Flavio Maluf fala sobre a avaliação da Moody’s referente a fusão da Bovespa com a Cetip

Segundo um relatório divulgado pela agência de classificação de risco Moody’s, o acordo de difusão entre a Cetip e a BM&FBovespa, anunciado recentemente, apresentará como consequência a valorização da nota de crédito desta última empresa, a qual opera a bolsa brasileira, informa Flavio Maluf. O anúncio da fusão da BM&FBovespa com a Cetip já era esperado pelo mercado e foi divulgado ao público pelos presidentes dos Conselhos de Administração da BM&FBovespa, Pedro Parente, e da Cetip, Edgar da Silva Ramos no início de abril. Ao informar sobre a fusão em comunicado oficial, ambas as empresas informaram que os seus Conselhos Administrativos já haviam aprovado as bases financeiras dessa operação e que restava apenas uma aprovação formal por parte das assembleias de seus acionistas.

A Cetip é uma empresa que funciona através de capital aberto como uma espécie de “integradora” do mercado financeiro, oferecendo serviços de registro, negociação e liquidação de títulos e ativos e também uma central depositária, informa o empresário brasileiro Flavio Maluf. Para conseguir caixa para a compra das ações da Cetip, a BM&FBovespa vendeu a participação que possuia do CME Group Inc, detentor da bolsa mercantil de Chicago, nos Estados Unidos, noticia Flavio Maluf. Segundo a agência Moody’s, a aquisição da Cetip aumentará a influência da BM&FBovespa em sua posição de única operadora do mercado financeiro no país, em um período no qual o cenário presencia uma queda em seu volume de negócios e uma recessão que pode vir a se tornar profunda, dependendo dos resultados obtidos nos próximos anos.

O acordo firmado entre ambas as empresas determina que cada ação da Cetip receberá o pagamento de 0,8991 por ação ordinária da operadora da bolsa de São Paulo, mais o valor de R$ 30,75. No último dia 8 de abril, informa o empresário Flavio Maluf, os papéis da BM&FBovespa fecharam em alta, cotados acima dos R$ 15,00, o que demonstra o otimismo do mercado em relação a fusão. As negociações entre a Cetip e a BM&FBovespa começaram no final do ano passado. Em sua proposta inicial, feita em novembro, estava previsto o valor de R$ 39,00 por ação. Na proposta seguinte, realizada em fevereiro, os preços estavam ligeiramente maiores, em torno dos R$ 41,00 por ação. No acordo final, ficou estipulado que os acionistas de Cetip serão os titulares de 11,8% do capital social da BM&FBovespa.

Ainda no anúncio oficial divulgado, por ambas as empresas, noticia Flavio Maluf, as companhias afirmaram que essa fusão terá o poder de representar um marco sem precedentes na história recente para os mercados financeiro e de capitais do Brasil. A razão para isso, é de que a partir dela será formada uma empresa de infraestrutura de mercado a nível mundial, a qual terá uma grande importância sistêmica e estará preparada para competir no mercado global, mesmo que este esteja se tornando cada vez mais sofisticado e competitivo, graças ao aumento no nível de segurança e a crescente eficiência do mercado no Brasil.

Fonte: http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2016/04/fusao-com-cetip-favorece-nota-da-bmfbovespa-diz-moodys.html

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