Você realmente sabe o que é Agronegócio: entenda, com Flavio Maluf, o conceito, áreas, tipos de produtores, dentre outras especificações

 

Tanto se fala por aqui de agronegócio, mas você entende realmente sobre o tema? Conheça o conceito e outras informações sobre o setor com o presidente das empresas Eucatex, o empresário e executivo Flavio Maluf.

Do princípio: O que é agronegócio

Agronegócio — ou agrobusiness, como o termo é conhecido no mercado internacional — refere-se a todas as atividades econômicas relacionadas ao comércio de produtos agrícolas ou da área da pecuária. Trata-se de um setor da economia que envolve diversas atividades. Entre elas está, por exemplo:

  • A produção agrícola (cultivo de culturas como o café, algodão, pecuária e demais);
  • A demanda por adubos e fertilizantes;
  • O desenvolvimento de maquinários agrícolas;
  • A industrialização de produtos do campo (como é o caso de óleos, cigarros, café solúvel, entre outros);
  • Bem como o desenvolvimento de tecnologias voltadas a dinamizar essas práticas.

Nesse sentido, Flavio Maluf reporta que fazem parte da cadeia do agronegócio:

  • Empresas agrícolas;
  • Pecuária;
  • Fabricantes de defensivos agrícolas, como é o caso de fertilizantes e herbicidas;
  • Desenvolvedoras de sementes para plantio;
  • Fabricantes de máquinas e equipamentos rurais;
  • Produtoras de rações;
  • Frigoríficos;
  • Empresas de laticínios;
  • Fabricantes de sucos;
  • Moinhos;
  • Armazéns e silos;
  • Atacadistas;
  • Distribuidores;
  • Exportadores, dentre outros perfis.

“Esse importante campo da economia envolve uma inter-relação entre os três setores: o primário (com a agropecuária), o secundário (com as indústrias de tecnologias e de transformação das matérias-primas) e o terciário (com o transporte e comercialização dos produtos advindos do campo) ”, ressaltou o Portal de educação Brasil Escola (brasilescola.uol.com.br), em texto escrito pelo Mestre em Geografia, Rodolfo Ferreira Alves Pena.

Tipos de produtores

Existem, basicamente, dois tipos de produtores dentro do agronegócio:   

Os pequenos e médios: Esses são os chamados minifundiários — eles, como o próprio nome diz, possuem pequenas áreas de produção. Nessa categoria, quem predomina é a chamada agricultura familiar, cuja mão de obra se concentra nos próprios proprietários.

E os grandes: Esses são os latifundiários — eles, por sua vez, são representados por proprietários e arrendatários de grandes áreas de terra. Em geral, essas áreas são utilizadas para a monocultura de commodities, como soja, milho e algodão.

No que se refere ao Brasil…

Vale salientar que o agronegócio brasileiro é um dos mais representativos do mundo, em especial, quando o assunto são as exportações, pontua o executivo Flavio Maluf. O Brasil está entre os maiores exportadores mundiais de café, açúcar, cana-de-açúcar, carne bovina, carne de frango e carne suína.

Publicada em julho de 2018, a reportagem “Um panorama do agronegócio no Brasil”, do Portal G1, pontuou, na ocasião, que o agronegócio brasileiro “é, indiscutivelmente, alavanca para a economia brasileira e o país caminha para ser o maior produtor de alimentos do mundo”.  O texto também acentuou que o setor era, naquele momento, o responsável por 23,5% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

A matéria do G1 ainda explicou que, segundo especialistas, os bons resultados do agronegócio brasileiro se devem a cinco fatores característicos. São eles:

  1. Condições climáticas favoráveis: no Brasil é possível colher duas safras por ano e, dependendo da cultura, até três;
  2. Condições de água: a disponibilidade de água é muito grande em boa parte do país;
  3. Profissionalização do homem do campo: os produtores alcançaram níveis elevados de tecnologia vale para pesquisas, equipamentos e conhecimento que permitiram ultrapassar os EUA na produção de soja. A expectativa é que o mesmo aconteça com o milho;
  4. Localização favorável para exportação: o Brasil tem diversas saídas, o que permite chegar ao mercado consumidor externo. Hoje, parte da produção do campo vai para 224 países;
  5. Grande área de cultivo: Hoje são aproximadamente 70 milhões de hectares cultivados, mas há possibilidade de usar outros 40 milhões sem interferir em matas e florestas. ”

Profissões no agronegócio

A Revista Globo Rural publicou, ainda no final de 2013, o intitulado “Especial: Profissões do Agronegócio”. A reportagem falou, na época, sobre as dez principais áreas de atuação no setor. Trata-se de uma matéria de cerca de seis anos atrás — no entanto, que cita as profissões tradicionais ligadas ao agronegócio e que se encontram, até hoje, no leque de opções de quem quer trabalhar no agro, salienta Flavio Maluf.

Confira quais são elas:

  1. Engenharia de Biossistemas
  2. Agronomia
  3. Zootecnia
  4. Engenharia Ambiental
  5. Medicina Veterinária
  6. Engenharia Hídrica
  7. Ciência e tecnologia de alimentos
  8. Ciência e tecnologia de laticínios
  9. Geologia
  10. Geografia

No início de 2017, a Revista ainda publicou Guia de profissões no agronegócio com as com as instituições brasileiras que oferecem cursos de graduação, técnicos e profissionalizantes no setor.

Sobre as críticas ao setor agro

O agronegócio sofre críticas a partir de duas concepções: uma de viés econômico-social e outro de cunho ambiental. Sobre essa última posição, é comum os embates no contexto político envolvendo os chamados ‘ruralistas’ contra os ‘ambientalistas’, explicou o Mestre em Geografia, Rodolfo Ferreira Alves Pena.

De acordo com Alves Pena, os ambientalistas frequentemente acusam os ruralistas de serem os responsáveis pelo crescimento desordenada das terras cultiváveis no território nacional — expandindo, desta forma, a fronteira agrícola e diminuindo a quantidade de reservas ambientais e áreas verdes, reporta Flavio Maluf.

Segundo o Mestre em Geografia, em seu texto para o Brasil Escola, também existem acusações “envolvendo o cultivo em áreas de preservação próximas a reservas e parques ambientais, além da poluição de cursos d’água por fertilizantes e outros produtos tóxicos”.

“As críticas de cunho social estão intrinsecamente relacionadas com os movimentos sociais do campo, com destaque para o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) que acusa o agronegócio de intensificar o processo de concentração fundiária, em que um número cada vez maior de terras fica detido sob a posse de um número cada vez menor de investidores. Além disso, os ruralistas, nesse caso, são acusados de travarem as políticas de Reforma Agrária no Brasil, que se arrasta desde meados do século XX sem uma solução definitiva”, completou Rodolfo Ferreira Alves Pena.

 

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