Flavio Maluf explica o aumento do número de novas empresas no Brasil, segundo dados de janeiro

Os momentos de instabilidade econômica como os que o Brasil atravessa atualmente são bastante prejudiciais aos empreendedores, já que muitos não têm como manter o seu negócio e acabam tendo que demitir uma grande quantidade de funcionários ou até mesmo fechar as portas de suas empresas. E isso atinge desde os pequenos negócios até grandes companhias, que por não terem como manter suas atividades em grande escala, já que o consumo sofre uma grande queda, são obrigadas a reduzir a produção e dispensar muitos empregados.

Entretanto, como reporta o empresário brasileiro Flavio Maluf, o aumento de pessoas desempregadas faz com que cresça o número de novos empreendimentos, já que essas pessoas enxergam no investimento em um negócio próprio uma alternativa para não ficarem desocupadas e sem terem nenhum tipo de ganho. Isso fica comprovado com os dados da pesquisa regional do Indicador Serasa Experian de Nascimento de Empresas, que mostrou que no mês de janeiro deste ano houve crescimento do número de novos empreendimentos em 18 estados brasileiros. Flavio Maluf comenta que, embora em alguns lugares como Bahia, Rio Grande do Sul, Goiás e Ceará, tenha ocorrido decréscimo na criação de novas empresas, em estados como São Paulo, que é o líder no aumento do número de nascimentos de novos negócios, o crescimento foi bastante significativo para o mês de janeiro quando comparado com o mesmo período de 2015.

De acordo com a Serasa Experian, foram registrados 166.613 novos negócios no Brasil em Janeiro, o que tornou 2016 o ano que apresentou o maior aumento no registro de novos empreendimentos em seu primeiro mês desde 2010. Flavio Maluf destaca que isso aconteceu porque das 27 unidades federativas 18 apresentaram aumento na criação de novas empresas. Ou seja, em janeiro, 66,6% dos estados brasileiro apresentaram números melhores que os de 2015 em relação à criação de novos negócios.

Flavio Maluf ressalta que as melhores estatísticas estão concentradas na região Sudeste do país, já que São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, são os estados que tiveram os maiores números. Dos 166.613 novos empreendimentos, número que corresponde a um aumento de 10,5% em relação a janeiro de 2015, período em que foram criadas 150.958 novas empresas, São Paulo foi responsável pela maior alta, com 45.550 negócios abertos em janeiro deste ano, um aumento de 15,5% em comparação com o mesmo mês de 2015. Na sequência aparece Minas Gerais com o segundo maior acréscimo, sendo que foram abertos 19.469 negócios no estado em janeiro de 2016, contra 17.618 no mês correspondente do ano anterior, um aumento geral de 10,5%. Em terceiro lugar ficou o Rio de Janeiro, onde surgiram 19.044 organizações no primeiro mês deste ano, uma alta de 31,9% em relação a janeiro de 2015, quando foram abertas 14.441 novas empresas.

De acordo com a empresa que fez a pesquisa, todos esses números foram impulsionados pelo crescimento do número de microempreendedores individuais (MEIs). Isso porque foram abertas 137.301 MEIs em janeiro de 2016, o que representou 82,40% do total de novos negócios criados no país no período. Para comparar, no primeiro mês do ano anterior foram criadas 119.555 MEIs, totalizando 79,4% de empreendimentos abertos no Brasil. Flavio Maluf comenta que os próprios economistas da Serasa Experian reconhecem que o aumento desses números acontece principalmente pelo crescimento do desemprego, já que este faz com que as pessoas procurem alternativas, como a criação de um negócio, para sobreviverem à crise econômica.

Fonte: G1

Como o coworking pode ser relevante para pequenos empreendimentos, por Flavio Maluf

Montar um negócio é sempre uma tarefa complexa, principalmente em momentos de instabilidade econômica. Isso porque começar um empreendimento exige muita pesquisa e cautela no momento de decidir o setor em que a empresa atuará, de que maneira se desenvolverão as suas atividades e qual o tamanho do investimento a ser feito. Nesse sentido, como comenta o empresário brasileiro Flavio Maluf, uma das principais dificuldades para aquelas pessoas que querem abandonar o home office ou começar do zero um negócio formal é o alto investimento na compra ou no aluguel do espaço a ser utilizado.

Contudo, o coworking tem se mostrado uma excelente alternativa para aqueles que querem começar seu empreendimento sem terem que gastar muito com as instalações. Utilizando esse modelo de aluguel de espaços compartilhados para trabalhar é possível ter toda a estrutura de um escritório, um auditório ou uma sala de reuniões de maneira mais barata. Utilizando um espaço compartilhado com diversos profissionais e outras empresas, inclusive de setores distintos, um pequeno empreendedor pode obter retornos de seu investimento de maneira bem mais rápida do que se tivesse que gastar muito dinheiro inicialmente com a montagem de um lugar para trabalhar, comenta Flavio Maluf.

O empresário lembra que os gastos feitos com as instalações podem fazer com que o negócio não apresente lucros no curto prazo, já que é necessário que o empreendedor pague primeiro os valores referentes ao lugar que utiliza. Dessa maneira, muitas pequenas empresas não obtêm sucesso por já começarem com dívidas, o que leva o pequeno empresário a desistir rapidamente por não ter o retorno desejado.
Entretanto, Flavio Maluf reporta que os espaços coworking, que já estão presentes na maioria das grandes cidades brasileiras e têm apresentado um rápido crescimento nos últimos anos, possibilitam que qualquer empreendimento seja iniciado tendo um lugar para o desenvolvimento de suas atividades com toda a estrutura necessária. E isso vai desde as instalações físicas, que são montadas pela empresa dona do coworking, até a colaboração de profissionais essenciais, como, por exemplo, secretárias e entregadores, destaca Flavio Maluf. Isso porque nesses espaços, esses profissionais são compartilhados com todas as empresas que estão dividindo o local, o que evita que cada uma tenha que pagar para contar com esses serviços, reduzindo consideravelmente diversos gastos, tanto com pessoal como com acessórios fundamentais, como a mobília e as ferramentas necessárias para o desenvolvimento das atividades de cada empresa. Outro fator vantajoso dos coworkings é a manutenção do espaço, já que as empresas não têm que se preocupar com isso, pois tudo fica por conta de quem administra o lugar.

Flavio Maluf também ressalta que o fato de diversos profissionais e empresas dividirem o mesmo local favorece a geração de oportunidades e o aprendizado. Assim, empresas que compartilham um coworking podem trocar experiências e aumentarem suas chances de novos negócios, já que o desenvolvimento compartilhado de suas atividades pode fazer surgir grandes ideias e até mesmo parcerias, expandindo a atuação das organizações. Para concluir, Flavio Maluf comenta que todos esses fatores supracitados podem ser determinantes para que um pequeno empreendimento consiga se firmar no mercado e permanecer forte mesmo em tempos de crise, quando muitos negócios acabam fracassando. Destarte, a utilização de um espaço coworking pode ser, de fato, um fator extremamente relevante para que um pequeno empreendedor obtenha sucesso e o retorno esperado sem ter que fazer investimentos arriscados.

Fonte: G1

O significado e a simbologia das marcas, por Flavio Maluf

Nós, seres humanos, somos excessivamente focados em simbologia. Cada pequena conquista, desde o início do que conhecemos por civilização, foi pautada pela crença em algo superior, somada ao fato de nos apegarmos a “amuletos”, que podem ser qualquer coisa. Inicialmente, eram objetos; porém, com o desenvolvimento da linguagem e da escrita, passamos a apegarmo-nos às palavras. Quando, então, se registra uma empresa, tendemos a utilizar um nome que, além de defini-la, nos traga confiança e boas energias – comenta Flavio Maluf, empresário brasileiro. O que é natural, pois, fundando uma empresa, estaremos centrando todas as nossas energias para o sucesso da empreitada.

Assim, várias marcas conhecidas no mundo utilizaram-se desse meio para nomear suas “criações”. A Apple, gigante do ramo da tecnologia, foi assim nomeada por Steve Jobs porque ele, durante a juventude, trabalhou em uma plantação de maçãs e adotou uma dieta baseada somente em frutas – a simbologia da fruta, aliada ao fato da lendária história da maçã e Newton serviram de inspiração. Outra forma bastante usual de nomear uma marca (quando inicia como algo pequeno, familiar) é se utilizando do nome ou sobrenome. A Adidas, do ramo de esportes, é a junção das iniciais do nome (Adi) e do sobrenome (Dassler) do seu fundador – conferindo, assim, um toque pessoal à marca, que é conhecida no mundo todo hoje.

Desta forma, opina Flavio Maluf, muitos empresários procuram deixar um “legado” para seus descendentes e, por que não, para o mundo inteiro. Além das comentadas acima, podemos citar a empresa de bonecas “Barbie” (que surgiu quando Ruth Handler vislumbrou sua filha Barbara brincando) e até mesmo o McDonald’s (que, aliás, leva o sobrenome de seus fundadores, os irmãos Richard e Maurice). Igualmente usual é a utilização da localização para que se nomeie a empresa –por vezes, pode ser mais conhecida que o próprio local. A Marlboro, empresa de cigarros, leva o nome da rua onde foi sua primeira fábrica. Essa “estratégia” pode criar uma sensação de pertencimento, caso seja sediada em uma comunidade/cidade pequena – sensação que se acentua se a economia da cidade girar em torno da empresa, com a criação de empregos e movimentação da economia local, ressalta Flavio Maluf.

A fundação de uma empresa, criando uma marca, é então, na sociedade de hoje, também uma forma de deixar um legado – uma “marca individual” – no mundo. Para Flavio Maluf, sempre há algo de pessoal em uma empresa; por maior que ela possa ser, haverá alguma coisa de seu fundador – que, afinal, é quem dá a personalidade (e aqui não está se falando da jurídica) à sua “criação”. Sendo assim, a importância do significado do nome e a sua simbologia são essenciais até para que os futuros administradores saibam qual a razão de ser da marca que estarão gerindo – é o que ressalta Flavio Maluf. O nome de uma marca, enfim, pode definir uma empresa – e num mundo cheio de simbologia como o nosso, não há quem não se atente – mesmo que de forma inconsciente – à detalhes como esse.

Fonte: Exame