Entidades do agronegócio brasileiro esperam avanços em infraestrutura, reporta Flavio Maluf

As entidades do agronegócio brasileiro esperam da nova ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina Corrêa, avanços na infraestrutura do país. A conclusão das obras da BR-163, rodovia que liga as áreas de cultivos de grãos do Centro-Oeste com os portos no Norte do Brasil; a construção da linha férrea conhecida como Ferrogrão; e a ampliação de rotas hidroviárias, são as principais necessidades para que seja possível um crescimento no setor, segundo o diretor-geral da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), Sérgio Mendes. Quem reporta as colocações é o presidente das empresas Eucatex, o empresário e executivo Flavio Maluf.

“Competimos no mercado internacional e convivemos com margens estreitas. Não existe repasse de preço. Por isso a logística é extremamente importante, é a única área que podemos reduzir custos”, explicou Mendes. De acordo com o diretor-geral da Anec, há possibilidades de reduzir a desvantagem competitiva em relação aos EUA e China através da ampliação de modais de transporte.

Flavio Maluf salienta que as expectativas de Sérgio Mendes para a nova gestão do Mapa são positivas — o presidente da Associação acredita que o setor será ouvido nas questões sobre infraestrutura.

Quem também manifestou expectativas positivas em relação à gestão de Tereza Cristina foi o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra. “Ela é do ramo e teve uma atuação impecável na frente parlamentar agropecuária. Esperamos mais agilidade nas respostas e menos amarras para o setor”, avaliou ele.

Consequências negativas

Prejuízos milionários para produtores de soja e milho são uma das consequências da falta de asfalto em alguns trechos da BR-163. Em fevereiro de 2017, por exemplo, as chuvas causaram atolamento e filas de milhares de caminhões que estavam a caminho dos terminais portuários de Mirituba e Santarém, no Pará. “Precisamos terminar essas obras, só 90 quilômetros são asfaltados. É danoso transmitir essa imagem de caminhões encalhados para o exterior”, alertou Sérgio Mendes.

Outra das preocupações do diretor-geral da Anec é o tabelamento do frete e seus efeitos sobre o escoamento do milho, reporta o executivo Flavio Maluf. “O estrago para o setor é muito grande, acho que o tabelamento não tem como persistir ou a competitividade ficará comprometida”, ressaltou Mendes. Vale destacar que, ano passado, as exportações de milho tiveram redução de 18% em relação a 2017. “Estamos prevendo retornar ao patamar de 2017, mas desconsiderando o frete”, ponderou Sérgio Mendes.

Guerra comercial entre EUA e China

O diretor-geral da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais demonstra preocupação também com a guerra comercial entre EUA e China. “Em 2018, foi favorável para o Brasil, mas provoca receios. O setor é muito competitivo, não precisa de problemas alheios, que só trarão imprevisibilidade e preocupações desnecessárias”, pontuou Mendes.

o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal acentua que o Brasil não pode se posicionar no conflito, ou seja, tomar um lado. “Tanto EUA quanto China são mercados importantes e vitais para o País”, lembrou Francisco Turra.

“O combate aos produtos “made in China” é uma bandeira de campanha do presidente dos EUA, Donald Trump. Desde março [de 2018], ele começou a colocar em prática sua política ‘America First’ (América Primeiro, na tradução livre), que tem entre seus focos fortalecer a indústria americana em detrimento de produtos importados”, explicou o G1, em reportagem sobre o assunto, publicada em abril do ano passado.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

O Mapa é o Órgão do governo brasileiro responsável pela gestão das políticas públicas de estímulo à agropecuária, pelo fomento do agronegócio e pela regulação e normatização de serviços vinculados ao setor. Flavio Maluf esclarece que, no Brasil, o agronegócio contempla tanto o grande produtor rural quanto o pequeno e o médio. O setor reúne atividades de fornecimento de bens e serviços à agricultura, produção agropecuária, processamento, transformação e distribuição de produtos de origem agropecuária até o consumidor final.

“O Ministério da Agricultura busca integrar sob sua gestão os aspectos mercadológico, tecnológico, científico, ambiental e organizacional do setor produtivo e também dos setores de abastecimento, armazenagem e transporte de safras, além da gestão da política econômica e financeira para o agronegócio”, explicou o portal oficial do Ministério (www.agricultura.gov.br).

O Órgão ainda acrescentou que, com “a integração do desenvolvimento sustentável e da competitividade, o Mapa visa à garantia da segurança alimentar da população brasileira e a produção de excedentes para exportação, fortalecendo o setor produtivo nacional e favorecendo a inserção do Brasil no mercado internacional”.  

A ministra Tereza Cristina é engenheira agrônoma, formada pela Universidade Federal de Viçosa, e nasceu em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, finaliza o presidente das empresas Eucatex, o empresário e executivo Flavio Maluf.

Flavio Maluf fala da força da Holanda no agronegócio

Você sabia que a Holanda, aquele país conhecido como a terra das bicicletas, das tulipas e dos moinhos de vento, é a segunda maior exportadora do agronegócio mundial?

Em reportagem divulgada no último mês de setembro, a Revista Globo Rural, do Portal G1 (revistagloborural.globo.com), destacou o assunto: “A Holanda é a segunda maior exportadora do agronegócio mundial, exportando US$ 110 bilhões por ano, atrás apenas dos Estados Unidos”. De acordo com a matéria, e na ocasião, o Brasil aparecia ocupando a quarta posição, pontuou o presidente das empresas Eucatex, o empresário e executivo Flavio Maluf.

“O sucesso do agronegócio holandês é resultado do alto valor agregado de produtos como flores, leite, frutas e vegetais, além de investimentos em tecnologia, inovação e logística, com o Porto de Roterdan”, explicou, ainda, o texto de Bruno Blecher, jornalista especializado em agronegócio e diretor de Redação da Globo Rural.

O Porto de Roterdan é o maior porto marítimo da Europa e o quarto maior do mundo.  Flavio Maluf salienta que ele está estrategicamente localizado na cidade de Roterdã, na Holanda do Sul, uma província holandesa, e favorece o acesso a cerca de 500 milhões de consumidores europeus.

Já, uma outra reportagem sobre a força da Holanda no agronegócio, frisou: “O solo holandês é plano e fértil. Mais da metade do território é utilizado para atividades agrícolas — flores e alimentos, principalmente — aproveitando qualquer espaço disponível, incluindo áreas urbanas localizadas entre as residências. Assim como existe o Vale do Silício na Califórnia (EUA), a Holanda conta com o Vale dos Alimentos, uma região intensamente cultivada, onde impera a poderosa Universidade de Wageningen, a Universidade do Agronegócio”. A matéria em questão foi publicada no último dia 9 de fevereiro, pela Folha de Londrina (www.folhadelondrina.com.br), jornal do Paraná. O texto é dos pesquisadores da Embrapa Soja, Amélio Dall’Agnol e Pedro Moreira.

Oficialmente chamada de Países Baixos — “Países”, porque é resultado da junção de vários antigos reinos; e “Baixos”, porque a região é geograficamente de baixa altitude, cerca de 27% do território e 60% da sua população ficam localizados abaixo do nível do mar — a Holanda é considerada uma nação de território pequeno, com apenas 41.528 km². Entretanto, o empresário e executivo Flavio Maluf acentua que a Terra das bicicletas é, também, um dos países mais densamente povoadas do Planeta — com uma população de cerca de 17 milhões de habitantes

“Dado ao pequeno território, a Holanda não pode realizar agricultura em larga escala, como EUA e Brasil, razão pela qual especializou-se em agricultura de alta performance, conseguindo produtividades médias três vezes superiores ao restante da Europa. Boa parte dessa produção intensiva é realizada em ambientes controlados (estufas), onde frutas, flores e hortaliças são produzidas em larga escala o ano todo e exportados para toda a Europa”, explicou a Folha de Londrina.

Conforme as estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI), a Holanda é a 17ª maior economia mundial, com um Produto Interno Bruto (PIB) que chega a US$ 910 bilhões (outubro de 2018). O país também “tem o sétimo maior PIB per capita (US$ 53.000 anuais), taxa de desemprego inferior a 4% e um IDH [Índice de Desenvolvimento Humano] dos mais elevados do Planeta (0,93). O território brasileiro é cerca de 200 vezes maior, sua população é 12 vezes superior, mas o PIB brasileiro (US$ 2,14 trilhões) é apenas 2,2 vezes o da Holanda”, comparou, ainda, matéria de Amélio Dall’Agnol e Pedro Moreira.

Parceira do Brasil

Em junho de 2018, a Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA) (http://www.abmra.org.br) destacou a parceria, em relação a investimentos, entre brasileiros e holandeses. “O Brasil é um dos maiores parceiros comerciais da Holanda e a tendência é aumentar o ritmo de negociação entre os dois países. O agronegócio é um segmento essencial nessa balança comercial binacional, disse Robbert Meijering, diretor da Agência de Investimentos Estrangeiros na Holanda (NFIA), instituição ligada ao Ministério de Assuntos Econômicos dos Países Baixos”, pontuou a ABMRA.

Flavio Maluf reporta que, ainda conforme a Folha de Londrina, o país holandês é o quinto em importância nessa relação comercial entre as duas nações — aparecendo depois de China, Estados Unidos, Argentina e Alemanha. “Os investimentos holandeses no Brasil somam US$ 13,0 bilhões, ante uma contrapartida de apenas US$ 500 milhões do Brasil. Em 2017/18, as exportações brasileiras para a Holanda totalizaram US$ 12,3 bilhões e as importações US$ 1,6 bilhão: superávit favorável ao Brasil de US$ 10,8 bilhões”, assinalou a matéria.

O Brasil exporta para a Holanda as commodities de sempre: soja, minério de ferro, celulose, carnes, café, frutas e suco de laranja. Já, na direção contrária, vem da Holanda para o Brasil, produtos como gasolina, diesel, fertilizantes químicos, plásticos, bebidas, queijos, cebola, tomate, sementes, máquinas e equipamentos, pontua o presidente das empresas Eucatex Flavio Maluf.

  “O porto de Roterdã, o maior da Europa, é destino principal das exportações brasileiras para União Europeia, desde onde, 44% são reexportadas para outros países da região”, lembrou a Folha de Londrina, que concluiu — “Pequena no tamanho, mas gigante no comércio de produtos agrícolas, a Holanda exporta muito menos do que o Brasil em volume, mas arrecada muito mais dinheiro, dado o maior valor agregado dos produtos que exporta. Este modelo poderia inspirar o Brasil na busca por maior rentabilidade, via mais agregação de valor”.

 

Confira, com Flavio Maluf, os eventos agro que acontecerão pelo Brasil no mês de março

Marcar presença nos eventos do agronegócio é uma prática importante para quem quer estar atualizado em relação às novas tecnologias que beneficiam o setor. Assim como para quem deseja ganhar visibilidade e angariar novos contatos para a sua rede de relacionamentos, e para quem quer gerar aproximação com o cliente e aumentar a conversão de vendas da sua empresa.

Pensando nisso, o presidente das empresas Eucatex, o empresário e executivo Flavio Maluf, apresenta alguns dos principais eventos agro para o mês de março — são três no Estado do Rio Grande do Sul e um em São Paulo. Confira.

Festa Nacional da Uva

A Festa Nacional da Uva acontece, anualmente, no Estado do Rio Grande do Sul, no Parque de Exposições Mário Bernardino Ramos, em Caxias do Sul. O evento que, este ano, está previsto para ocorrer entre os dias 22 de fevereiro e 10 de março, reúne centenas de expositores que apresentam seus produtos e lançamentos — desde artigos típicos coloniais, até serviços e produtos de alta tecnologia, destaca Flavio Maluf.

O evento é uma das principais festas do Rio Grande do Sul e do Brasil e se trata de uma celebração histórica e da cultura dos imigrantes italianos. “Em 2019, com o tema ‘viva una bela giornada’, a festa resgatará a tradição de um povo. Com muita gastronomia típica e uma agenda cultural que envolve apresentações regionais e nacionais, a festa da uva também se destaca pelos corsos alegóricos, contando a epopéia da imigração com música e muita alegria”, manifestou o site do evento.  

Informações do evento

  • Local: Parque de Exposições Mário Bernardino Ramos, em Caxias do Sul ((RS)
  • Data: De 22 de fevereiro a 10 de março
  • Contato: (54) 3207-1166
  • Site do evento: festanacionaldauva.com.br

Expodireto Cotrijal

Voltada para o campo da tecnologia e negócios, a Expodireto Cotrijal trata-se de uma das maiores feiras do agronegócio internacional. Ela acontece na cidade de Não-Me-Toque, também no Rio Grande do Sul — este ano, entre os dias 11 e 15 de março — e atrai visitantes de mais de 70 países.

“O principal objetivo é aproximar o produtor do conhecimento, das informações, da tecnologia consagrada e sacramentada nos órgãos de pesquisa ou nas empresas privadas, de ótimas oportunidades de negócios e também de importantes debates ligados ao meio rural”, ressaltou o site do evento (www.expodireto.cotrijal.com.br).

Cerca de 250 mil pessoas passam pelo parque em cinco dias de evento, para ver os cerca de 500 expositores das áreas de máquinas e equipamentos agrícolas, produção vegetal, produção animal, agricultura familiar, meio ambiente, pesquisa e serviços voltados ao campo, reporta Flavio Maluf.

A Expodireto Cotrijal acontece desde o ano 2000, ou seja, esse ano já chega a sua 20º edição.

Informações do evento

AnuFood Brazil

A Anufood Brazil é uma feira internacional exclusiva para o setor de alimentos e bebidas. Este ano, ela será realizada entre os dias 12 e 14 de março, no São Paulo Expo, na cidade e Estado de São Paulo.

A feira é inspirada na Anuga, a maior feira de alimentos e bebidas do mundo, e  apresenta um conceito de setorização que abrange toda a diversidade da indústria alimentícia sul-americana. O evento irá abordar temas como as inovações em produtos, o desenvolvimento da indústria, as tendências de consumo e o futuro da segurança alimentar.

Informações do evento

  • Local: São Paulo Expo, em São Paulo (SP)
  • Data: De 12 a 14 de março
  • Contato: (11) 3874-0030
  • Site do evento: www.anufoodbrazil.com.br

Expoagro Afubra

A Expoagro Afubra está prevista para os dias 26, 27 e 28 de março, em Rio Pardo, no Rio Grande do Sul.  Todos os anos, a feira desenvolve uma programação técnica que atenda às necessidades dos produtores rurais e mostre as novidades do setor agropecuário, através de manejos, demonstrações práticas, exposição e informação em áreas temáticas. Tais como: animais, dinâmica de máquinas, agroindústrias, avicultura colonial, dia do arroz, espaço cultural, hortaliças, energias renováveis e viveiro de mudas. Este ano, o evento chega a sua 19º edição.

Afubra significa “Associação dos Fumicultores do Brasil”, salienta o empresário e executivo Flavio Maluf. A entidade surgiu em 1955, com sede em Santa Cruz do Sul (RS), no Rio Grande do Sul, a partir da união de agricultores que tinham como objetivo amenizar o prejuízo causado pelo granizo em suas lavouras de tabaco. Desde sua fundação, a Afubra busca o fortalecimento dos agricultores, o equilíbrio ambiental e a diversificação das atividades agrícolas.

O site da entidade (afubra.com.br) explicou que, quando a Associação surgiu, primeiramente, ela foi chamada de Associação dos Plantadores de Fumo em Folha no Rio Grande do Sul, e tinha foco apenas nos agricultores do Estado. No entanto, os benefícios de se ter uma associação de agricultores despertaram interesse em produtores também dos Estados de Santa Catarina e do Paraná.

“Por isso, no dia 24 de julho de 1963, durante a assembleia geral, ficou definido que a organização atuaria nos três estados Sul do País, tornando-se a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra). Neste mesmo ano, a Afubra foi reconhecida como utilidade pública pelo decreto 8.304, do dia 6 de dezembro, na época assinado pelo governador do Rio Grande do Sul, Ildo Meneghetti”, explicou a Associação.

Informações do evento

Gostou de conhecer os eventos agro do mês de março? Quer ficar por dentro das feiras e exposições que acontecerão no Brasil também nos próximos meses de 2019? Então, acompanhe o blog de Flavio Maluf, programe-se e aproveite!

 

Flavio Maluf fala sobre o faturamento das lavouras brasileiras em 2018 — em especial, do café

Em 2018, o faturamento bruto total das lavouras brasileiras chegou ao montante de R$ 383,87 bilhões. O cálculo desse faturamento, especificamente para as lavouras, contempla 21 produtos agrícolas, reporta o presidente das empresas Eucatex, o empresário e executivo Flavio Maluf. Vale salientar, também, que esse cálculo considera os preços médios recebidos pelos produtores rurais.

O ranking dos cinco produtos que apresentaram maior faturamento no ano passado é o seguinte:

  1. Soja, com R$ 142,36 bilhões, que equivale a 37% do faturamento total;
  2. Cana-de-açúcar, com R$ 61,08 bilhões, que equivale a 16% do faturamento total;
  3. Milho, com R$ 47,12, que equivale a 12% do faturamento total;
  4. Algodão herbáceo, com R$ 33,99 bilhões, que equivale a 9% do faturamento total; e
  5. Café, com R$ 24,92 bilhões, que equivale a 6,5% do faturamento total.  

Flavio Maluf ressalta que, a respeito do café, os R$ 24,92 bilhões são referentes tanto ao café conilon, que teve receita de pouco menos R$ 5 bilhões, o que representa em torno de 20% do faturamento total do produto; quanto ao café arábica, que atingiu cerca de R$ 20 bilhões, o que significa em torno de 80% do total do faturamento do café.

Vale destacar que os dados e números do chamado Valor Bruto da Produção (VBP) de cada produto agrícola são coletados e sistematizados pela Secretaria de Política Agrícola (SPA), do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), desde 2005.

Em relação, especificamente, aos Cafés do Brasil, desde de julho de 2014 as edições do VBP passaram a ser disponibilizadas no Observatório do Café, do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café. Esses dados possibilitam a realização de diversas análises e comparações da evolução da cafeicultura, pontua o Flavio Maluf.

Ainda, para a safra 2019 de café, as estimativas preliminares apontam para uma queda de 10% no faturamento bruto da lavoura cafeeira, que deverá atingir, este ano, o montante de R$ 20,77 bilhões. Tal redução é justificada pelo efeito da bienalidade negativa que aponta uma queda de 10,8% na produção em 2019 quando comparada com a safra colhida ano passado, reporta o presidente das empresas Eucatex.

Previsão para a safra de 2019 — Outros produtos

Estudos realizados por analistas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgados em agosto de 2018, indicaram as tendências das principais culturas agrícolas para a safra 2019. Em especial, soja, milho e arroz.

Para a soja

No que se refere à próxima safra de soja, a análise da Conab aponta para os dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), destaca o executivo Flavio Maluf. A estimativa do USDA é de que, em 2019, a safra mundial do produto em grãos deve ser a maior da história, com 367 milhões de toneladas. Desse total, os Estados Unidos devem plantar 124 milhões, já o Brasil, 120 milhões de toneladas.

Quanto à China, o documento pontuou “Como a China produz apenas 14,5 milhões de toneladas de grãos e esmaga 95,00 milhões de toneladas, para safra 2018/19 deverá continuar como maior importador de soja mundial, com cerca de 61,54% de toda soja em grãos importada. Segundo o USDA, a China deve reduzir as suas importações mundiais em 2,06%. O principal fator desta redução é a guerra comercial entre Estados Unidos e China, pois os chineses taxaram em 25% a soja dos Estados Unidos, o segundo maior exportador de soja para este país”.

O analista de mercado de soja da Conab, Leonardo Amazonas, explicou que “os chineses estão taxando em 25% a soja em grãos americana e, com isso, as exportações de soja no Brasil deverão manter-se aquecidas no próximo ano”. “Somos o único país capaz de vender o produto e ocupar o espaço deixado pelos norte-americanos”, acrescentou o analista, “por isso, a área de soja brasileira para a safra 2018/2019 deve aumentar”, completou.

Para o Milho

Flavio Maluf reporta que, conforme as estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento, o produtor tende a encontrar nessa próxima safra um cenário mais confortável tanto no abastecimento do milho no mercado quanto nos preços domésticos.

Entretanto, o documento que foi publicado em agosto do ano passado, antes das eleições, já fazia a seguinte ressalva: “Deve-se levar em consideração que a depender do resultado das eleições presidenciais e seus efeitos na economia nacional, o dólar pode variar significativamente, afetando as condições de paridade, bem como os preços internos”.

Ainda segundo as análises da Conab, as questões do frete também serão fundamentais para o direcionamento do mercado de milho. “De qualquer maneira, é primordial que o produtor brasileiro observe as oportunidades de mercado não só para atendimento do mercado externo, como, principalmente, para a demanda interna que, nas últimas safras, em alguns momentos do ano, tem se permitido pagar um pouco mais do que as tradings”, acrescentou o documento.

“No cenário externo, oportunidades como China e México não devem ser deixadas de lado, ressaltando, todavia, que os Estados Unidos devem continuar, ao que tudo indica pelo desenvolvimento das lavouras do Meio Oeste, com uma excelente produção e que não estarão dispostos a perder participação de mercado para Brasil e Argentina, mesmo com a atual política comercial de Donald Trump”, completou a Conab sobre a próxima safra de milho.

Para o arroz

“É importante destacar a evolução do mercado orizícola brasileiro no competitivo mercado internacional, apesar de todas as dificuldades enfrentadas pela cadeia produtiva”, frisou o documento da Companhia Nacional de Abastecimento.

Os estudos da Conab explicaram que “o grão brasileiro tem sido direcionado principalmente para o mercado latino-americano e africano e, ao se considerar a alta qualidade do produto brasileiro, há potencial de expansão das exportações brasileiras. Entretanto, o alto custo de produção em razão da elevada carga tributária brasileira é o principal fator que diminui a competitividade do arroz brasileiro e dificulta uma maior ampliação de mercado”.

O empresário e executivo Flavio Maluf acentua que o documento na íntegra pode ser acessado no site da Conab.