O significado e a simbologia das marcas, por Flavio Maluf

Nós, seres humanos, somos excessivamente focados em simbologia. Cada pequena conquista, desde o início do que conhecemos por civilização, foi pautada pela crença em algo superior, somada ao fato de nos apegarmos a “amuletos”, que podem ser qualquer coisa. Inicialmente, eram objetos; porém, com o desenvolvimento da linguagem e da escrita, passamos a apegarmo-nos às palavras. Quando, então, se registra uma empresa, tendemos a utilizar um nome que, além de defini-la, nos traga confiança e boas energias – comenta Flavio Maluf, empresário brasileiro. O que é natural, pois, fundando uma empresa, estaremos centrando todas as nossas energias para o sucesso da empreitada.

Assim, várias marcas conhecidas no mundo utilizaram-se desse meio para nomear suas “criações”. A Apple, gigante do ramo da tecnologia, foi assim nomeada por Steve Jobs porque ele, durante a juventude, trabalhou em uma plantação de maçãs e adotou uma dieta baseada somente em frutas – a simbologia da fruta, aliada ao fato da lendária história da maçã e Newton serviram de inspiração. Outra forma bastante usual de nomear uma marca (quando inicia como algo pequeno, familiar) é se utilizando do nome ou sobrenome. A Adidas, do ramo de esportes, é a junção das iniciais do nome (Adi) e do sobrenome (Dassler) do seu fundador – conferindo, assim, um toque pessoal à marca, que é conhecida no mundo todo hoje.

Desta forma, opina Flavio Maluf, muitos empresários procuram deixar um “legado” para seus descendentes e, por que não, para o mundo inteiro. Além das comentadas acima, podemos citar a empresa de bonecas “Barbie” (que surgiu quando Ruth Handler vislumbrou sua filha Barbara brincando) e até mesmo o McDonald’s (que, aliás, leva o sobrenome de seus fundadores, os irmãos Richard e Maurice). Igualmente usual é a utilização da localização para que se nomeie a empresa –por vezes, pode ser mais conhecida que o próprio local. A Marlboro, empresa de cigarros, leva o nome da rua onde foi sua primeira fábrica. Essa “estratégia” pode criar uma sensação de pertencimento, caso seja sediada em uma comunidade/cidade pequena – sensação que se acentua se a economia da cidade girar em torno da empresa, com a criação de empregos e movimentação da economia local, ressalta Flavio Maluf.

A fundação de uma empresa, criando uma marca, é então, na sociedade de hoje, também uma forma de deixar um legado – uma “marca individual” – no mundo. Para Flavio Maluf, sempre há algo de pessoal em uma empresa; por maior que ela possa ser, haverá alguma coisa de seu fundador – que, afinal, é quem dá a personalidade (e aqui não está se falando da jurídica) à sua “criação”. Sendo assim, a importância do significado do nome e a sua simbologia são essenciais até para que os futuros administradores saibam qual a razão de ser da marca que estarão gerindo – é o que ressalta Flavio Maluf. O nome de uma marca, enfim, pode definir uma empresa – e num mundo cheio de simbologia como o nosso, não há quem não se atente – mesmo que de forma inconsciente – à detalhes como esse.

Fonte: Exame

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s