da terra, cada um ficaria com aproximadamente 86 blocos. A Lego cria 1.140 peças por segundo, o que dá mais de 68.000 por minuto e cerca de 36 bilhões em apenas um ano. Além disso, a marca tem mais de 4.200 modelos distintos de peças, que podem ser produzidas com até 58 cores diferentes. Isso serve apenas para exemplificar o potencial da empresa, afinal, é muito raro que alguém possua toda essa coleção, até porque, isso não é necessário, já que, segundo a própria Lego, com apenas seis blocos com oito pinos, mesmo que da mesma tonalidade, é possível fazer mais de 900 milhões de compilações díspares.

A qualidade da produção da empresa é outro fator que merece destaque, pois em cada milhão de blocos que é produzido pela Lego apenas 18 ficam abaixo do padrão de qualidade exigido. Isso levou a marca a ter um aumento de 15% em seus lucros em 2014, o que levou a companhia dinamarquesa a se tornar a maior do mundo no setor, ultrapassando a Mattel, que era a líder até 2013. Flavio Maluf destaca que a empresa tem fábricas em quatro países e comercializa suas peças em mais de 130 nações. Todo o sucesso alcançado nos últimos tempos também fez a organização se tornar nesse ano a marca mais poderosa do mundo, posto que era ocupado pela Ferrari. No Brasil, a companhia já está presente há quase trinta anos e é representada pela MCassab.

Flavio Maluf também dá ênfase para a preocupação que a empresa tem com a natureza, já que no meio desse ano a Lego se mostrou empenhada em diminuir a emissão de carbono provocada pela produção de suas peças ao anunciar que vai investir quase 150 milhões de dólares em inovações com o intuito de tornar suas atividades menos prejudiciais ao meio ambiente.

Confira, com Flavio Maluf, quais são as 50 empresas mais inovadoras do mundo segundo o MIT

As pessoas dizem que o mundo não é mais como antigamente e elas estão mais que certas. Muita coisa mudou, o comportamento, a educação, o modo de se divertir, a rotina doméstica, a rotina no trabalho, os meios de comunicação e os de transporte, e por aí vai uma infinita lista de novas criações. Grande parte da responsabilidade das transformações do mundo é por conta das empresas de tecnologia, diz o empresário brasileiro, presidente das empresas Eucatex, Flavio Maluf. Há alguns anos, elas vêm mudando a rotina das pessoas. O empresário informa que, este ano, o Instituto de Tecnologia de Massachusets (MIT), um centro universitário de educação e pesquisa privado dos Estados Unidos, fez um ranking das 50 companhias mais inovadoras de 2015.

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Empresas de energia, biotecnologia, tratamentos genéticos, realidade virtual, comunicações, internet e mídias digitais, transporte e computação estão entre as mais inteligentes transformando o mundo em 2015. Algumas investem na consciência ambiental, outras no tratamento de doenças, entre tantas outras ideias, mas todas se destacam pela inovação, criatividade e eficiência.

Flavio Maluf indica que a primeira do ranking é a Tesla Motors, fabricante de baterias de lítio. Fundada em 2003, ela é uma marca de automóveis norte-americana, que desenvolve e vende veículos elétricos de alta performance. A Tesla Motors expandiu sua tecnologia de carros elétricos para usos comerciais e residenciais, fazendo com que as maiores companhias de lítio aumentassem a produção do material para atender à demanda da empresa. Segundo informações do Mit, a empresa pretende investir 5 bilhões de dólares em uma fábrica gigante de baterias em Nevada, nos Estados Unidos.
A segunda está avaliada em 45 bilhões de dólares em valor de mercado e foca no crescimento de serviços voltados aos usuários. A Xiaomi é uma fabricante chinesa de smartphones que, só pra ter uma ideia, desbancou a Samsung na china. Além disso, em menos de um ano de mercado tornou-se a segunda maior produtora de tecnologia vestível do mundo.

Em terceiro vem a Illumina, empresa americana que fabrica máquinas de sequenciamento do código genético. A estimativa é que quase 1,6 milhões de genomas sejam decodificados até 2017. Contudo, o que coloca a empresa na lista do MIT, segundo Flavio Maluf, não é a rapidez do sequenciamento, mas sim a ampliação do uso desses dados. A empresa passou a aplicar as informações sobre o DNA que recolhe em processos em hospitais e clínicas de tratamento de câncer.

Logo em seguida está o grupo Chinês Alibaba. Flavio Maluf destaca que a empresa é a maior varejista online do mundo. Levantando 25 bilhões de dólares ela protagonizou o maior IPO da história. Segundo o fundador Jack Ma, a intenção é dobrar seu volume de transações para mais de 1 trilhão de dólares em cinco anos.

Inovando na área da saúde vem a empresa que ocupa o quinto lugar da lista. A companhia americana Counsyl criou um teste de DNA mais barato, que torna mais acessível à população os exames preventivos. A inovação possibilita que casais pesquisem a incidência de doenças e diminuam os riscos de gerar um bebê doente. De acordo com dados do Instituto de Tecnologia de Massachusets cerca de 3,6% dos casais norte-americanos realizam os testes da Counsyl antes de tentar conceber.

A preocupação com o meio ambiente não fica de fora do ranking, na sexta posição está a empresa privada SunEdison, também dos Estados Unidos. Segundo Flavio Maluf, ela está expandindo sua atuação rapidamente, para abastecer países em desenvolvimento com energia renovável. Iniciativa extraordinária, já que dados do MIT apontam que 1,1 bilhão de pessoas no mundo não têm acesso a energia elétrica.

A Tencent Holdings, empresa chinesa que cria aplicativos de mensagens, como WeChat e QQ, e jogos para computadores e celulares, é o maior o grupo de serviços da internet na China e está no sétimo lugar da lista do MIT. E Mais uma vez dentro da área da saúde, logo após a chinesa Tencent, está a americana Juno Therapeutics contra células cancerígenas. A empresa é formada por pesquisadores de diferentes centros acadêmicos e investe em modificar as células do sistema imunológico do paciente para atacar as células doentes.

O meio ambiente está representado também pela nona colocada, a SolarCity. A expectativa é levar a energia solar para o maior número possível de consumidores, através da instalação de painéis solares de graça, cobrando apenas uma parcela pela energia usada. Nos Estados Unidos, cerca de 177 mil casas já têm os painéis solares da empresa, informa Flavio Maluf. E quem nunca ouviu falar na Netflix certamente não gosta do ramo de filmes e séries de TV. A companhia aparece em décimo lugar com um valor de mercado de 25,5 bilhões de dólares. Além de veicular conteúdo, a Netflix se destaca pela produção dos próprios filmes e séries.

Em seguida, em 11º e 12º, estão a OvaScience que desenvolve tratamentos para desacelerar o relógio biológico feminino e atrasar a infertilidade, e o famoso Google com a Projeto Loon. A intenção é melhorar a conexão da internet principalmente para as áreas rurais e desérticas. Os robôs Kiva da empresa multinacional de comércio eletrônico dos Estados Unidos, prometem agilizar as entregas e conquistaram o 13º lugar do ranking do MIT.

Flavio Maluf salienta que as inovações são muitas, e distribuídas nas mais diversas áreas. Uma capinha de iPhone com dois eletrodos, o chamado aparelho da AliveCor, pode medir os batimentos cardíacos. A Gliead Sciences, empresa de biofarmacologia americana, é a primeira a vender comprimidos que podem curar a maior parte dos casos de hepatite C. O novo relógio inteligente e a carteira Apple Pay do iPhone dão à Apple o 16º lugar. A primeira impressora 3D de produtos eletrônicos, da empresa americana Voxel8; a tecnologia de dessalinização e reuso de água em indústrias, minas, refinarias e na agricultura, da israelense IDE Technologies; o uso da biologia molecular e celular para fabricar medicamentos para doenças graves, da empresa Bio americana, Amgen; as baterias da Aquion Energy que são uma maneira mais barata, fácil e limpa de armazenar energia solar e eólica; todas na lista de ideias inovadoras e inteligentes do Instituto de Tecnologia de Massachusets.

O Baidu, segundo maior site de busca do mundo; a Space X, empresa de transporte espacial dos Estados Unidos; a Sakti3; a Freescale Semiconductor; a Universal Robots; a farmacêutica Bristol-Myers Squibb; a Teladoc, que conecta pacientes e médicos pela internet; a NVIDIA, empresa americana que fabrica peças de computador; preenchem o ranking da 21ª à 28ª posição.

Em 29º lugar está o “queridinho” no campo das redes sociais, o Facebook. A companhia de Mark Zuckerberg, segundo o empresário brasileiro Flavio Maluf, está na lista por conta dos investimentos em aplicativos e notícias. O Facebook tem cerca de 1,44 bilhões de usuários mensais ativos e transmite notícias dos maiores veículos de comunicação do mundo.

O 30º lugar é da empresa Alnylam, cujos seus fundadores ganharam o Prêmio Nobel por uma descoberta feita em 1998. O RNA, produzido pelo DNA, é responsável pela síntese de proteínas dentro da célula. Alguns tipos de RNA poderiam “desligar” alguns genes. A empresa, atualmente, está testando seis medicamentos diferentes para atuar na produção de proteínas, com a intenção de reverter doenças graves que não podem ser curadas pelos remédios já existentes.

O segundo robô da empresa americana Rethink Robotics, Sawyer, que deverá trabalhar em conjunto com humanos em linhas de produção, rendeu à Rethink a 31ª posição. A lâmpada LEP que promete durar uma década, deu a Philips a 32ª. As batatas modificadas da empresa Cellectis eliminam o processo relacionado à acrylamida, substância que pode ser cancerígena. A empresa entusiasmou os amantes das batatas fritas preocupados com a saúde, e levou o 33º lugar na lista do MIT, diz Flavio Maluf. A terapia genética desenvolvida pela americana Bluebird Bio, que pode ajudar a curar doenças graves, está em 34º. A empresa alemã ThyssenKrupp quer usar levitação magnética para mover os elevadores não só para cima e para baixo, mas também para os lados, a ideia conquistou o 35º lugar do ranking.

De 36ª a 40ª posição estão, respectivamente, a plataforma de comunicação corporativa Slack; o aplicativo de mensagem Line; a inglesa Improbable, que quer movimentar o mundo virtual dos jogos; os supercomputadores da empresa americana Enlitic, que prometem identificar possíveis tumores analisando imagens; e a Coinbase, empresa que realiza pagamentos eletrônicos feitos com a moeda virtual.

Completam o ranking do MIT a alemã HaCon, que desenvolve soluções para trânsito, transportes e logística; a 3D Systems, que apresentou uma impressora capaz de imprimir chocolate; a companhia italiana Generali, de seguros de saúde; a Intrexon, que planeja tornar os remédios, feitos a partir de proteínas, muito mais baratos; a DNAnexus, que colabora com pesquisadores, farmacêuticas e outras empresas para armazenar as informações genéticas no serviço de nuvem da Amazon; o supercomputador cognitivo Watson, da americana IBM, que usa sua inteligência no diagnóstico do câncer; a Snapchat, aplicativo de imagens, vídeos e mensagens; a HoloLens novos óculos de realidade aumentada da Microsoft, que poderão trazer hologramas de pessoas reais para dentro da casa de usuários; as baterias ultra finas da Imprint Energy, que podem ser recarregadas, para uso em aparelhos, como pulseiras, óculos ou fones de ouvido; e, finalmente, e apesar da reação negativa dos taxistas, o Uber, sistema que conecta usuários a motoristas profissionais.