Indústria têxtil e de confecção começou 2017 com números positivos – Confira com Flavio Maluf

A crise econômica brasileira atingiu muitos campos do mercado, a própria Indústria têxtil e de confecção, recentemente, teve dois anos seguidos de recessão, porém, inicia 2017 com boas notícias. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), apresentados durante coletiva de imprensa no dia 26 de janeiro, o setor inicia o ano com sinais de recuperação no mercado – com alta de 1% na produção de vestuário contra queda de 6,7% em 2016. Quem apresenta os dados é o presidente das empresas Eucatex, o empresário e executivo Flavio Maluf.

A produção de têxteis também indica crescimento de 1% contra -5,3% no ano anterior. Flavio Maluf destaca que a expectativa para o faturamento do têxtil e de confecção, este ano, é de R$ 135 bilhões (US$ 40,2 bilhões), o que significa um aumento de 4,6% em relação a 2016. O varejo de vestuário deverá crescer 2%.

Já quanto ao déficit da balança comercial, a perspectiva é de que ele alcance US$ 3,7 bilhões, com aumento de 10% nas importações (1,21 milhão de toneladas) e de 5% nas exportações do setor (209 mil toneladas).

Os índices em relação a capacidade do setor de gerar empregos também subiram depois de anos de intensa recessão.  A perspectiva é de que, em 2017, o campo consiga gerar cerca de 10 mil postos de trabalho – ante a perda de 25 mil empregos no ano passado e 100 mil em 2015, reporta Flavio Maluf. Ainda para este ano, espera-se o aporte de R$ 1,75 bilhão (US$ 520 milhões) no investimento em máquinas e equipamentos.

O executivo Flavio Maluf também explica que um dos principais fatores que justificam as expectativas positivas para o setor é a estimativa de que a economia brasileira voltará a crescer – mesmo que muito modestamente, pondera o presidente das empresas Eucatex – visto a continuidade na redução da taxa básica de juros, inflação em patamar mais próximo do centro da meta, alguma melhoria do mercado de crédito, bem como um aumento da confiança das empresas e do consumidor.

De acordo com o presidente da Abit, Fernando Pimentel, “2017 continuará sendo um ano com muitas dificuldades e incertezas, tanto no âmbito nacional quanto internacional. Porém, existem alguns sinais de melhora por conta de propostas já encaminhadas e a serem encaminhadas pelo Executivo nas áreas da previdência, trabalhista, tributária e da desburocratização. A indústria está pronta para ativar a retomada que vier e o setor têxtil e de confecção sempre reagem muito rapidamente”.

A redução na taxa da Selic

Pela quinta vez seguida, desde outubro do ano passado, o Banco Central (BC) decidiu, no último dia 12 de abril, reduzir a taxa básica de juros da economia brasileira, que também é chamada de taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic). O corte, desta vez, chegou a um ponto percentual e a Selic reduziu de 12,25% para 11,25% ao ano. O executivo Flavio Maluf sobressai que, segundo os economistas, essa redução do juro básico deve estimular o consumo e o investimento e, consequentemente, vai ajudar a economia brasileira a se recuperar.

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