Flavio Maluf reporta a primeira exportação brasileira da semente de aveia preta à União Europeia

Há cerca de um mês, o Brasil fez o seu primeiro embarque de semente de aveia preta à União Europeia (UE), segundo informações que foram divulgadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), no último dia 13 de março. Foi exportado para a França, no final de fevereiro, dia 26, um contêiner com 24 toneladas do produto produzido pelo Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), destaca o presidente das empresas Eucatex, o empresário e executivo Flavio Maluf.

De acordo com o Mapa, essa exportação só foi possível de ser feita depois do reconhecimento, pela União Europeia, da equivalência dos sistemas de certificação. “A equivalência foi obtida no final do ano passado para sementes de cereais e forrageiras produzidas no Brasil”, comunicou a pasta, em nota. A coordenadora-geral de sementes, mudas e proteção de cultivares da Secretaria de Defesa Agropecuária, Virgínia Carpi, explicou que essa habilitação se trata do reconhecimento técnico que demonstra a qualidade do sistema brasileiro de certificação de sementes.

Flavio Maluf reporta que as sementes de aveia, produzidas pelo Iapar, são usadas para a formação de pastagem destinada à alimentação de rebanhos.

A exportação em questão foi feita pela empresa ADKalil Agricultural Consulting & Trading, de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, por meio de uma parceria com o Instituto Agronômico do Paraná. O acordo também contou com a colaboração da Fundação de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento do Agronegócio (Fapeagro).

Virgínia Carpi salientou que a venda de sementes pelo Brasil é promissora pela capacidade de produção comparada aos demais países (clima tropical, terras e água). “Historicamente Goiás tem exportado sementes de milho, acrescentou a nota do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

A pasta ainda deixou orientações específicas para quem é produtor de sementes, pontua Flavio Maluf. Aqueles que estiverem inscritos no Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem), podem “solicitar ao Mapa a certificação sob as regras da UE, conforme a Instrução Normativa nº 36, de 4 de outubro de 2017, que fixa as normas para certificação de sementes destinadas à União Europeia”, explicou o Ministério.

“Estão aptas à certificação para a UE as cultivares que constam na lista de cultivares da OECD (Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômico) e do Catálogo Comum de Cultivares da Comissão Europeia. A certificação é realizada pelo Mapa, tendo como referência as normas de certificação da UE e da OECD”, completou o Mapa.

O Iapar

O Instituto Agronômico do Paraná é o órgão de pesquisa que dá embasamento tecnológico às políticas públicas de desenvolvimento rural do Estado. Ele é vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (SEAB).

O Órgão — de acordo com  informações colhidas no site www.iapar.br,  no dia 21 de março — possui uma equipe de cerca de “772 funcionários (mais de 110 pesquisadores, a maioria com doutorado e pós-doutorado), que desenvolvem 15 programas de pesquisa (Agroecologia, Algodão, Arroz, Café, Cereais de Inverno, Culturas Diversas, Feijão, Forrageiras, Fruticultura, Manejo do Solo e Água, Milho, Produção Animal, Propagação Vegetal, Recursos Florestais, Sistemas de Produção)”.

“Nos 15 programas são conduzidos 225 grandes projetos de pesquisa, que totalizam 560 experimentos de campo espalhados por todo o Estado. Esse trabalho é realizado em estações experimentais do próprio Iapar, mas também em parceria com cooperativas, associações de produtores, universidades e outros centros de pesquisa”, completou o Portal do Instituto.

Flavio Maluf reporta ainda que as tecnologias do Instituto Agronômico do Paraná se distinguem — “pelo rigor científico e um profundo respeito à realidade dos agricultores e ao ambiente, sem perder de vista as exigências dos consumidores e necessidades da agroindústria”, pontuou o site da instituição de pesquisa.  

A Fapeagro

A Fundação de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento do Agronegócio é uma Fundação de Direito Privado, sem fins lucrativos, que presta serviço à condução de projetos de pesquisa do setor agropecuário, viabilizando a gestão orçamentária, técnica e fiscal. Ela compõe e ajusta parcerias entre os órgãos do poder público e da iniciativa privada, ressalta Flavio Maluf.

“Através de convênios com instituições de ensino, pesquisa e desenvolvimento, a Fapeagro facilita o relacionamento dessas organizações com empresas ligadas ao setor produtivo. Dessa forma é possível compatibilizar as demandas tecnológicas identificadas com a quantidade de recursos necessários para o seu atendimento”, explicou o Portal da Fundação de Apoio (www.fapeagro.org.br).

Flavio Maluf ainda acentua que, segundo o site da Fapeagro, o Órgão presta contas permanentemente ao Ministério Público, tendo seus balanços e relatórios auditados periodicamente pela pasta.

“Além dessa análise do Ministério Público, quando os recursos são captados através de convênios firmados com órgãos governamentais, a Fundação passa também por auditorias específicas dos Tribunais de Contas do Estado ou da União, conforme o caso. A confiabilidade da Fapeagro é, mais ainda, garantida pelo permanente fluxo de informações disponibilizadas às entidades conveniadas e aos parceiros interessados na execução dos projetos contratados”, completou o Portal da instituição de apoio à pesquisa.

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s