Flavio Maluf destaca: como funciona a automação da força de trabalho?

Já pensou em uma fábrica automatizada? Com robôs recortando, pintando, montando, pregando parafusos, enfim, atividades que hoje são atribuídas ao ser humano. Para Flavio Maluf, essa realidade está cada vez mais próxima, pelo menos em algumas companhias que já apostam na tecnologia para tarefas geralmente delegadas aos funcionários que realizam atividades manuais.

A SoftWear Automation Inc., “startup” em que engenheiros promete modificar o segmento de vestuário. A produção é automatizada, assim as peças serão feitas em unidades fabris por robôs, controlados por uma pequena equipe de supervisores. Atualmente, os robôs realizam tarefas mais simples, a exemplo da costura de bordas de tapetes ou ao redor dos botões. Trata-se do SewBots, que ainda não é capaz de realizar tarefas um pouco mais complexas como juntar tecidos e costurá-los em uma peça ainda não são possíveis. Segundo a SoftWear, o sistema ainda não pode produzir uma roupa completa, contudo a startup pretende chegar a este ponto já em 2016. Flavio Maluf enfatiza o interesse do setor na tecnologia, entretanto elas ainda estão tímidas. O que vale também para outras aplicações tecnológicas como impressoras 3D e outras formas de automação. Apesar do progresso seja experimental, nos próximos anos, os ganhos podem representar uma redução expressiva necessidade de trabalhadores em diferentes áreas.

Em um relatório apresentado em 2013 pela Gartner Inc, os analistas afirmaram que: “Em 2030, 90% dos trabalhos que conhecemos hoje serão executados por máquinas inteligentes”. Para Flavio Maluf, as máquinas vão evoluir para níveis acima da automação de tarefas básicas, se tornando sistemas avançados de autoaprendizagem que copiam as ações e o cérebro humano. Já o professor Vivek Wadhwa da Universidade de Stanford é mais preciso e afirma que até 2050 as máquinas poderão, provavelmente, realizar todas as tarefas que fazemos manualmente. “Quanto mais olho para frente, mais me convenço que os empregos não terão mais a ver com subsistência.”

Entre as ferramentas mais comuns que os robôs industriais desempenham estão suspender cargas pesadas, aplicar cola, pintar, aplicar revestimentos entre outras. Para Flavio Maluf, apesar da desvantagem de não poder tomar decisões, os robôs levantam cargas mais pesadas que os humanos podem carregar, além de serem mais precisos. Diferente de algumas pessoas, os robôs fazem exatamente o que lhes ordenam e sem contar que podem trabalhar por 24 horas sem parar.

O fácil acesso a produtos como smartphones, videogames e demais eletrônicos reduziu custos de componentes e demais partes de robôs, além de sensores, câmeras e dispositivos capazes de aumentar a capacidade de processamento de grandes volumes de informação, afirma Larry Sweet, professor de robótica do Instituto de Tecnologia da Georgia. Ele enfatiza que ferramentas como o reconhecimento de voz dos gadgets irão permitir que os robôs, em um futuro próximo, possam a receber ordens ditas por uma pessoa, sem necessidade de códigos.  Flavio Maluf ressalta que os principais desafios são as limitações tecnológicas, sobretudo em um cenário em que os robôs colaboradores possam atuar junto com pessoas. Enquanto os robôs realizam as atividades que exigem mais força e precisão, as pessoas entram com a destreza para unir peças e a capacidade senso para resolver problemas.

Fonte: Wall Street Journal

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