Confira, com Flavio Maluf, quais são as 50 empresas mais inovadoras do mundo segundo o MIT

As pessoas dizem que o mundo não é mais como antigamente e elas estão mais que certas. Muita coisa mudou, o comportamento, a educação, o modo de se divertir, a rotina doméstica, a rotina no trabalho, os meios de comunicação e os de transporte, e por aí vai uma infinita lista de novas criações. Grande parte da responsabilidade das transformações do mundo é por conta das empresas de tecnologia, diz o empresário brasileiro, presidente das empresas Eucatex, Flavio Maluf. Há alguns anos, elas vêm mudando a rotina das pessoas. O empresário informa que, este ano, o Instituto de Tecnologia de Massachusets (MIT), um centro universitário de educação e pesquisa privado dos Estados Unidos, fez um ranking das 50 companhias mais inovadoras de 2015.

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Empresas de energia, biotecnologia, tratamentos genéticos, realidade virtual, comunicações, internet e mídias digitais, transporte e computação estão entre as mais inteligentes transformando o mundo em 2015. Algumas investem na consciência ambiental, outras no tratamento de doenças, entre tantas outras ideias, mas todas se destacam pela inovação, criatividade e eficiência.

Flavio Maluf indica que a primeira do ranking é a Tesla Motors, fabricante de baterias de lítio. Fundada em 2003, ela é uma marca de automóveis norte-americana, que desenvolve e vende veículos elétricos de alta performance. A Tesla Motors expandiu sua tecnologia de carros elétricos para usos comerciais e residenciais, fazendo com que as maiores companhias de lítio aumentassem a produção do material para atender à demanda da empresa. Segundo informações do Mit, a empresa pretende investir 5 bilhões de dólares em uma fábrica gigante de baterias em Nevada, nos Estados Unidos.
A segunda está avaliada em 45 bilhões de dólares em valor de mercado e foca no crescimento de serviços voltados aos usuários. A Xiaomi é uma fabricante chinesa de smartphones que, só pra ter uma ideia, desbancou a Samsung na china. Além disso, em menos de um ano de mercado tornou-se a segunda maior produtora de tecnologia vestível do mundo.

Em terceiro vem a Illumina, empresa americana que fabrica máquinas de sequenciamento do código genético. A estimativa é que quase 1,6 milhões de genomas sejam decodificados até 2017. Contudo, o que coloca a empresa na lista do MIT, segundo Flavio Maluf, não é a rapidez do sequenciamento, mas sim a ampliação do uso desses dados. A empresa passou a aplicar as informações sobre o DNA que recolhe em processos em hospitais e clínicas de tratamento de câncer.

Logo em seguida está o grupo Chinês Alibaba. Flavio Maluf destaca que a empresa é a maior varejista online do mundo. Levantando 25 bilhões de dólares ela protagonizou o maior IPO da história. Segundo o fundador Jack Ma, a intenção é dobrar seu volume de transações para mais de 1 trilhão de dólares em cinco anos.

Inovando na área da saúde vem a empresa que ocupa o quinto lugar da lista. A companhia americana Counsyl criou um teste de DNA mais barato, que torna mais acessível à população os exames preventivos. A inovação possibilita que casais pesquisem a incidência de doenças e diminuam os riscos de gerar um bebê doente. De acordo com dados do Instituto de Tecnologia de Massachusets cerca de 3,6% dos casais norte-americanos realizam os testes da Counsyl antes de tentar conceber.

A preocupação com o meio ambiente não fica de fora do ranking, na sexta posição está a empresa privada SunEdison, também dos Estados Unidos. Segundo Flavio Maluf, ela está expandindo sua atuação rapidamente, para abastecer países em desenvolvimento com energia renovável. Iniciativa extraordinária, já que dados do MIT apontam que 1,1 bilhão de pessoas no mundo não têm acesso a energia elétrica.

A Tencent Holdings, empresa chinesa que cria aplicativos de mensagens, como WeChat e QQ, e jogos para computadores e celulares, é o maior o grupo de serviços da internet na China e está no sétimo lugar da lista do MIT. E Mais uma vez dentro da área da saúde, logo após a chinesa Tencent, está a americana Juno Therapeutics contra células cancerígenas. A empresa é formada por pesquisadores de diferentes centros acadêmicos e investe em modificar as células do sistema imunológico do paciente para atacar as células doentes.

O meio ambiente está representado também pela nona colocada, a SolarCity. A expectativa é levar a energia solar para o maior número possível de consumidores, através da instalação de painéis solares de graça, cobrando apenas uma parcela pela energia usada. Nos Estados Unidos, cerca de 177 mil casas já têm os painéis solares da empresa, informa Flavio Maluf. E quem nunca ouviu falar na Netflix certamente não gosta do ramo de filmes e séries de TV. A companhia aparece em décimo lugar com um valor de mercado de 25,5 bilhões de dólares. Além de veicular conteúdo, a Netflix se destaca pela produção dos próprios filmes e séries.

Em seguida, em 11º e 12º, estão a OvaScience que desenvolve tratamentos para desacelerar o relógio biológico feminino e atrasar a infertilidade, e o famoso Google com a Projeto Loon. A intenção é melhorar a conexão da internet principalmente para as áreas rurais e desérticas. Os robôs Kiva da empresa multinacional de comércio eletrônico dos Estados Unidos, prometem agilizar as entregas e conquistaram o 13º lugar do ranking do MIT.

Flavio Maluf salienta que as inovações são muitas, e distribuídas nas mais diversas áreas. Uma capinha de iPhone com dois eletrodos, o chamado aparelho da AliveCor, pode medir os batimentos cardíacos. A Gliead Sciences, empresa de biofarmacologia americana, é a primeira a vender comprimidos que podem curar a maior parte dos casos de hepatite C. O novo relógio inteligente e a carteira Apple Pay do iPhone dão à Apple o 16º lugar. A primeira impressora 3D de produtos eletrônicos, da empresa americana Voxel8; a tecnologia de dessalinização e reuso de água em indústrias, minas, refinarias e na agricultura, da israelense IDE Technologies; o uso da biologia molecular e celular para fabricar medicamentos para doenças graves, da empresa Bio americana, Amgen; as baterias da Aquion Energy que são uma maneira mais barata, fácil e limpa de armazenar energia solar e eólica; todas na lista de ideias inovadoras e inteligentes do Instituto de Tecnologia de Massachusets.

O Baidu, segundo maior site de busca do mundo; a Space X, empresa de transporte espacial dos Estados Unidos; a Sakti3; a Freescale Semiconductor; a Universal Robots; a farmacêutica Bristol-Myers Squibb; a Teladoc, que conecta pacientes e médicos pela internet; a NVIDIA, empresa americana que fabrica peças de computador; preenchem o ranking da 21ª à 28ª posição.

Em 29º lugar está o “queridinho” no campo das redes sociais, o Facebook. A companhia de Mark Zuckerberg, segundo o empresário brasileiro Flavio Maluf, está na lista por conta dos investimentos em aplicativos e notícias. O Facebook tem cerca de 1,44 bilhões de usuários mensais ativos e transmite notícias dos maiores veículos de comunicação do mundo.

O 30º lugar é da empresa Alnylam, cujos seus fundadores ganharam o Prêmio Nobel por uma descoberta feita em 1998. O RNA, produzido pelo DNA, é responsável pela síntese de proteínas dentro da célula. Alguns tipos de RNA poderiam “desligar” alguns genes. A empresa, atualmente, está testando seis medicamentos diferentes para atuar na produção de proteínas, com a intenção de reverter doenças graves que não podem ser curadas pelos remédios já existentes.

O segundo robô da empresa americana Rethink Robotics, Sawyer, que deverá trabalhar em conjunto com humanos em linhas de produção, rendeu à Rethink a 31ª posição. A lâmpada LEP que promete durar uma década, deu a Philips a 32ª. As batatas modificadas da empresa Cellectis eliminam o processo relacionado à acrylamida, substância que pode ser cancerígena. A empresa entusiasmou os amantes das batatas fritas preocupados com a saúde, e levou o 33º lugar na lista do MIT, diz Flavio Maluf. A terapia genética desenvolvida pela americana Bluebird Bio, que pode ajudar a curar doenças graves, está em 34º. A empresa alemã ThyssenKrupp quer usar levitação magnética para mover os elevadores não só para cima e para baixo, mas também para os lados, a ideia conquistou o 35º lugar do ranking.

De 36ª a 40ª posição estão, respectivamente, a plataforma de comunicação corporativa Slack; o aplicativo de mensagem Line; a inglesa Improbable, que quer movimentar o mundo virtual dos jogos; os supercomputadores da empresa americana Enlitic, que prometem identificar possíveis tumores analisando imagens; e a Coinbase, empresa que realiza pagamentos eletrônicos feitos com a moeda virtual.

Completam o ranking do MIT a alemã HaCon, que desenvolve soluções para trânsito, transportes e logística; a 3D Systems, que apresentou uma impressora capaz de imprimir chocolate; a companhia italiana Generali, de seguros de saúde; a Intrexon, que planeja tornar os remédios, feitos a partir de proteínas, muito mais baratos; a DNAnexus, que colabora com pesquisadores, farmacêuticas e outras empresas para armazenar as informações genéticas no serviço de nuvem da Amazon; o supercomputador cognitivo Watson, da americana IBM, que usa sua inteligência no diagnóstico do câncer; a Snapchat, aplicativo de imagens, vídeos e mensagens; a HoloLens novos óculos de realidade aumentada da Microsoft, que poderão trazer hologramas de pessoas reais para dentro da casa de usuários; as baterias ultra finas da Imprint Energy, que podem ser recarregadas, para uso em aparelhos, como pulseiras, óculos ou fones de ouvido; e, finalmente, e apesar da reação negativa dos taxistas, o Uber, sistema que conecta usuários a motoristas profissionais.

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