Presidente do Sebrae, Afif Domingos, fala sobre a regulamentação da terceirização – por Flavio Maluf

“A terceirização é um fator de geração de emprego. É uma oportunidade para o surgimento de muitas atividades para novos empreendedores que hoje são trabalhadores”. A frase é do presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Guilherme Afif Domingos, que ainda pontua que, no Brasil, o operário vira empresário. Bem por isso, no último dia 22 de março, ele comemorou a aprovação, pela Câmara dos Deputados Federais, do Projeto de Lei (PL) nº 4.302/1998, que regulamenta a terceirização em todas as atividades das empresas.

Afif Domingos é defensor do modelo e acredita que a contratação de empresas terceirizadas é uma das saídas para a crise. O presidente das empresas Eucatex Flavio Maluf é o empresário e executivo que destaca o assunto.

Permitir a terceirização em todas as atividades das empresas, sem limitá-la a um tipo específico (meio e fim) é, justamente, um dos principais pontos aprovados no PL. Outro ponto importante, porém, é a definição da responsabilidade subsidiária da empresa contratante em relação ao pagamento das obrigações trabalhistas dos empregados da empresa contratada, acentua Flavio Maluf. Além disso, ficam mantidos todos os direitos do trabalhador.

O percentual de donos de pequenos negócios que acreditam que poderão aumentar o faturamento com o fornecimento de serviços terceirizados chega a 41%, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae. Para o presidente da entidade “a terceirização irá permitir que as empresas participem de cadeias produtivas como prestadoras de serviços especializados ou tenham contratos de trabalho que sejam adequados às modernas relações que a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) não contempla e traz insegurança jurídica.”

O executivo da Eucatex, Flavio Maluf ressalta que, também segundo a pesquisa do Sebrae, menos da metade dos empreendedores pensam em terceirizar a sua própria mão de obra, ainda que a terceirização seja uma possibilidade para aumentar o faturamento das empresas. Conforme o levantamento, duas em cada três micro e pequenas empresas com empregados não têm interesse em terceirizar parte das suas atividades-fim.

“Esse resultado reforça mais ainda a minha tese: a regulamentação da terceirização não deve ser confundida com a precarização da força de trabalho. Precarização é a falta de trabalho”, enfatiza Afif Domingos.

Os empreendimentos de reparação de veículos e de equipamentos, de promoção de eventos, de serviços de transporte e hospedagem, e os ligados à construção civil estão entre os pequenos negócios que veem oportunidades em oferecer serviços para as médias e grandes empresas, salienta Flavio Maluf. Também são vistas como promissoras para oferecer serviços terceirizados as atividades ligadas à educação.

O presidente das empresas Eucatex reporta que o trabalho terceirizado é utilizado em todo o mundo e a regulamentação dele é fundamental para ampliar a segurança jurídica para empresas e trabalhadores. A medida fortalece o setor produtivo nacional e estimula tanto o investimento quanto a geração de empregos e a ampliação dos níveis de competitividade das empresas, conclui Flavio Maluf.

 

 

Indústria têxtil e de confecção começou 2017 com números positivos – Confira com Flavio Maluf

A crise econômica brasileira atingiu muitos campos do mercado, a própria Indústria têxtil e de confecção, recentemente, teve dois anos seguidos de recessão, porém, inicia 2017 com boas notícias. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), apresentados durante coletiva de imprensa no dia 26 de janeiro, o setor inicia o ano com sinais de recuperação no mercado – com alta de 1% na produção de vestuário contra queda de 6,7% em 2016. Quem apresenta os dados é o presidente das empresas Eucatex, o empresário e executivo Flavio Maluf.

A produção de têxteis também indica crescimento de 1% contra -5,3% no ano anterior. Flavio Maluf destaca que a expectativa para o faturamento do têxtil e de confecção, este ano, é de R$ 135 bilhões (US$ 40,2 bilhões), o que significa um aumento de 4,6% em relação a 2016. O varejo de vestuário deverá crescer 2%.

Já quanto ao déficit da balança comercial, a perspectiva é de que ele alcance US$ 3,7 bilhões, com aumento de 10% nas importações (1,21 milhão de toneladas) e de 5% nas exportações do setor (209 mil toneladas).

Os índices em relação a capacidade do setor de gerar empregos também subiram depois de anos de intensa recessão.  A perspectiva é de que, em 2017, o campo consiga gerar cerca de 10 mil postos de trabalho – ante a perda de 25 mil empregos no ano passado e 100 mil em 2015, reporta Flavio Maluf. Ainda para este ano, espera-se o aporte de R$ 1,75 bilhão (US$ 520 milhões) no investimento em máquinas e equipamentos.

O executivo Flavio Maluf também explica que um dos principais fatores que justificam as expectativas positivas para o setor é a estimativa de que a economia brasileira voltará a crescer – mesmo que muito modestamente, pondera o presidente das empresas Eucatex – visto a continuidade na redução da taxa básica de juros, inflação em patamar mais próximo do centro da meta, alguma melhoria do mercado de crédito, bem como um aumento da confiança das empresas e do consumidor.

De acordo com o presidente da Abit, Fernando Pimentel, “2017 continuará sendo um ano com muitas dificuldades e incertezas, tanto no âmbito nacional quanto internacional. Porém, existem alguns sinais de melhora por conta de propostas já encaminhadas e a serem encaminhadas pelo Executivo nas áreas da previdência, trabalhista, tributária e da desburocratização. A indústria está pronta para ativar a retomada que vier e o setor têxtil e de confecção sempre reagem muito rapidamente”.

A redução na taxa da Selic

Pela quinta vez seguida, desde outubro do ano passado, o Banco Central (BC) decidiu, no último dia 12 de abril, reduzir a taxa básica de juros da economia brasileira, que também é chamada de taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic). O corte, desta vez, chegou a um ponto percentual e a Selic reduziu de 12,25% para 11,25% ao ano. O executivo Flavio Maluf sobressai que, segundo os economistas, essa redução do juro básico deve estimular o consumo e o investimento e, consequentemente, vai ajudar a economia brasileira a se recuperar.