Flavio Maluf explica fusão entre a GVT e a Vivo

O conselho diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgou recentemente, no final de fevereiro, a aprovação da compra da GVT pelo Grupo Telefônica, responsável pela Vivo. Apesar da negociação ter sido fechada em meados de setembro, o processo ainda precisava ser aprovado por determinadas entidades regulatórias, sendo a Anatel uma delas, informa o empresário Flavio Maluf.

Um dos conselheiros relatores da Anatel, Igor Vilas Boas de Freitas, determinou a anuência prévia em relação ao controle integral da GVT pelo Grupo Telefônica, contudo, foram estabelecidas algumas condições. A principal delas é de que a Vivo deve manter, por um período mínimo de 18 meses, todos os contratos firmados com os antigos assinantes da GVT. Além disso, entre as condições estabelecidas, uma delas é de grande interesse para os clientes que moram em regiões que ainda não são cobertas por nenhuma das duas empresas: a Vivo precisará elaborar um plano de expansão dos serviços oferecidos pela operadora, que envolva no mínimo 10 novas localidades, para posteriormente apresentá-lo para a para a Anatel. Todavia, esses municípios não podem fazer parte do estado de São Paulo, pelo fato da Vivo ter assumido as operações estatais de comunicações que cobrem toda a região, comenta Flavio Maluf.

Segundo um comunicado divulgado pelo Grupo Telefônica, informa o empresário Flavio Maluf, a empresa reafirma o que foi estabelecido pela Anatel, confirmando que os clientes da GVT não precisam se preocupar pois não haverão alterações em seus produtos e serviços. De acordo com a empresa, apenas o nome será modificado a partir do dia 15 de abril, mas todos os preços e condições contratadas permanecem iguais. Em setembro do ano passado, o Grupo Telefônica já havia submetido à análise da Anatel um plano de restruturação societária da empresa. O principal objetivo dessa restruturação é unificar todos os serviços de telecomunicações oferecidos pela empresa e, consequentemente, simplificar a sua infraestrutura organizacional, através de uma integração completa dos negócios da GVT.

O Grupo Telefônica, que em 2011 adquiriu a Vivo, está se tornando um dos maiores conglomerados de comunicação do mundo, noticia Flavio Maluf. Presente em 21 países e com cerca de 125 mil empregados pelo mundo, o grupo registrou uma receita de 47,2 bilhões de euros no ano de 2015. No Brasil, a Telefônica já é a maior empresa de telecomunicações, com nada menos de que 96,8 milhões de clientes, sendo que desses, cerca de 73,3 milhões são assinantes de operação móvel, segmento no qual a empresa detém o maior market share do país. Os outros 23,6 milhões de clientes da empresa no país são assinantes de operação fixa, que no momento funciona apenas no estado de São Paulo. Atuando no Brasil desde 1998, o país representa a maior operação mundial do Grupo em número total de clientes.

De acordo com dados do final do ano de 2015, o Grupo Telefônica fornece acesso à rede 3G em mais de 3,5 mil cidades, ultrapassando em quase 50% a quantidade de cidades cobertas pelo empresa que ocupa atualmente a segunda posição nesse setor. Além disso, noticia Flavio Maluf, a empresa já proporciona acesso à rede 4G para cerca de 190 municípios.

Fonte: Valor

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