Confira, com Flavio Maluf, algumas estimativas da produção de café e soja no Brasil

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, no último dia 12 de junho, o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola. De acordo com as estimativas da pesquisa, a produção nacional de café — assim como a de seja — deve ser recorde em 2018. Em geral os números de maio são positivos e superam os do mês anterior. Quem reporta os dados é o presidente das empresas Eucatex, o empresário e executivo Flavio Maluf.

Quanto ao café

Espera-se uma colheita de 3,4 milhões de toneladas, ou 57,1 milhões de sacas de 60 kg — o que significa uma elevação de 3,2% em relação à estimativa de abril. O rendimento médio, por sua vez, subiu 3,3% em maio, isso por conta do clima favorável.

Já a estimativa da produção do café arábica — uma das espécies do produto mais cultivadas no mundo e a mais cultivada no Brasil — chegou a soma de 2,6 milhões de toneladas, ou 43,4 milhões de sacas de 60 kg. O número representa 2,9% a mais em relação a abril, com avanço de 3,2% no rendimento médio, salienta Flavio Maluf.

Quando o assunto é o café canephora (conillon) — outra espécie do produto — a estimativa da produção é de 822 mil toneladas, ou 13,7 milhões de sacas de 60 kg. O que corresponde a um aumento que chega a 4,1% em relação ao mês de abril. A área plantada de maio também cresceu, destaca o presidente das empresas Eucatex — 0,8% em relação ao mês anterior. A área colhida, por sua vez, aumentou 0,7%, ressalta Flavio Maluf. O rendimento médio elevou 3,3%.

A Bahia foi quem se destacou com essa espécie — o Estado subiu para 117 mil toneladas (1,9 milhão de sacas) sua estimativa da produção, uma alta de 38,2% em comparação a abril. O rendimento médio, aqui, teve um aumento de 29,5%, com 2.438 kg/há — isso, principalmente puxado pela boa quantidade e distribuição das chuvas.

“A produção de café é recorde na série histórica do IBGE, tanto para arábica quanto para o conillon. Esse ano é o de bienalidade positiva; é um ano que se esperava que o café (arábica) produzisse bastante. E o clima tem beneficiado as lavouras. Houve recuperação importante da produção do Espírito Santo, depois de três anos de seca”, enfatizou, ainda, o gerente na Coordenação de Agropecuária do IBGE, Carlos Barradas.

Quanto à soja

Também com estimativa recorde, a expectativa para a produção de soja subiu para 115,8 milhões de toneladas em maio — o que significa 0,1% a mais que a de abril. O executivo Flavio Maluf reporta que houve atualização das estimativas dos Estados de Mato Grosso (+0,7% ou 220,3 mil toneladas, para 31,4 milhões de toneladas), Goiás (+0,1% ou 7,0 mil toneladas, para 11,7 milhões de toneladas) e Tocantins (-3,5% ou 92,5 mil toneladas, para 2,6 milhões de toneladas).

Em comparação ao ano passado, a produção brasileira de soja cresceu 0,7%, pontua o presidente das empresas Eucatex — isso por conta do aumento de 2,6% da área plantada. Ao todo, foram cultivados 34,8 milhões de hectares. Trata-se de 56,9% de toda a área do país cultivada com cereais, leguminosas e oleaginosas, acentua Flavio Maluf.

A gente caminha para ser no futuro o maior produtor de soja do mundo. Nos próximos dois ou três anos a expectativa é que o Brasil consiga passar a produção americana, atualmente o maior produtor. Nós somos o maior exportador”, acrescentou Barradas.

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