ABF divulga a lista de marcas coroadas com o Selo de Excelência em Franchising (SEF) de 2018. Confira com Flavio Maluf

 

Recentemente, a Associação Brasileira de Franchising (ABF) divulgou a lista com 218 marcas contempladas com o “Selo de Excelência em Franchising (SEF)” em 2018. Esta já é a 28ª edição da Chancela.  

O objetivo do SEF é carimbar a aprovação dos franqueados às suas respectivas marcas, após uma pesquisa detalhada de satisfação, envolvendo aspectos relevantes da rede de franquias. Ou seja, para entrar na lista de marcas contempladas com o Selo de Excelência em Franchising, estas passam pelo crivo dos próprios franqueados.

Contudo, para receber o Selo, é necessário que a marca possua, pelo menos, dez unidades franqueadas — com dez franqueados diferentes — e tenha um mínimo de dois anos de operação no franchising. Além disso, é preciso que ela esteja filiada à ABF.  Baseado no porte das redes, o SEF as divide nas categorias pleno, sênior e máster.

Performance operacional, como capacidade logística e de abastecimento; relacionamento com o franqueado, como comunicação e abertura ao diálogo; aspectos globais, ou seja, se existe satisfação dos franqueados com a franquia, de uma maneira geral; e a performance econômica, como o retorno do investimento e o desempenho em relação ao plano de negócios são os principais aspectos avaliados pelo Selo de Excelência em Franchising da ABF. Também é dada uma titulação bônus para as marcas que têm ações de sustentabilidade.

São coroadas com o Selo de Excelência as redes que atingem uma nota mínima baseada nos quatro critérios estabelecidos pela Associação Brasileira de Franchising.

Confira as marcas comtempladas com o Selo de Excelência em Franchising 2018

Categoria pleno: mínimo de dez franqueados e dois anos de operação

  • GLOBAL STUDY
  • GORDÃO LANCHES
  • DOCTOR MED CLÍNICA MÉDICA PARTICULAR
  • ESPAÇOLASER
  • PINGU´S ENGLISH CENTER
  • HINODE
  • DIOLASER
  • EVIDENTE
  • PELO ZERO DEPILAÇÃO
  • SP IMPLANTES TRATAMENTOS ODONTOLÓGICOS
  • TEVAH
  • VIVENDA DO CAMARÃO
  • ACQIO
  • ACTIONCOACH BRASIL
  • ALPHAGRAPHICS
  • ANACAPRI
  • ARTEX
  • ARTWALK
  • AUTHENTIC FEET
  • BALONE
  • BELLA GULA
  • BILLY THE GRILL BURGER & GRILL
  • BOALI
  • CAFÉ DO FEIRANTE
  • CAPODARTE
  • CASA BAUDUCCO
  • CASA PILÃO
  • CATA-VENTO
  • CAVERNA DO DINO
  • CENTRO DE ENSINO GRAU TÉCNICO
  • CETELBRAS EDUCACIONAL
  • CONSTANCE
  • CULTURA INGLESA
  • DR JARDIM
  • DUMOND
  • ESPETTO CARIOCA
  • EURODATA INTERATIVA
  • EXPENSE REDUCTION ANALYSTS – E.R.A BRASIL
  • FARMÁCIA ARTESANAL
  • FARMÁCIA ROVAL
  • FORUM
  • FRANQUIA REDE ORTOESTÉTICA
  • GENDAI JAPANESE FAST FOOD
  • ICE CREAMY SORVETES
  • IGA
  • INSPIRAR
  • INSTITUTO BRASILEIRO DE LÍNGUAS
  • LEZ A LEZ
  • LINK MONITORAMENTO
  • L’OCCITANE EN PROVENCE
  • LOFT
  • LOJAS CALCI
  • LOUYT
  • MAGIC FEET
  • MANIA DE CHURRASCO! PRIME STEAK HOUSE
  • MARIA BRASILEIRA
  • MERCADÃO DOS ÓCULOS
  • MIL MILK SHAKES
  • ORTHOCRIN
  • ORTHOPRIDE
  • OUTER. SHOES
  • PEZINHO E CIA
  • PROCOB
  • PUC
  • RISOTTO MIX GASTRONOMIA
  • RONALDO ACADEMY
  • SESTINI
  • SORRISUS CLÍNICAS ODONTOLÓGICAS
  • SR. SORVETE
  • STALKER
  • STERNA CAFÉ
  • TOUCH
  • VIZINHANDO GASTRONOMIA DE BAR
  • YOGGI

Categoria Sênior: mínimo de 30 franqueados e cinco anos de operação

  • ONODERA ESTÉTICA
  • PHARMAPELE
  • A FÓRMULA
  • VATIM
  • EXPERIMENTO
  • HAVAIANAS
  • MR. MIX – MILK SHAKES
  • PELLO MENOS DEPILAÇÃO
  • SOBRANCELHAS DESIGN
  • TUTORES
  • APOLAR IMÓVEIS
  • NÃO+PÊLO
  • 10 PASTÉIS
  • ALPHABETO
  • ARQUIVAR – GESTÃO DE DOCUMENTOS
  • AUXILIADORA PREDIAL
  • BEBELU SANDUÍCHES
  • BIBI
  • BONO PNEUS
  • CAFÉ DO PONTO
  • CAMARÃO & CIA
  • CASA DE BOLOS
  • CHIQUINHO SORVETES
  • CLUBE MELISSA
  • CÓDIGO GIRLS
  • COLCCI
  • CROASONHO
  • DAMÁSIO EDUCACIONAL
  • DOCTOR FEET
  • DROGARIAS MAX
  • ENSINA MAIS
  • EVOLUTE CURSOS PROFISSIONALIZANTES
  • FARMELHOR
  • FASTFRAME – MOLDURA NA HORA
  • FIRST CLASS
  • GOU
  • GRILETTO
  • GUIA-SE NEGÓCIOS PELA INTERNET
  • HERING KIDS
  • HOME ANGELS
  • IE INTERCAMBIO NO EXTERIOR
  • IGUI
  • INSTITUTO MIX
  • JORGE BISCHOFF
  • LANCHÃO & CIA
  • LIG LIG DELIVERY
  • LUBRAX +
  • MINDS ENGLISH SCHOOL
  • MOLDURA MINUTO
  • NTW CONTABILIDADE E GESTÃO EMPRESARIAL
  • ODONTOCOMPANY
  • ON BYTE
  • ORTOPLAN – ESPECIALIDADES ODONTOLÓGICAS
  • OUTLET LINGERIE
  • PARK IDIOMAS
  • PARMEGGIO GRELHADOS E LANCHES
  • POSÉ
  • RAGAZZO
  • REDEORTO
  • REMAX
  • ROCKFELLER LANGUAGE CENTER
  • SILUETS
  • SPÉ O SPA DO PÉ
  • SUCO BAGAÇO
  • TIP TOP
  • TRATA IGUI BEM
  • VAZOLI
  • VIA MIA
  • WERNER COIFFEUR
  • WORLD STUDY
  • WORLD TENNIS
  • YES RENT A CAR

Categoria Máster: mínimo de 60 franqueados e dez anos de operação

  • 5ÀSEC
  • ÁGUA DOCE CACHAÇARIA
  • AREZZO
  • ASTRAL
  • BOB´S
  • CARMEN STEFFENS
  • CASA DO CONSTRUTOR
  • CCAA
  • CEBRAC – CENTRO BRASILEIRO DE CURSOS
  • PBF – INGLÊS E ESPANHOL
  • FEDERAL INVEST
  • MR. CAT
  • MULTICOISAS
  • CHILLI BEANS
  • CHINA IN BOX
  • CI
  • CNA
  • COIFE ODONTO
  • DEKRA
  • DEPYL ACTION
  • DIVINO FOGÃO
  • DOMINO`S PIZZA
  • EMAGRECENTRO
  • FISK CENTRO DE ENSINO
  • FLASH COURIER
  • FLYTOUR FRANCHISING
  • GIRAFFAS
  • HABIB´S
  • HERING STORE
  • HOPE LINGERIE
  • IMAGINARIUM
  • INFLUX ENGLISH SCHOOL
  • INSTITUTO EMBELLEZE
  • JIN JIN
  • KONI STORE
  • KOPENHAGEN
  • KUMON
  • LILICA & TIGOR
  • LOCALIZA RENT A CAR
  • MCDONALD´S
  • MEGAMATTE
  • MICROLINS
  • MMARTAN
  • MONTANA GRILL EXPRESS
  • MORANA
  • MR. PRETZELS
  • NUTTY BAVARIAN
  • O BOTICÁRIO
  • ODONTOCLINIC
  • ORTHODONTIC
  • ÓTICAS CAROL
  • PATRONI PIZZA
  • PEOPLE COMPUTAÇÃO
  • PORTOBELLO SHOP
  • PREPARA CURSOS PROFISSIONALIZANTES
  • PUKET
  • QUALITY LAVANDERIA
  • REI DO MATE
  • RESTAURA JEANS
  • S.O.S COMPUTADORES
  • SANTA LOLLA
  • SKILL INGLÊS E ESPANHOL
  • SODIÊ DOCES
  • SORRIDENTS
  • SPOLETO
  • SUPERA – GINÁSTICA PARA O CÉREBRO
  • THE KIDS CLUB – INGLÊS SÓ P/ CRIANÇAS
  • UNIDAS ALUGUEL DE CARROS
  • UPTIME CONSULTANTS – COMUNICAÇÃO EM INGLÊS
  • WIZARD BY PEARSON
  • YÁZIGI
  • YES! – CURSO DE IDIOMAS

Já pensou em abrir uma franquia? Veja dicas com Flavio Maluf

Definição de franquia: Trata-se de um sistema de comércio pelo qual o proprietário de uma marca (ou seja, o franqueador), cede à outra pessoa (nesse caso, ao franqueado) o direito de vender e distribuir seus produtos, sua marca e sua patente. E as vantagens dessa modalidade de negócio? Bom, segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), entre os principais benefícios dessa categoria para quem está pensando em abrir um empreendimento está a possibilidade de contar com a credibilidade de um nome ou marca já conhecida no mercado, bem como com a orientação e treinamento do franqueador.  

O Sebrae destacou que, em geral, o franqueador já testou seus produtos e marcas no mercado, já planejou a sua expansão e já é conhecedor do perfil dos clientes. O franqueador também já possui informações relevantes quanto ao processo de produção e de venda, bem como sobre as estratégias de seus concorrentes, ressaltou a entidade, reporta o empresário e executivo da Eucatex, Flavio Maluf.

Não esqueça, no entanto, que você, como franquia, é independente jurídica e financeiramente. A sua empresa terá a própria razão social e todas as operações financeiras serão de sua responsabilidade individual.

Ainda, a diretora de microfranquias da Associação Brasileira de Franchising (ABF), Adriana Auriemo, alertou que para investir nesse modelo de empreendimento o é preciso pesquisar sobre a empresa do franqueador. “O franqueado deve conhecer bem as regras do jogo, tirar dúvidas, ligar para outros franqueados. Franquia não é um investimento financeiro. O franqueado tem que se identificar com o negócio tanto como cliente quanto como empresário“, explicou ela.

Se você, todavia, gostou da ideia de abrir uma franquia, fique atento às oportunidades. Em fevereiro, o Portal UOL listou opções para quem quer investir nessa modalidade de negócios — segundo o canal de notícias, todos os dados foram fornecidos pelas próprias empresas. Confira algumas delas.

 

  • Ahoba Viagens

 

Trata-se de um empreendimento que atua como uma agência online de viagens — no qual é possível trabalhar de qualquer lugar, através de um notebook, tablet ou smartphone com conexão à internet. O objetivo do franqueado é vender pacotes e serviços de viagens, tais como estadias, passagens, passeios, traslados e aluguel de carro.

Investimento inicial: R$ 3.950 (inclui taxa da franquia);

Royalties: 1% a 2% do faturamento ou R$ 100/mês (o que for maior);

Faturamento médio mensal: R$ 30 mil;

Lucro médio mensal: R$ 3.000;

Retorno do investimento: de três a 12 meses.

 

  • Sigbol Fashion

 

Envolve cursos profissionalizantes na área de moda. São 56 cursos na grade da rede. Aqui, existe um modelo chamado “home based”, direcionado para quem já costura em casa. A ideia da empresa é, justamente, transformar essa costureira em franqueada. Desta forma — após passar por treinamento, com metodologia e material da Sigbol Fashion — ela torna-se apta a dar aulas de corte e costura e administrar a franquia. São seis opções de cursos no home based.

Investimento inicial: a partir de R$ 17 mil (home based) e a partir de R$ 49.503 (loja física). Inclui taxa de franquia, capital para instalação, capital de giro e estoque inicial de material didático;

Faturamento médio mensal: R$ 13 mil (home based) e R$ 24 mil (loja física);

Lucro médio mensal: até 30% sobre o faturamento;

Retorno do investimento: a partir de cinco meses (home based) e a partir de 11 meses (loja física);

 

  • Mary Help

 

Envolve o agenciamento de profissionais como diaristas, faxineiras, lavadeiras, passadeiras, cozinheiras e babás. Conforme a UOL, “a franquia ajuda, por exemplo, na montagem no negócio, na seleção, recrutamento e treinamento de profissionais e gerenciamento do negócio por meio de software próprio”.

Investimento inicial: R$ 40 mil (inclui taxa de franquia, taxa de instalação e capital de giro). Este modelo é para cidades com até 50 mil habitantes;

Royalties: R$ 1.639,75/mês;

Faturamento médio mensal: de R$ 30 mil a R$ 150 mil;

Lucro médio mensal: de 15% a 25% sobre o faturamento;

Retorno do investimento: de 12 a 14 meses.

Se interessou pelo modelo de negócios? Você pode conferir mais opções de franquia através do link: https://economia.uol.com.br/empreendedorismo/noticias/redacao/2018/02/02/franquias-modelos-de-negocios-investimento-inicial.htm.

Vamos falar de empreendedorismo na aposentadoria? Confira, com Flavio Maluf

Você é aposentado ou está perto de chegar lá? Já pensou o que fazer com essa situação. Pois bem, muitos aposentados não querem — ou, mesmo, não podem, por conta dos compromissos financeiros — parar com as atividades profissionais e o empreendedorismo surge como uma boa opção nesse sentido. Quem apresenta os dados e reporta a notícia é o presidente das empresas Eucatex, o empresário e executivo Flavio Maluf.

A Secretaria da Previdência Social informou que, em 2017, o Brasil registrou 19 milhões de aposentados. Estes em uma faixa etária média de 58 anos. O que acontece, no entanto, é que, muitas vezes, como destacou o portal empreendedor.com.br, a renda da aposentadoria é insuficiente para cobrir todas as despesas familiares.

Para a co-fundadora do Hype60+ — empresa de marketing especializada no público sênior — Layla Vallias, a imagem do aposentado também mudou. Segundo ela, “não existe mais aquela ideia do velhinho de bengala, da senhorinha fazendo crochê”. “Estas pessoas ainda estão ativas. Pela primeira vez na história do mundo, as pessoas ganharam tempo de vida”, acrescentou Layla.  

Ainda conforme a cofundadora, a aposentadoria, para algumas pessoas, pode significar depressão. “O trabalho em nossa sociedade representa muito da nossa vida, da nossa personalidade, de quem a gente é. Quando se aposentam, muitos vão para casa e se deprimem”, enfatiza Layla Vallias.

Bom, não por acaso o último levantamento da Global Entrepreneurship Monitor (GEM), divulgado ainda em 2016, mostrou que 48,1% das pessoas que estão entre 45 a 64 anos mantêm um empreendimento estabelecido — ainda, só na faixa dos 55 a 64 anos, são 23,9%. Todavia, vale salientar que, quando o recorte é para o empreendedorismo em estágio inicial, apensas 15% das pessoas entre os 55 a 64 anos investem em um novo negócio. “A busca por novos negócios, em uma aposentadoria ativa é desafiadora, mas necessária para quem deseja manter a qualidade de vida e a saúde financeira estável”, acentuou o CEO José Augusto Minarelli, da empresa Lens & Minarelli, especializada em outplacement.

Uma pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) — na qual, foram ouvidas mais de 1,2 mil pessoas com mais de 50 anos — por sua vez, verificou que um em cada dez dos entrevistados que estão perto da aposentadoria afirmaram que desejam abrir seu próprio negócio a curto prazo, aponta Flavio Maluf. “Geralmente são pessoas que nos procuram com um propósito de vida, desde ajudar os outros até aplicar o conhecimento que possuem em novos negócios, diferentes do que atuaram a vida toda”, contou a consultora do Sebrae-PR, Adriana Kalinowski.

Mas como começar?

Fazer um panorama das suas habilidades e conhecimentos é uma boa reflexão inicial. Segundo Layla Vallias, pessoas com idade mais avançada “já passaram por muita coisa, diferentes governos e momentos da nossa história, viram tecnologias surgirem e desaparecerem, e todos estes anos de experiência contam muito na hora de abrir um novo negócio”.

A cofundadora do Hype60+ acrescentou que procurar mentoria ou coaching é um passo importante, visto que isso ajuda o futuro empreendedor a identificar expertises e um possível perfil para empreender. “Muitos trabalharam a vida inteira desenvolvendo uma mesma habilidade. É importante saber identificar o que sabe e gosta de fazer e, a partir daí, começar com o que se sente mais confortável, o que tira de letra, e ir se aprofundando no que precisa aprender”, explicou Layla.

Outros pontos importantes, segundo Adriana Kalinowski, é ativar a rede de contatos — que é destacada pela consultora como um diferencial para os aposentados, por conta de todos os anos de trabalho — e buscar informações e mais conhecimento. “Cursos de planejamento de negócios, finanças, marketing, design. Tudo isso é importante que um empreendedor saiba. Muitos abrem sem o conhecimento do mercado em que desejam empreender, querem fazer algo completamente novo e não fazem uma pesquisa. Entender e conhecer o mercado é fundamental para ter sucesso”, alertou Kalinowski.

Quais negócios os aposentados mais procuram?

Segundo o Sebrae, um percentual de 78,7% dos aposentados que almejam abrir um novo negócio já sabe o que quer fazer. O estudo apontou, ainda, que 59,6% destes desejam trabalhar com o comércio, principalmente nos segmentos de alimentação (25,2%) e lojas de roupas e calçados (6,8%). Outro setor que faz sucesso entre os aposentados é o serviço, que aparece como a preferência de 30,1% dos possíveis novos empreendedores. Consultoria (4,6%), serviços voltados à construção civil e reparo (2,8%) estão entre as principais atividades desejadas.

47% dos donos de pequenos negócios não pensam na aposentadoria, diz pesquisa do Sebrae – Com Flavio Maluf

Quem aqui não pensa em se aposentar um dia, não é mesmo? Bom, se você é um empreendedor brasileiro, as possibilidades de, realmente, não estar pensando nisso são maiores. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), quase metade dos donos de pequenos negócios no Brasil não pensam em se aposentar – o percentual chega a 47% . Quem apresenta os dados e reporta a noticia é o presidente das empresas Eucatex, o empresário e executivo Flavio Maluf.

Segundo o levantamento, os empreendedores brasileiros estão mais preocupados em manter a empresa do que com o sustento após o fim das atividades no mercado profissional. Para o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos “a crise e uma possível reforma da Previdência podem ser alguns dos fatores que influenciaram esse resultado”. Ainda de acordo com o estudo, 8% dos empresários já são aposentados e 45% deles pensam em se aposentar algum dia, aponta Flavio Maluf.

A pesquisa do Sebrae também ressalta números bastante diferentes – 57% é o percentual de quem acredita que será o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) quem pagará a sua aposentadoria, isso entre as pessoas que planejam parar de trabalhar algum dia. Esse número, no entanto, é quase três vezes superior ao percentual entre os donos de pequenos negócios – a propósito, 19% desses pensam em contar com uma aposentadoria privada, acentua o executivo Flavio Maluf. Ainda, outros 18% acreditam que investimentos próprios serão suficientes para mantê-los após o fim das atividades profissionais.

O presidente das empresas  Eucatex, Flavio Maluf, destaca também que quem mais espera receber a aposentadoria pelo INSS é microempreendedor individual (MEI). O estudo do Sebrae mostra que 61% dos entrevistados dessa categoria têm expectativas quanto ao benefício da previdência pública. “A possibilidade de ser um segurado da Previdência Social é um estímulo para esses empreendedores que faturam até R$ 60 mil por ano se formalizarem, por isso percebemos um interesse maior em relação ao INSS nessa categoria”, pontua Afif Domingos.

Microempreendedor individual (MEI)

O Microempreendedor Individual (MEI) é aquela pessoa que trabalha por conta própria e que se legaliza como pequeno empresário. Contudo, o valor máximo de faturamento dessa categoria deve ser R$ 60.000,00 por ano, lembra o presidente das empresas Eucatex. O MEI também não pode ter participação em outra empresa como sócio ou titular.

Mas por que, então, ser um MEI? É através da Lei Complementar nº 128, de 19/12/2008, que foram criadas condições especiais para que o trabalhador conhecido como informal possa se tornar um MEI legalizado – só assim ele assegura as vantagens da categoria. Entre elas está o registro no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) – o que facilita a abertura de conta bancária, o pedido de empréstimos e a emissão de notas fiscais, por exemplo.

Outro benefício e um dos mais importantes é em relação aos tributos federais – que trata-se do Imposto de Renda, PIS, Cofins, IPI e CSLL. O empresário Flavio Maluf explica que o MEI será enquadrado no Simples Nacional e ficará isento dessas obrigações. Desta forma, ele pagará apenas o valor fixo mensal de R$ 47,85, para comércio ou indústria; R$ 51,85 para prestação de serviços; ou R$ 52,85 para comércio e serviços, que será destinado à Previdência Social e ao ICMS ou ao ISS.

Essas quantias serão atualizadas anualmente, de acordo com o salário mínimo e com elas o Microempreendedor Individual garante acesso a benefícios como auxílio maternidade, auxílio doença, aposentadoria, entre outros.

 

 

 

Conheça, com Flavio Maluf, o Projeto “Favela Legal”, do Sebrae

Imagine R$ 80 milhões “girando” nas mãos de donos de pequenos negócios – negócios esses, porém, localizados nas comunidades brasileiras. Esse é o número em reais que os mais de 12 milhões de moradores das favelas do país movimentam, segundo pesquisa Data Popular utilizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) como base para idealização do projeto Favela Legal. O presidente das empresas Eucatex Flavio Maluf é o empresário e executivo quem noticia a iniciativa.

A ideia do projeto, que estará ativo a partir da primeira semana de maio, é estimular o empreendedorismo nas duas maiores favelas de São Paulo – Paraisópolis e Heliópolis – justamente por conta do alto fluxo de pequenos negócios localizados lá, explica Flavio Maluf. “Você olha na favela tem farmácia, mercearia, tem tudo lá dentro. É uma cidade, mas uma cidade na informalidade”, pondera o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos.

A questão da informalidade é um ponto importante. Um dos principais objetivos do Favela Legal é mudar essa situação e incluir na Previdência Social os donos de pequenos negócios locais, contando tempo para aposentadoria. “Nós estamos trazendo todos para a formalidade através do programa Microempreendedor Individual [MEI] ou da microempresa. Nós vamos ajudá-los a organizar”, diz o Afif Domingos. Flavio Maluf informa que a iniciativa também é uma forma de contribuir para a arrecadação do Estado.

Ainda segundo Guilherme Afif Domingos, o Sebrae fará mutirão dentro das comunidades de Paraisópolis e Heliópolis para realizar a regularização das empresas. “Eles estão à margem do processo, eles não têm cobertura previdenciária e, por meio do MEI, eles passam a ter essa cobertura. Isso é bom para a Previdência também, porque aumenta a arrecadação”, reforçou o presidente da entidade.

Uma das medidas do projeto é capacitar os empresários moradores das favelas, através de programas de qualificação do MEI. A intenção é levar diretamente soluções do Sebrae, como é o caso dos programas de qualificação do MEI – por exemplo, o SEI Vender, o SEI Controlar o Meu Dinheiro e o SEI Planejar – e o programa Super MEI, lançado pelo Sebrae de São Paulo em 2016, ilustra o empresário Flavio Maluf.

O empreendedor Flavio Maluf ainda ressalta a opinião do presidente Michel Temer a respeito da iniciativa, por meio do assessor especial da Presidência da República, o jurista Gastão Toledon – “O presidente gostou muito dessa ideia. Acha que é uma nova maneira de incluir os empreendedores, até agora desconhecidos, no universo da formalidade.”, disse Toledo, que ainda acrescentou – “O passado de todos os empreendedores grandes foi no início uma pequena empresa. Devemos estimular isso. Não só nas favelas, mas em todos os rincões.”

O projeto Favela Legal deve atuar como um piloto nas favelas de São Paulo, mas a ideia é expandi-lo para outros locais do pais.

Presidente do Sebrae, Afif Domingos, fala sobre a regulamentação da terceirização – por Flavio Maluf

“A terceirização é um fator de geração de emprego. É uma oportunidade para o surgimento de muitas atividades para novos empreendedores que hoje são trabalhadores”. A frase é do presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Guilherme Afif Domingos, que ainda pontua que, no Brasil, o operário vira empresário. Bem por isso, no último dia 22 de março, ele comemorou a aprovação, pela Câmara dos Deputados Federais, do Projeto de Lei (PL) nº 4.302/1998, que regulamenta a terceirização em todas as atividades das empresas.

Afif Domingos é defensor do modelo e acredita que a contratação de empresas terceirizadas é uma das saídas para a crise. O presidente das empresas Eucatex Flavio Maluf é o empresário e executivo que destaca o assunto.

Permitir a terceirização em todas as atividades das empresas, sem limitá-la a um tipo específico (meio e fim) é, justamente, um dos principais pontos aprovados no PL. Outro ponto importante, porém, é a definição da responsabilidade subsidiária da empresa contratante em relação ao pagamento das obrigações trabalhistas dos empregados da empresa contratada, acentua Flavio Maluf. Além disso, ficam mantidos todos os direitos do trabalhador.

O percentual de donos de pequenos negócios que acreditam que poderão aumentar o faturamento com o fornecimento de serviços terceirizados chega a 41%, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae. Para o presidente da entidade “a terceirização irá permitir que as empresas participem de cadeias produtivas como prestadoras de serviços especializados ou tenham contratos de trabalho que sejam adequados às modernas relações que a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) não contempla e traz insegurança jurídica.”

O executivo da Eucatex, Flavio Maluf ressalta que, também segundo a pesquisa do Sebrae, menos da metade dos empreendedores pensam em terceirizar a sua própria mão de obra, ainda que a terceirização seja uma possibilidade para aumentar o faturamento das empresas. Conforme o levantamento, duas em cada três micro e pequenas empresas com empregados não têm interesse em terceirizar parte das suas atividades-fim.

“Esse resultado reforça mais ainda a minha tese: a regulamentação da terceirização não deve ser confundida com a precarização da força de trabalho. Precarização é a falta de trabalho”, enfatiza Afif Domingos.

Os empreendimentos de reparação de veículos e de equipamentos, de promoção de eventos, de serviços de transporte e hospedagem, e os ligados à construção civil estão entre os pequenos negócios que veem oportunidades em oferecer serviços para as médias e grandes empresas, salienta Flavio Maluf. Também são vistas como promissoras para oferecer serviços terceirizados as atividades ligadas à educação.

O presidente das empresas Eucatex reporta que o trabalho terceirizado é utilizado em todo o mundo e a regulamentação dele é fundamental para ampliar a segurança jurídica para empresas e trabalhadores. A medida fortalece o setor produtivo nacional e estimula tanto o investimento quanto a geração de empregos e a ampliação dos níveis de competitividade das empresas, conclui Flavio Maluf.

 

 

Indústria têxtil e de confecção começou 2017 com números positivos – Confira com Flavio Maluf

A crise econômica brasileira atingiu muitos campos do mercado, a própria Indústria têxtil e de confecção, recentemente, teve dois anos seguidos de recessão, porém, inicia 2017 com boas notícias. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), apresentados durante coletiva de imprensa no dia 26 de janeiro, o setor inicia o ano com sinais de recuperação no mercado – com alta de 1% na produção de vestuário contra queda de 6,7% em 2016. Quem apresenta os dados é o presidente das empresas Eucatex, o empresário e executivo Flavio Maluf.

A produção de têxteis também indica crescimento de 1% contra -5,3% no ano anterior. Flavio Maluf destaca que a expectativa para o faturamento do têxtil e de confecção, este ano, é de R$ 135 bilhões (US$ 40,2 bilhões), o que significa um aumento de 4,6% em relação a 2016. O varejo de vestuário deverá crescer 2%.

Já quanto ao déficit da balança comercial, a perspectiva é de que ele alcance US$ 3,7 bilhões, com aumento de 10% nas importações (1,21 milhão de toneladas) e de 5% nas exportações do setor (209 mil toneladas).

Os índices em relação a capacidade do setor de gerar empregos também subiram depois de anos de intensa recessão.  A perspectiva é de que, em 2017, o campo consiga gerar cerca de 10 mil postos de trabalho – ante a perda de 25 mil empregos no ano passado e 100 mil em 2015, reporta Flavio Maluf. Ainda para este ano, espera-se o aporte de R$ 1,75 bilhão (US$ 520 milhões) no investimento em máquinas e equipamentos.

O executivo Flavio Maluf também explica que um dos principais fatores que justificam as expectativas positivas para o setor é a estimativa de que a economia brasileira voltará a crescer – mesmo que muito modestamente, pondera o presidente das empresas Eucatex – visto a continuidade na redução da taxa básica de juros, inflação em patamar mais próximo do centro da meta, alguma melhoria do mercado de crédito, bem como um aumento da confiança das empresas e do consumidor.

De acordo com o presidente da Abit, Fernando Pimentel, “2017 continuará sendo um ano com muitas dificuldades e incertezas, tanto no âmbito nacional quanto internacional. Porém, existem alguns sinais de melhora por conta de propostas já encaminhadas e a serem encaminhadas pelo Executivo nas áreas da previdência, trabalhista, tributária e da desburocratização. A indústria está pronta para ativar a retomada que vier e o setor têxtil e de confecção sempre reagem muito rapidamente”.

A redução na taxa da Selic

Pela quinta vez seguida, desde outubro do ano passado, o Banco Central (BC) decidiu, no último dia 12 de abril, reduzir a taxa básica de juros da economia brasileira, que também é chamada de taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic). O corte, desta vez, chegou a um ponto percentual e a Selic reduziu de 12,25% para 11,25% ao ano. O executivo Flavio Maluf sobressai que, segundo os economistas, essa redução do juro básico deve estimular o consumo e o investimento e, consequentemente, vai ajudar a economia brasileira a se recuperar.

Este ano, Comércio Mundial deve crescer 2,4%, diz OMC – Veja com Flavio Maluf

No último dia 12 de abril, boas noticias para o comércio mundial – as expectativas são de que o setor cresça cerca de 2,4% neste ano, apesar da incerteza sobre a evolução econômica e política, especialmente, nos Estados Unidos, afirmou a Organização Mundial do Comércio (OMC). Quem reporta a noticia e algumas considerações sobre o assunto do diretor-geral da Organização, Roberto Azevêdo, é o presidente das empresas Eucatex e empresário, Flavio Maluf.

A faixa de crescimento para este ano foi ajustada para um intervalo entre 1,8 e 3,6%, ante 1,8 e 3,1% em setembro passado, informou a OMC. Mas, de acordo com Roberto Azevêdo, ainda é preciso haver clareza sobre as políticas comerciais do atual presidente americano, Donald Trump.

O diretor da OMC também aproveitou a ocasião para fazer um apelo geral para resistir ao protecionismo. Flavio Maluf destaca que, segundo ele, os resultados das próximas eleições em economias importantes, como é o caso da França, devem proporcionar mais previsibilidade para os investidores.

Para Roberto Azevêdo, o comércio deve, sim, ser visto como parte da solução para as dificuldades econômicas e não como parte do problema. Contudo, ele pondera – “Em geral, acho que embora existam algumas razões para um otimismo cauteloso, o crescimento do comércio permanece frágil e há riscos consideráveis do lado negativo. Muito da incerteza em torno do cenário é político[…]. Precisamos continuar fortalecendo o sistema, apresentando novas reformas e resistindo à construção de novas barreiras ao comércio.”

O executivo Flavio Maluf salienta que a OMC tem revisado, de forma contínua, as estimativas preliminares nos últimos cinco anos, visto que, as previsões de recuperação econômica revelam-se excessivamente otimistas.

Em 2016, porém, o comércio global cresceu a uma taxa de 1,3% – ritmo mais lento desde a crise financeira e abaixo da projeção revisada de 1,7% feita em setembro, sobressai o presidente das empresas Eucatex, Flavio Maluf. Para o diretor-geral da OMC “o fraco desempenho ao longo do ano foi em grande parte devido a uma desaceleração significativa nos mercados emergentes, onde as importações basicamente estagnaram no ano passado, crescendo muito pouco em termos de volume”

Já as previsões para 2018, conforme a análise mais recente da Organização, Roberto Azevêdo, são de que o comércio global cresça entre 2,1 e 4%, conclui o empresário Flavio Maluf.

A OMC

Com sede em Genebra (Suíça), a Organização Mundial do Comércio é uma instituição internacional que, desde 1995, atua na fiscalização e regulamentação do comércio mundial. É ela a instância que define as regras para o comércio multilateral e plurilateral entre os países.

Uma das funções da Organização, por exemplo, é atuar como um intermediador, quando dois países membros geram conflitos por motivos comerciais. Entre as funções da OMC também está gerenciar acordos comerciais tendo como parâmetro a globalização da economia; criar situações e momentos para que sejam firmados acordos comerciais internacionais; e supervisionar o cumprimento de acordos comerciais entre os países.

Veja, com Flavio Maluf, quais são as prioridades dos consumidores na hora da compra online

Todo o empresário gostaria de saber como funciona a mente do consumidor, não é mesmo? Pois bem, para ajudar nessa missão e descobrir as prioridades dos consumidores e os principais critérios usados no processo de escolha da loja para fazer uma compra online, o Zoom, site e aplicativo comparador de preços e produtos, em parceria com a Consumoteca, boutique de conhecimento especializada no consumidor brasileiro, realizou uma pesquisa com 4 mil pessoas. O presidente das empresas Eucatex, o empresário e executivo Flavio Maluf apresenta os dados.

Os entrevistados do estudo – que começou a ser realizado em 2013 e encontra-se na quarta edição – podiam escolher até três critérios que considerassem importantes quando o assunto gira em torno de suas compras online, explica o executivo Flavio Maluf. As opções disponíveis eram: “priorizo as lojas onde já tive boa experiência”, “preço/busco pelo produto mais barato”, “priorizo as grandes lojas”, “vejo se tem reclamações em sites como o Reclame Aqui”, “confiança na entrega” e “avaliação de outros consumidores”.

Flavio Maluf reporta que, de acordo com os dados do levantamento, na hora de comprar algum produto, assim como aconteceu nas outras edições, o consumidor segue dando prioridade às lojas em que já teve boas experiências – deixando a busca pelo melhor preço em segundo lugar. Em seguida, em terceira e quarta posição, respectivamente, está a confiança passada pelas grandes varejistas, e as lojas que não tenham tido reclamações em sites como o Reclame Aqui, por exemplo.

A avaliação de outros consumidores – que pode ser verificada no próprio site das lojas, no setor de avaliações, por exemplo – aparece em penúltimo lugar, entretanto, a pesquisa revela que, conforme o passar dos anos, esse critério vem destacando-se no processo de escolha. Basta observar os índices de 2014, sobressai Flavio Maluf, quando este quesito era considerado por apenas 21% dos consumidores, e comparar com 2017, onde esse número já está em 29% – a opção, inclusive, está a frente da confiança na entrega.

O diretor executivo do Zoom, Thiago Flores, explica que “os e-consumidores sabem que uma das grandes vantagens da internet é a velocidade na troca de informações entre clientes e o quanto isso impacta na busca, por parte das varejistas, em atingir excelência na experiência de compra”. O empresário Flavio Maluf destaca ainda que, segundo as palavras de Flores, “os consumidores estão mais maduros e já se sentem confortáveis com questões básicas do comércio eletrônico como entrega e pagamento, podendo agora priorizar outros aspectos”.

FONTE

Flavio Maluf noticia como indústria interna da Venezuela se aqueceu com a crise

A crise financeira tem assolado todo o planeta, desequilibrando balanças comerciais. Como o caso da Venezuela, que tem como produto principal de exportação o petróleo, que teve uma grande queda de preço.

Com a crise da sua balança comercial, foi gerado oportunidades para o crescimento do seu mercado interno, noticia Flavio Maluf, que é empresário e presidente das empresas Eucatex.

Indústria do Rum

A Venezuela é uma grande importadora de whisky, porem com a sua receita prejudicada pelo petróleo, o país teve que diminuir a importação do destilado, que começou a faltar nas prateleiras. Flavio Maluf reporta que esse problema abriu brecha para o crescimento de um setor local para substituir essa demanda do mercado. As pessoas começaram a consumir mais Rum. “Por causa dos problemas do país, os grandes importadores de uísque tiveram mais limitações para trazer a bebida, e a população começou a consumir mais o rum”, disse presidente da Associação de Produtores de Rum, Jesús Alfaro.

Como o Rum é de produção nacional, possui um preço mais competitivo, sendo até 300% mais barato. O whisky é tradicionalmente uma bebida de maior status, para resolver esse problema começou a ser industrializadas linhas Premium de Ruim, dessa forma substituindo o importado e fomentando a indústria nacional.

Uma chance para os produtos antes preteridos

Flavio Maluf noticia que produtos antes conhecidos como alternativos ou secundários, agora passaram a ocupar um espaço maior das prateleiras. Isso porque muitas marcas famosas e internacionais que dominavam a maior parte da fatia do mercado saíram da lista de importação do país ou tiveram sua entrada limitada. Dessa forma muitos produtos sumiram, ou encareceram.

A marca Fácil Química agora detém 35% do mercado, antes era uma marca conhecida apenas como opcional. Antes da crise o governo fornecia incentivo fiscal, para o cambio das empresas concorrentes para importação de matéria prima.

Larry Gil, diretor da Fácil Química informa que nunca precisaram da ajuda do governo. “Sempre sobrevivemos sem ajuda do governo, diferentemente de outras empresas”, disse Larry Gil.

“Usamos a crise de uma maneira muito positiva. Foi ela que nos obrigou a inovar”, diz León se referindo ao patenteamento de uma criação da Fácil Química, que permite os clientes reutilizar embalagens e refis de detergente. Isso resolveu o seu problema com embalagens e ainda deu uma solução ecológica, reportou Flavio Maluf.

Cerveja Artesanal

A cerveja artesanal é outro produto em voga na Venezuela. Isso porque o país é grande consumidor da bebida importada, porem o preço aumentou muito.

Flavio Maluf reporta que outros fatores que contribuíram para a abertura de novas fábricas artesanais foram por causa dos problemas que os produtores industriais tiverem recentemente, o aumento dos impostos sobre a importação do vinho. Isso tudo levou a população a entrar nesse negócio.

Como é o caso de um pequeno grupo de amigos que criaram a marca. “Irmandade do Diabo”. Eles são ao todo 5, sendo que um apenas um deles é mestre cervejeiro.

Segundo eles, o lucro ainda é baixo, e possuem grande dificuldade na importação da cevada, levedura e lúpulo, além do problema com a má qualidade da agua na Venezuela que necessita de um cuidado especial na filtragem.

“Cada vez que preparamos, fazemos cerca de 220 garrafas”, disse explica Andrés Moix, um dos sócios da “irmandade”.