Flavio Maluf reporta método de análise de solo sugerido pela Embrapa Soja

Todo produtor sabe que avaliar a fertilidade do solo é essencial para garantir os melhores resultados em termos de produtividade da terra. Com tal análise, é possível entender qual é a condição real da área em questão e tomar as providências necessárias para corrigi-la, se for o caso, salienta o presidente das empresas Eucatex, o empresário e executivo Flavio Maluf.

Considerando a importância do assunto, a unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária que é voltada para a Soja (Embrapa Soja) publicou, em junho do ano passado, um documento denominado “Diagnóstico Rápido das Estruturas do Solo (DRES) ”. Trata-se de um material que descreve um método de campo, de execução simples e rápida, para avaliar a qualidade estrutural do solo.  A ideia da publicação é, justamente, instruir os produtores sobre como avaliar a capacidade física do solo. Quer conferir?

Na lista dos materiais indicados para serem utilizados, estão:

  • Enxadão;
  • Pá de corte (pá reta);
  • Bandeja plástica (25 cm de largura x 50 cm de comprimento x 15 cm de altura);
  • Canivete e/ou faca, para auxílio na manipulação das amostras;
  • Régua de 30 cm para medição da espessura das camadas;
  • Três separadores de camadas com dimensões do comprimento da bandeja, para isolar as camadas identificadas na amostra, quando houver;
  • Prancheta, formulários (a exemplo do Anexo 1), lápis e borracha, para anotação dos resultados;
  • Lupa pequena, para melhor identificar feições de degradação ou conservação (opcional);
  • Máquina fotográfica (opcional);
  • Receptor GPS para marcação dos locais de amostragem (opcional);
  • Etiquetas adesivas e canetas para retroprojetor, para identificar as amostras antes da obtenção da fotografia (opcional).

Quanto aos procedimentos para amostragem

 

  • Delimitação da área

 

Flavio Maluf reporta que, de acordo com o diagnóstico da Embrapa, o que se deve fazer, antes da avaliação, é identificar glebas ou regiões homogêneas no empreendimento rural que possuam no máximo 100 hectares, estabelecidas conforme os seguintes critérios:

  • Histórico do manejo de, no mínimo, os últimos três anos, considerando, entre outros fatores: utilização ou não de preparo do solo (aração, gradagem, escarificação, subsolagem), sequência de culturas, práticas vegetativas e mecânicas de conservação do solo, adubação e produtividade das culturas;
  • Estádio de desenvolvimento da cultura (se houver);
  • Variabilidade na textura do solo;
  • Em áreas com declividade perceptível (igual ou maior que 3%), dividir a encosta em terços: superior (topo), médio e inferior (baixada);
  • Classe de solo (se for possível identificar).

 

 

  • Número de amostras

 

“Mesmo dentro de regiões homogêneas, definidas conforme os critérios anteriores, a variabilidade espacial da estrutura do solo existe e deve ser considerada”, salientou o DRES. O documento acentuou, ainda, que é fundamental estar atento em relação à representatividade da amostragem, avaliando-se um número mínimo de pontos que seja capaz de representar tal variabilidade.

Nesse sentido, destaca Flavio Maluf, a sugestão da Embrapa Soja para avaliar a qualidade estrutural do solo é definir como referência um número mínimo de pontos por gleba homogênea, de acordo com o tamanho da mesma. O estudo pontua:

  • Até 10 hectares: 3 a 5 pontos de amostragem;
  • De 11 a 50 hectares: 6 a 10 pontos de amostragem;
  • De 51 a 100 hectares: 11 a 15 pontos de amostragem.

 

 

  • Época de avaliação

 

Quanto a época de avaliação, a Embrapa atentou para o fato de que tal aspecto influencia os resultados do diagnóstico, visto que “as operações de manejo do solo, bem como a presença e o estádio de desenvolvimento das culturas, são fatores chave que interferem diretamente nos critérios observados para atribuição das notas de qualidade estrutural no DRES”.

 

  • Coleta de amostras de solo

 

A orientação da Embrapa é que a coleta de solo siga os mesmos cuidados que são usados em uma amostragem de solo para avaliação de outros atributos — como a química de solo, por exemplo.

De acordo com o documento, a coleta da amostra (bloco de solo) trata-se de uma operação crítica — já que é preciso manter o bloco de solo inteiro, preservando a estrutura o mais próximo possível da condição original do solo a campo.

As orientações da Embrapa Soja, aqui, são as seguintes:

  • Inicia-se com a retirada cuidadosa da cobertura vegetal existente sobre o solo, cortando e retirando a vegetação viva e os demais resíduos vegetais da superfície. Lembrando que se deve evitar arrancar as plantas, considerando que a retirada das raízes causa a desestruturação e desagregação do solo, reporta Flavio Maluf;
  • Em seguida, usando o enxadão e a pá de corte reta, deve-se abrir uma minitrincheira come 40 cm comprimento, 30 cm de largura, e 30 cm de profundidade, no sentido transversal às operações agrícolas;
  • Depois da abertura da minitrincheira, “pode ser feito um reconhecimento das condições da parede na qual será retirada a amostra, observando-se a ocorrência de variações de cor e de resistência ao toque da pontada faca ou canivete, fatores que podem indicar mudanças bruscas no teor de matéria orgânica (MO) ou, no segundo caso, indícios de compactação do solo. Essa avaliação inicial também poderá auxiliar na identificação de camadas homogêneas que, posteriormente, serão separadas com a manipulação da amostra”.

Vale salientar que o bloco de solo — que deve ter espessura de 10 cm, largura mínima de 20 cm, e profundidade de 25 cm — deve ser extraído de uma das paredes (a que se manter intacta) de maior comprimento com uma pá de corte reta.

“Após estar completamente enterrada, a pá deve ser inclinada para a frente ao se iniciar a retirada do bloco. Utilizando uma espátula ou faca, cortar os excedentes nas laterais e no comprimento (Figura 4A) para deixar o bloco com 25 de comprimento (Figura 4B) e 20 cm de largura (Figura 4C). Não retirar blocos com espessura inferior a 10 cm (Figura 4D), pois isso interfere diretamente no resultado do DRES, já que limita o tamanho dos agregados”, acrescenta, ainda, o documento da Embrapa Soja.

Todos esses procedimentos estão descritos mais detalhadamente e com imagens ilustrativas a partir da página 16 do Diagnóstico Rápido das Estruturas do Solo. Flavio Maluf enfatiza que o DRES aborda, também, aspectos como o preparo e manipulação da amostra de solo, e a atribuição de notas de qualidade estrutural. A publicação da Embrapa Soja pode ser conferida na íntegra através do link https://www.embrapa.br/soja/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1071114/diagnostico-rapido-da-estrutura-do-solo—dres.

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